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Rebeca Protta conta como é ingressar no mercado da arquitetura em Florianópolis

14/09/2018

A cada ano, as universidades formam centenas de arquitetos. Mas, será que existe espaço para todos? Quais as expectativas, os medos, e a forma de trabalho dos recém-formados? Conheça, aqui no Archtrends, um pouco da trajetória dessa arquiteta paulista que elegeu a capital de Santa Catarina como ponto de partida para sua carreira.

Arquiteta paulista Rebeca Protta

Arquiteta paulista Rebeca Protta

Nos últimos anos, o mercado de trabalho dos arquitetos e urbanistas sofreu alterações bastante positivas, especialmente, em relação ao atendimento e a forma de apresentar o projeto ao cliente. As construções, cada vez mais verticais e compactas, exigem o feeling artístico desse profissional para atender as necessidades dos proprietários, sem perder a sofisticação e personalidade que o projeto exige. Formada há sete ano pela Universidade Paulista de Sorocaba – UNIP, Rebeca Protta é uma dessas apostas. Da nova geração millennials, ela é cheia de ideias inovadoras e propostas surpreendentes.

Rebeca conta que, apesar de sair dos bancos da universidade com base teórica, a experiência de fato só foi conquistada graças a estágios feitos em escritórios de arquitetura. Seu grande mentor, como lembra saudosa, foi Flávio Vila Nova. Com ele, aprendeu na prática sobre topografia, reformas e construções de pequeno e grande porte, além de adquirir conhecimento também na área de paisagismo. Claro, que como fonte de inspiração, também se espelha em profissionais renomados como Oscar Niemeyer, Tadao Ando, Mies Van Der Rohe e Marcio Kogan. Segundo ela, todos arquitetos com conceitos minimalistas, estilo pelo qual preza em seus projetos.

Logo após concluir a formação acadêmica, Rebeca mudou-se para Florianópolis e iniciou a carreira na Simonetto Móveis Planejados, onde fez grandes amigos. Quis o destino que a profissão fosse interrompida, mas por uma boa causa. Rebeca casou e tornou-se mãe. Ela confessa que achou que não fosse mais exercer a profissão. No entanto, em 2017, decidiu que podia conciliar a vida de esposa, mãe e, ao mesmo tempo, investir na carreira de arquiteta que tanto sonhou.

Rebecca e sua família, em Florianópolis

Rebecca e sua família, em Florianópolis

Vejo Florianópolis como grande potencial para o mercado de interiores, por conta do fluxo contínuo de pessoas morando, alugando e retornando para cá. Considero uma cidade de grande atenção, uma das mais desejadas para se viver

Ela explica que boa parte dos projetos iniciais foram relacionados a design de interiores, daí a necessidade de concluir uma especialização nessa área. Como o trabalho é home office, sempre procura um ambiente tranquilo para atender os clientes. Ela salienta que o mercado está superlotado de profissionais, então, os que se destacam, são selecionados. “Sinto que a pressão é grande em relação aos recém-formados. Isso resulta numa mudança de estilos, na necessidade contínua de aprimoramento. Mas exerço a profissão com muito amor. É algo que realmente é prazeroso para mim. Até mesmo quando consigo ajudar, gratuitamente, meus amigos e familiares com suas casas e bagunças internas”, brinca.

Ela reforça que a expectativa é se encaixar cada vez mais no mercado, ganhando força e nome, participando de palestras e eventos, conhecendo pessoas e aprimorando o conhecimento. “Meu sonho? Ser reconhecida pelas pessoas e por outros profissionais”, revela.

Planta baixa de apartamento, desenhado no programa AutoCAD

Planta baixa de apartamento, desenhado no programa AutoCAD

Para projetos executivos, a profissional conta que utiliza o CAD e depois finaliza com apresentações com a história completa do projeto, o que acaba se transformando em um livreto da obra. Mas o grande diferencial da arquiteta mesmo são os desenhos feitos à mão com o uso de aplicativos em ipad (veja abaixo)! “Sempre faço traços livres de perspectivas, plantas e fachadas. Meus clientes gostam bastante e até utilizam esses desenhos  em quadrinhos para decorar a própria casa. É o projeto ‘casa na casa’”, afirma.

Especificadora da Portobello Shop de Florianópolis, Rebeca Protta está em seu sexto projeto. Um deles é o apartamento de 72m², localizado no bairro Abraão, que foi totalmente repaginado. É que as clientes, duas mulheres, mãe e filha, decidiram investir numa reforma geral, com mudanças na iluminação, mobiliários e decoração. A cozinha (veja abaixo) e a suíte da filha receberam revestimentos Portobello. A Linha Liverpool, na versão Argento, foi aplicada na parede da coifa, garantindo um destaque minimalista ao ambiente. No banheiro, a versão Rosa Chá reveste toda a área molhada do chuveiro.

Que inspiradora a história da Rebecca, não é mesmo? E você, o que achou? Conheça mais o perfil dessa e de outros profissionais no Archtrends Portobello e aproveite para mostrar também o seu projeto aqui, o cadastro é gratuito!

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