#OQUEESTÁDENTROIMPORTA e é nessa perspectiva que esse café na cidade de Campina Grande, interior da Paraíba, desvenda os sentimentos que unem o patrimônio arquitetônico e as memórias de uma família na Campina do século XX. Os donos, dois irmãos experientes no ramo da gastronomia local, resolveram investir num retrofit que repaginou o interior da edificação, datada do início da década de 30. A intervenção preservou o salão principal com suas janelas voltadas para rua e teve como conceito a expressão da memória dos irmãos nas vivências do sertão "de antigamente". Para isso, foi utilizada uma paleta de tons claros, incluindo Via durini Off White e o Solar Pirâmide Concreto, em contraste com o revestimento Solar Brick terra, este em alusão aos tijolos maciços das casas rurais interioranas. Canoas de pescadores e a própria lamparina (objeto outrora responsável por iluminar os ambientes à noite) estão representados pelos acentos no hall de entrada e os pendentes em verde chá, respectivamente. O toque amadeirado complementa o conceito de biofilia, que se utiliza de layout diverso, vegetação, iluminação natural e formas orgânicas em composição com as empenadeiras, muito utilizadas na arquitetura rural do nordeste. Os tampos da mesa são fabricados na própria cidade, e os cobogós potencializam a ventilação pelo ambiente, conferindo menor consumo de energia, fator que agrega à sustentabilidade pretendida. Ambiências diversas unem a história particular de dois irmãos às memórias de um nordeste coletivo, visto e sentido de diversas maneiras, aliadas ao conceito de identidade e sustentabilidade local.
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