Menu
Projetos e Obras
Busca
História da arquitetura

A Casa da Cascata, projetada pelo arquiteto Frank Lloyd Wright, é um exemplo impressionante da arquitetura moderna (Foto: Mariano Mantel)

Conteúdo Matérias

História da arquitetura: conheça os principais capítulos

30/07/2021

Faça uma viagem pela história da arquitetura. Descubra como evoluímos até as técnicas atuais e qual será o futuro das nossas sociedades!

Conhecer a história da arquitetura é entender como vivíamos no passado, compreender mais a fundo as diferentes culturas e conseguir prever o futuro, com base em fatos, tendências e modos de vida.

Da pré-história às tecnologias contemporâneas; dos gregos e romanos às invenções que prometem movimentar as cidades inteligentes.

Venha conosco nesse passeio e desvende a história da arquitetura!

História da arquitetura: os períodos pré-históricos

Para muitos estudiosos, é na pré-história que tem início a arquitetura. Especificamente durante o período Neolítico, quando o homem domina a arte de trabalhar a pedra e constrói os primeiros monumentos.

No começo, a história da arquitetura está intimamente ligada ao conceito de abrigo — das intempéries, de possíveis predadores e de outras ameaças. Por isso, são comuns as casas “cavadas”.

Stonehenge, um dos resquícios da arquitetura pré-histórica (Foto: Frédéric Vincent)

Durante esse período foram construídas algumas estruturas monumentais que apreciamos até hoje, como o Stonehenge e as moradias nos penhascos da América, além de outras que acabaram se perdendo com o tempo.

Até que chegasse a fundar as primeiras cidades — como Catal Huyuk, na Turquia, datada de 6500 a.C. —, o homem pré-histórico teve de viver em cavernas ou tendas e começar a desenvolver os seus próprios métodos construtivos.

A cultura megalítica é a primeira expressão da vontade e necessidade das sociedades em conceberem espaços em termos físicos e simbólicos. Os principais tipos de monumentos megalíticos são o menir, o alinhamento, o cromeleque e a anta ou dólmen.

A história da arquitetura no mundo antigo

Conforme a humanidade se organizou em sociedades, a história da arquitetura também passou por modificações, sempre considerando a cultura em que estava inserida.

As grandes obras arquitetônicas do mundo antigo ajudam a contar para nós, os homens contemporâneos, como essas civilizações viviam e no que acreditavam.

Por isso, a importância de entendermos e mantermos vivas essas criações.

Mesopotâmia

Um povo importante nessa época foi o mesopotâmico, que vivia entre os rios Tigre e Eufrates, onde hoje se situam o Irã e o Iraque.

Os sumérios habitaram essa terra e exploraram os seus rios, criando “cidades” com vários templos de barros secos ao sol, como o Templo Branco de Uruk.

No período Neo-Sumeriano, os templos assumiram formas mais desenvolvidas e complexas, com estruturas escalonadas chamadas de zigurate.

Fachada reconstruída do Zigurate: estrutura babilônica muito comum na época
Fachada reconstruída do zigurate: estrutura babilônica muito comum na época (Foto: Hardnfast)

A população comum vivia, na maior parte, em casas pequenas amontoadas ao redor de pátios interiores. Décadas depois, os babilônios invadiram a Mesopotâmia, introduzindo novas estruturas urbanas e arquitetônicas, principalmente com formas ortogonais.

Em 539 a.C., a região foi dominada pelo Império Persa, que também trouxe uma grande variedade de elementos decorativos e arquitetônicos emprestados das inúmeras culturas que ele havia conquistado, os fundindo em um novo estilo.

Egito Antigo

Por volta de 4 mil anos antes de Cristo, a sociedade egípcia tinha início a partir da união política dos povos que habitavam as margens do Rio Nilo. Conhecido pelas famosas pirâmides, o Egito Antigo influencia até mesmo as nossas sociedades atuais.

As pirâmides egípcias eram o símbolo da corporificação do deus Sol na figura do faraó.

Portanto, o corpo do faraó, que era um verdadeiro deus na terra, deveria ser preservado. Para isso, existia a pirâmide, uma espécie de túmulo no qual a marca dele é preservada por toda a eternidade.

Antes das pirâmides, os egípcios construíam a mastaba, uma forma mais antiga de tumba. Ela era uma estrutura geométrica de cobertura plana que dava acesso a uma câmara funerária subterrânea.

Aos poucos, essa estrutura foi sendo mais desenvolvida para expressar toda a importância dos faraós, nascendo, assim, as pirâmides.

A primeira estrutura monumental construída no Egito foi o Complexo Funerário de Saqqara, uma pirâmide bem semelhante à estrutura do zigurate dos povos mesopotâmicos.

A Esfinge de Gizé com a Pirâmide de Quéfren ao fundo
A Esfinge de Gizé com a Pirâmide de Quéfren ao fundo (Foto: Hamish)

Contudo, o complexo mais conhecido é o que fica na Península de Gizé, que abriga, além da Esfinge, as três grandes pirâmides do Egito: Quéfren, Quéops e Miquerinos.

Até hoje os templos e as câmaras mortuárias produzidos no Império Médio do Egito impressionam. As dinastias que sucederam esse império continuaram a incrementar as criações, com escadarias, terraços e colunatas, o que é visível no Templo Mortuário da Rainha Hatshepsut, em Deir-el-Bahari.

Devemos aos egípcios antigos a técnica de construção com pedras. Afinal, o uso de tijolo de barro não era interessante, pois não oferecia a durabilidade esperada para a figura do faraó, que deveria ser eterna.

Outra grande contribuição desse povo para a história da arquitetura foi o uso de encaixes de madeira para empilhar pedras, descartando a necessidade de massa para prendê-las. Assim, era possível construir templos enormes com coberturas muito pesadas.

Etruscos

Os etruscos viviam na Ásia Menor e se fixaram na Itália Central.

Como legado para a história da arquitetura, eles deixaram inúmeras necrópoles, cidades e sítios arqueológicos de grande beleza. A arte etrusca, inclusive, exerceu influência significativa na história de Roma.

Pode-se dizer, por isso, que os etruscos foram os fundadores de Roma, legando aos romanos conhecimentos de engenharia e agrimensura, além de vários símbolos de autoridade importantes.

Arco Etrusco, construído na metade do século III a.C. Representa o mais intacto e monumental dos portões etruscos de Perugia (Foto: Roberto Taddeo)

Os etruscos eram muito dados a práticas religiosas e, por isso, contavam com vários templos e monumentos. Eles também tinham apreço pelos baixos-relevos e eram excelentes construtores.

Contudo, como a maioria das construções era em madeira, pouco sobrou. O que resistiu, por ser de pedra, foram fundações de muralhas, conjuntos de casas cuidadosamente pavimentadas, túmulos e ruas pavimentadas.

Os túmulos eram quase que como réplicas das casas etruscas e contavam com molduras, arcos e abóbadas, elementos que mais tarde foram aperfeiçoados pelos romanos.

Grécia Antiga

Impossível falarmos da história da arquitetura sem citarmos a arquitetura grega — que até hoje inspira diferentes projetos.

Ao contrário dos outros povos, os gregos buscavam sempre alcançar o máximo da perfeição, usando, para isso, a razão. Por meio de complexos cálculos matemáticos, regras, proporções, geometria e perspectiva, eles criavam templos memoráveis e manipulavam diferentes materiais, em especial o mármore.

O elemento começou a ser utilizado pelos gregos no século VI a.C., a partir de uma técnica bastante semelhante a dos antigos egípcios. Com o passar do tempo, contudo, eles passaram a dominar outros materiais, como o ferro, substituindo os encaixes de madeira por dobradiças de metal, dando mais resistência às estruturas.

A vida dos gregos era muito diferente das de egípcios e persas. Por isso, a arquitetura grega também tem distinções importantes dos demais povos. A vida cívica tinha grande importância para os gregos — criadores da ideia da democracia — e, por essa razão, os templos eram locais de adoração dos deuses, mas também de discussões, estudos e muita filosofia.

O Partenon, templo dedicado à deusa Atena e um dos maiores símbolos da arquitetura grega
O Partenon, templo dedicado à deusa Atena e um dos maiores símbolos da arquitetura grega (Foto: Steve Swayne)

Com o tempo, novos locais foram surgindo, para dar conta das mudanças vivenciadas pela sociedade grega. Nasceram as ágoras, espaços abertos cercados por prédios públicos e templos. A ágora foi o berço da democracia, do debate e da filosofia.

Apesar disso, os assuntos religiosos continuavam sendo importantes. Os locais destinados às práticas eram incorporados aos espaços públicos das pólis. Assim, os rituais populares aconteciam em lugares construídos para essa finalidade, como a acrópole.

Dos gregos, também herdamos teatros de arena, arenas esportivas e muitos itens que seriam, mais tarde, aproveitados e melhorados pelos romanos.

Roma Antiga

A arquitetura romana é uma mistura de inúmeras influências, em especial de etruscos e gregos, porém com um forte direcionamento militar. As conquistas eram celebradas com esculturas, monumentos, arcos do triunfo e obeliscos.

Mas a verdadeira marca dos romanos na história da arquitetura são as estradas, construídas em linha reta, além dos aquedutos, que conseguiam abastecer e desenvolver as colônias romanas espalhadas pelos inúmeros territórios conquistados.

O Coliseu, um dos mais célebres exemplares da arquitetura romana, que podia abrigar entre 50 e 80 mil espectadores
O Coliseu, um dos mais célebres exemplares da arquitetura romana, que podia abrigar entre 50 e 80 mil espectadores (Foto: Diliff)

Antes de conseguirem conquistar a Grécia e terem acesso ao mármore — e como também não tinham tijolos crus de boa qualidade —, os romanos tiveram de “se virar”.

Para isso, criaram o opus cementicium, uma mistura de areia vulcânica com calcário e ladrilhos quebrados. Trata-se de uma massa cimentícia que permitiu a eles construírem estruturas monumentais como a cúpula do Panteão, com 3,2 m de altura e nenhum pilar de sustentação.

Além dessas, existem inúmeras outras contribuições dos romanos para a história da arquitetura e o desenvolvimento dos conhecimentos de construção, incluindo a concepção espacial herdada dessa sociedade.

A história da arquitetura na Idade Média

A Idade Média vai do século V ao século XV — ou seja, dez séculos —, sendo essa a fase de construção das principais igrejas na história da arquitetura mundial, como a Catedral de Notre-Dame, em Paris, erguida entre 1163 e 1345.

As igrejas são o principal marco da arquitetura medieval. Elas eram construções gigantescas que simbolizavam a tentativa do homem de alcançar os limites celestes e tocar Deus com as suas torres pontiagudas. Por dentro, elas contavam com salões e naus espaçosos, para acomodar o maior número de fiéis.

Igreja de São Sebaldo, em Nuremberg, na Alemanha, é um exemplo preservado das igrejas medievais
Igreja de São Sebaldo, em Nuremberg, na Alemanha, é um exemplo preservado das igrejas medievais (Foto: Jailbird)

Para suportar essas construções colossais, nasceram algumas inovações arquitetônicas e de engenharia. 

Exemplos disso são os arcobotantes, que escoravam as paredes altas externamente para libertar o interior; as colunas nervuradas delicadas, porém capazes de suportarem mais peso; e os arcos ogivais, responsáveis pela elevação vertical da construção e pela distribuição do peso das abóbadas em vários pontos simultaneamente.

A decoração das igrejas também era outro diferencial, especialmente com as rosáceas e os vitrais, trabalhados e coloridos, criando efeitos mágicos de luzes, sombras e cores.

Dentro desse período tão vasto, surgiram inúmeros estilos medievais distintos. Vamos ver alguns deles.

Arquitetura paleocristã

No início, a arte cristã não tinha uma tipologia arquitetônica própria. Foi a partir do Édito de Milão que Constantino passou a apoiar a construção de templos próprios em Roma, Milão e Ravena, divulgando a nova religião e acolhendo o número crescente de fiéis.

Arquitetura visigótica

São poucos os exemplares sobreviventes desse estilo, mas a arquitetura visigótica foi propagada por vários séculos.

Algumas de suas características são: arcos em forma de ferradura sem pedras de fecho; ábside retangular exterior; uso de colunas e pilares com capitéis coríntios de desenho particular; abóbodas com cúpulas nos cruzamentos; paredes em blocos alternando com tijolos; e decoração com motivos vegetais e animais.

Arquitetura moçárabe

As comunidades moçárabes mantiveram alguns templos visigóticos para a prática dos seus ritos religiosos e raramente construíram novos, pois não tinham autorização para isso. A edificação mais importante é a Igreja de Santa Maria de Melque.

Igreja de São Sebaldo, em Nuremberg, na Alemanha, é um exemplo preservado das igrejas medievais (Foto: Jailbird)

Arquitetura bizantina

Foi desenvolvida pelo Império Bizantino.

O estilo se caracteriza pelos mosaicos vitrificados e pelos ícones, pinturas sacras feitas sobre madeira com disposição tríptica.

É nessa época que ocorre um grande desenvolvimento da engenharia e de técnicas construtivas. Por exemplo, as novas formas e tipologias de cúpulas.

Arquitetura mourisca

É a arte islâmica do norte da África e da Península Ibérica. Duas construções notáveis desse período são a Mesquita de Córdoba e o Palácio de Alhambra, em Granada.

Arquitetura gótica

arquitetura gótica precede a arquitetura renascentista.

Ela foi desenvolvida na França em pleno período medieval e, originalmente, era chamada de opus francigenum ou “obra francesa”.

O termo “gótico” só passou a ser usado no final do Renascimento, como uma forma de insulto estilístico.

É o estilo gótico que traz as abóbadas cada vez mais elevadas e maiores, apoiadas sobre pilastras ou feixes de colunas.

Esse é o estilo predominante de várias catedrais europeias, como Notre-Dame, Chartres, Colônia e Amiens, muitas classificadas como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A história da arquitetura na Idade Moderna

A Idade Média chega ao fim. Com isso, a estrutura de poder na Europa se modifica, surgindo os estados nacionais. E, apesar do forte poder da Igreja Católica, aparecem novas religiões graças à Reforma Protestante.

Diante de tantas transformações, é claro que a história da arquitetura também passa a se modificar. Antigas criações romanas são redescobertas pelos novos arquitetos, influenciando as criações da época.

A relativa liberdade científica também proporciona avanços nas técnicas construtivas, com novas experiências e a concepção de novos espaços.

Arquitetura renascentista

O Renascimento teve início na Itália e a sua principal característica é a inspiração nas formas clássicas. É considerado um momento de ruptura na história da arquitetura, com obras que se apoiavam em pilares essenciais do classicismo e humanismo.

Os homens renascentistas encaravam o mundo greco-romano como um exemplo. Por isso, as obras arquitetônicas traziam as características clássicas. É nessa época que surgem nomes como Bramante, Brunelleschi, Palladio, Michelangelo, Leonardo Da Vinci, Rafael e tantos outros celebrados até hoje.

Graças ao achado dos dez livros do arquiteto romano Vitrúvio, os renascentistas tiveram noções e técnicas de perspectiva, proporções e planejamento, o que inclui a construção das maquetes.     

Cúpula da Basílica de São Pedro, um símbolo renascentista
Igreja de São Sebaldo, em Nuremberg, na Alemanha, é um exemplo preservado das igrejas medievais (Foto: Jailbird)

Nessa época, as principais construções ainda são as catedrais, com destaque especial para as cúpulas, como a da Basílica de São Pedro, em Roma, e a das duas conchas, em Florença.

Foi também no Renascimento que se deu, pela primeira vez, uma proposta de reestruturação da ideia vigente de cidade.

Baseada em uma busca de racionalidade do espaço urbano, começaram a surgir os primeiros planejamentos urbanísticos: com uma praça perfeitamente circular, uma igreja central e pequenos palácios nas margens.

Maneirismo

Embora o classicismo fosse forte nessa época, nem todos eram adeptos dessas ideias.

Foi assim que surgiu o maneirismo, com arquitetos que se apropriaram das formas clássicas, mas começaram a desconstruir os seus ideais.

Michelangelo é um dos arquitetos renascentistas considerado maneirista.

Barroco

O barroco, em um primeiro momento, potencializa o descontentamento do maneirismo pelas normas clássicas e propicia a gênese de um tipo de arquitetura até então inédita, ainda que também tivesse fortes ligações com o passado.

O contexto que marca o nascimento do barroco é a reação da Igreja Católica ao crescimento do protestantismo. Surge, então, a necessidade de renovação para não perder fiéis. Então, ela vê na promoção de uma nova estética a chance de se identificar nesse novo mundo.

Igreja de São Sebaldo, em Nuremberg, na Alemanha, é um exemplo preservado das igrejas medievais (Foto: Jailbird)

Na história da arquitetura brasileira, o barroco teve uma grande presença, especialmente nas cidades mineiras, que viviam o ciclo do ouro e ostentavam essa riqueza em suas decorações, revelando nomes importantes para as nossas artes, como o de Aleijadinho.

Neoclassicismo

Assim como o barroco representou uma reação ao Renascimento, o neoclassicismo surge como uma oposição ao barroco e uma forte tendência à recuperação do clássico.

No final do século XVIII e início do século XIX, a Europa assistiu a um grande avanço tecnológico, resultado da Revolução Industrial e da cultura iluminista.

Nessa época surgiram novas técnicas de construção e estruturas, substituindo os antigos materiais, como a pedra e a madeira, pelo concreto (e mais tarde pelo concreto armado) e pelo metal.

Fachada do Capitólio, um exemplo de arquitetura neoclássica
Fachada do Capitólio, um exemplo de arquitetura neoclássica (Foto: Martin Falbisoner)

Fortemente influenciados pelo iluminismo, os arquitetos passam a rejeitar a religiosidade de maneira intensa e o exagero luxuriante do barroco.

Buscava-se uma síntese mais racional e objetiva, porém ainda não se tinha uma ideia clara sobre como aplicar as novas tecnologias na arquitetura.

Esse, contudo, não foi um estilo novo, já que ele se inspirava muito no repertório formal clássico, com a diferença da aplicação das novas tecnologias.

Esses dois séculos são, portanto, marcados por dúvidas e certezas a respeito das ideias clássicas.

Arquitetura moderna

Depois da Revolução Industrial, as cidades começam a crescer em níveis nunca vistos.

As novas demandas do espaço urbano passam a ser respondidas pelo Estado, o que acaba levando ao surgimento do urbanismo, uma nova disciplina acadêmica importante na história da arquitetura.

O papel do arquiteto passa a ser constantemente questionado, surgindo novos paradigmas e uma crise na produção que atravessou o século XIX, apenas sendo resolvida com o surgimento da arquitetura moderna.

No século XIX, vemos, portanto, uma série de crises estéticas, com diversos arquitetos vivendo uma cópia do passado, sem uma linguagem própria para ser trabalhada.

Entrada da estação Porte Dauphine do Metropolitano de Paris, um clássico exemplo de Art Nouveau
Entrada da estação Porte Dauphine do Metropolitano de Paris, um clássico exemplo de Art Nouveau (Foto: Jean-Pierre Dalbéra)

A primeira tentativa de resposta à questão tradição versus industrialização veio da Inglaterra com o movimento Arts & Crafts (artes e ofícios).

O movimento propunha uma pesquisa formal aplicada às novas possibilidades industriais, colocando o artesão como figura de destaque, como um agente transformador.

As ideias acabaram evoluindo para o movimento francês do Art Nouveau, considerado o último estilo do século XIX e o primeiro do século XX.

No século XX, a fundação da escola Bauhaus, na Alemanha, a Vanguarda Russa, na União Soviética, o novo pensamento arquitetônico de Frank Lloyd Wright, nos Estados Unidos, e Le Corbusier, na Europa, promovem uma grande transformação na arquitetura mundial.

A ideia de modernidade surge como um ideário ligado a uma nova sociedade, com nova educação estética, relações sociais e também desigualdades. A arquitetura passa a sintetizar todas as artes, definindo os espaços da vida cotidiana e desenvolvendo todo o ambiente habitável, desde os utensílios domésticos até a cidade.

A arquitetura moderna é caracterizada por um forte discurso social e estético de renovação do ambiente de vida do homem contemporâneo.

Arquitetura moderna brasileira

A arquitetura moderna brasileira é de suma importância para a história da arquitetura mundial, com especial destaque para os trabalhos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

Fortemente influenciados por Le Corbusier, eles foram os responsáveis pela construção de Brasília e têm os seus nomes marcados.

A Catedral de Brasília, uma das mais importantes obras de Niemeyer
A Catedral de Brasília, uma das mais importantes obras de Niemeyer (Foto: Rodrigo de Almeida Marfan)

Niemeyer é até hoje reverenciado pelas suas “poesias visuais” construídas a partir de curvas modeladas em concreto.

Outro importante nome da história da arquitetura, sem dúvida, é o de Lina Bo Bardi, nascida na Itália, mas naturalizada brasileira. 

Ela teve atuação marcante em diversos movimentos culturais e é a responsável por obras mundialmente conhecidas, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Sesc Pompeia e A Casa de Vidro.

Arquitetura contemporânea

A arquitetura das últimas décadas pode ser caracterizada como uma reação ao estilo moderno, com uma releitura dos valores e uma proposta de novas concepções estéticas.

Galaxy Soho, criação de Zaha Hadid e exemplo de uma arquitetura desconstrutivista
Galaxy Soho, criação de Zaha Hadid e exemplo de uma arquitetura desconstrutivista (Foto: Rob Deutscher)

Nesse período, vemos projetos de mundos radicalmente novos, criticando os dogmas do modernismo, incluindo aqui as obras desconstrutivistas.

Alguns nomes importantes e símbolos de uma arquitetura de vanguarda são Rem Koolhaas, Peter Eisenman e Zaha Hadid.

O futuro da arquitetura

A história da arquitetura continua a ser construída dia após dia. O futuro dependerá das novas tecnologias e das novas sociedades.

Acredita-se que o foco deverá ser criar construções cada vez mais belas e confortáveis, porém que aliem a preocupação com a sustentabilidade, oferecendo o menor impacto possível para o meio ambiente por meio de soluções tecnológicas.

Na verdade, já vemos isso acontecer nas cidades inteligentes, uma evolução do urbanismo que nos mostra que é possível continuarmos a avançar enquanto sociedade sem que isso signifique esgotar os recursos naturais.

A história da arquitetura está em andamento. Dentro de alguns anos, as próximas gerações estudarão os arquitetos atuais e as suas soluções engenhosas para os problemas que enfrentamos agora, assim como nós estudamos os antigos arquitetos para desenvolvermos projetos e compreendermos melhor a nossa própria trajetória enquanto sociedade.

Gostou de conhecer a história da arquitetura? Continue a aprender: veja o nosso artigo sobre a arquitetura brasileira e a mistura de referências que formam a nossa identidade nacional!

Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *