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Physalia – uma embarcação sustentável

16/03/2010

Sustentabilidade e tecnologia não estão presentes somente em terra firme. A empresa Vicent Callebaut Architecture criou o Physalia, que é muito mais do que uma simples embarcação ecologicamente correta. Podemos destacar  primeiramente que o Physalia é um jardim flutuante auto-suficiente, que além de ser um meio de transporte com emissão zero de gás carbônico, ainda visa tratar(…)

Sustentabilidade e tecnologia não estão presentes somente em terra firme. A empresa Vicent Callebaut Architecture criou o Physalia, que é muito mais do que uma simples embarcação ecologicamente correta.

Podemos destacar  primeiramente que o Physalia é um jardim flutuante auto-suficiente, que além de ser um meio de transporte com emissão zero de gás carbônico, ainda visa tratar a água por onde passa e deixá-la própria para o consumo.

Ceramicas_Portobello_Physalia

A embarcação pode ser classificada como Protótipo de Energia Positiva, o que significa que gerará mais energia do que consome, tudo por meio de biotecnologias.

O projeto foi criado, mediante as duas maiores preocupações que a Europa possui em relação às mudanças climáticas: distribuição de água potável para população e a reavaliação do transporte pelas vias fluviais.

Seu nome, arquitetura e design foram baseados em uma espécie de animais aquáticos, de nome cientifico “Physalia Physalis”, conhecidos popularmente como água-viva ou medusa.

Ceramicas_Portobello_Physalia_2

Sua estrutura é de aço e é coberta por alumínio e dióxido de titânio, que criará um efeito foto-catalisador através da reação com os raios ultravioletas.  Essa reação purificará a água da química e do carbono rejeitados pelas indústrias e embarcações convencionais, além de limpar o navio. Duplas membranas de células solares fotovoltaicas, no teto do navio, absorvem energia solar, e no casco hidro turbinas servirão para transformar em uma hidroelétrica o fluxo fluvial, fazendo com o Physalia possa navegar sem gastar nada com isso.

Ceramicas_Portobello_Physalia_3

Atravessando o casco, encontramos uma rede hidráulica que permite filtrar a água de onde estiver passando, e purificá-la biologicamente através do telhado jardim. Este jardim é dividido em quatro partes: Jardim da Água – entrada e recepção, Jardim da Terra – laboratório de pesquisas internacionais sobre o ecossistema aquático, Jardim do Fogo – cabine subaquática com vista panorâmica e Jardim do Ar – espaço reservado para o ar e a luz, onde se encontrará a vegetação visível.

Numa primeira fase navegará entre os principais rios da Europa – Danúbio e Volga, Reno e Guadalquivir – e Tigre e Eufrates, mas por enquanto ainda não há previsões para a concretização do projeto.

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