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A exposição sobre os 40 anos da moda Armani

08/12/2017

Armani Silos é o nome da nova exposição que expõe uma vasta seleção das criações do estilista Giorgio Armani, em celebração dos seus 40 anos no mundo da moda. A exposição é subdividida por estéticas e estilos da sua carreira.

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Headquarters da empresa (Foto: Bárbara Cassou)

Há 50 anos, Giorgio Armani criou uma nova identidade para a moda, definida por tons sutis, tecidos macios e ternos desconstruídos. Com ar moderno e sedutor, elaborou um conceito de linha tênue entre a moda feminina e a masculina.

Armani Silos é o nome da exposição do estilista Giorgio Armani, localizada dentro do seu próprio headquarters em Milão, inaugurada em 2015 e que permanecerá por um bom tempo.

A exposição exibe um resumo do seu mundo criativo. É composta por uma linha do tempo, revelando suas principais estéticas e criações, e mostra que não só sua forma de vestir mudou conforme o tempo, mas também sua maneira de pensar.

E por que “Silos”? O estilista explica: “Eu decidi chamar Silos porque este edifício era usado para estocagem de comida*, que é sem sombra de dúvidas a parte essencial da vida. Para mim, tanto quanto a comida, roupas também são parte da minha vida”.

O ambiente da exposição está dividido por andares, e cada um conta sobre uma estética diferente de Armani.

Stars

A primeira parte da exposição (no térreo) se chama Stars e é destinada a todos os atores, cantores e celebridades em geral que usaram roupas Armani.

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Espaço da parte Stars que imita um red carpet (Foto: Bárbara Cassou)

Tudo começou quando Diane Keaton recebeu um Oscar por seu papel em Annie Hall em 1978 usando uma jaqueta Armani.

Diane foi a primeira estrela que se identificou com esse look&feel mais despojado proposto por Giorgio Armani. Um look mais confortável e relaxado, porém ainda elegante.

Há uma forte conexão entre o cinema e Giorgio Armani. Várias celebridades já usaram suas roupas dentro e fora das telas e principalmente no red carpet.

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Cate Blanchett e Sophie Marceau ao lado de Giorgio Armani, ambas vestindo modelos desenhados por ele (Foto: reprodução site Vogue)

Daywear

A segunda parte da exposição (ainda no térreo) é destinada ao Daywear.

Roupas com corte mais simples, limpo e reto. Essa parte é estrelada principalmente pelo terno clássico de Armani: peça-chave que virou must-have de seus consumidores.

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Espaço destinado ao Daywear com destaque para a alfaiataria feminina e masculina em tons neutros (Foto: Bárbara Cassou)

Essas coleções exaltam sua principal tendência, pela qual o estilista ficou conhecido em todo o mundo, explorando a androginia: o estilo de homens e mulheres se mescla.

Exibe roupas com tons neutros e reinterpretações de tecidos tradicionalmente masculinos. Os ternos para homens são rigorosamente detalhados e as roupas femininas são discretas e elegantes ao mesmo tempo.

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Manequins do espaço Daywear. O look masculino é da coleção outono-inverno de 2005-2006 e o feminino da coleção outono-inverno de 2010-2011 (Foto: Bárbara Cassou)

Exoticism

A terceira parte da exposição (já no primeiro andar do edifício) mostra o lado mais “barroco” do estilista.

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Espaço destinado ao Exoticism (Foto: Bárbara Cassou)

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Cenários que fazem referência a pedras preciosas e joalheria (Foto: Bárbara Cassou)

Flores, feminilidade e uma forte influência de culturas orientais fazem parte desse seu estilo. Vemos claramente inspirações em kaftans africanos, pijamas indianos e túnicas paquistanesas.

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Look de 1988 da coleção primavera-verão no espaço Exoticism (Foto: Bárbara Cassou)

Colour Schemes

Colour Schemes é a quarta parte da exposição (localizada no segundo andar do edifício) e mostra uma característica forte das suas roupas: cores neutras.

O “greige”, termo usado para seu famoso mix entre cinza (grey) e bege (beige), faz parte destas coleções. O preto, o vermelho e o azul também ganham destaque aqui.

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Parte da exposição Colour Schemes, exaltando coleções em tons negros e neutros (Foto: Bárbara Cassou)

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Outro espaço de Colour Schemes, dramatizado através de focos de luzes e o fundo vermelho intenso (Foto: Bárbara Cassou)

Giorgio Armani, por mais que use apenas um tom, brinca com texturas e acabamentos, deixando as roupas com um ar muito mais interessante e nada casual.

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Manequins do espaço Colour Schames com looks de coleções primavera-verão (Foto: Bárbara Cassou)

Light

A última parte da exposição tem o nome de Light e se encontra no terceiro andar. É destinada às suas coleções de alta-costura, enfatizando as roupas que apresentam acabamentos delicados e tecidos finos: organza, chifon, tulle.

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Último andar destinado ao espaço Light (Foto: Bárbara Cassou)

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Manequins do espaço Light, desenhado pelo estilista em 1984 (Foto: Bárbara Cassou)

Vestidos em tons de nude, reflexos perolados, transparências douradas e prateadas. Essas coleções se destacam por sua luz com toque de mistério e elegância. Verdadeiras joias em forma de roupas!

Digital archive

No último andar há um ambiente destinado aos arquivos digitais. É possível ver todas as suas coleções em telas touch screen.

Com isso, Armani abre seu arquivo pessoal para o público explorar suas coleções, ideias, processos criativos, métodos de trabalho e ilustrações. Esse arquivo contém aproximadamente mil looks, categorizados por estações e coleções, e mais de duas mil imagens de acessórios, sketches, desfiles, making of, publicidade etc.

Também ficou com vontade de ver de perto?

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Pátio central do edifício da exposição com abertura para todos os andares (Foto: Bárbara Cassou)

Se estiver de passagem por Milão, não deixe de conferir! Neste link você encontra todas as informações sobre a exposição.

Mas se não tiver a oportunidade de ir, você pode se cadastrar no site e explorar o Arquivo Digital também. Corra lá!

* “Silo”, em italiano, é o nome destinado a lugares para estocagem de cereais, rações e outros produtos, geralmente, em formato de torre cilíndrica.

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