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Copenhagen – Um dos lugares mais sustentáveis e felizes do mundo para se viver

Jovialidade, alegria e cores. Copenhagen está entre as dez cidades que oferecem maior qualidade de vida do mundo, de acordo com a 19ª pesquisa anual de Qualidade de Vida da Mercer (consultoria líder mundial em talento, saúde, previdência e investimentos). A capital da Dinamarca, com uma população de mais de 550 mil habitantes na região(…)

Jovialidade, alegria e cores. Copenhagen está entre as dez cidades que oferecem maior qualidade de vida do mundo, de acordo com a 19ª pesquisa anual de Qualidade de Vida da Mercer (consultoria líder mundial em talento, saúde, previdência e investimentos). A capital da Dinamarca, com uma população de mais de 550 mil habitantes na região central (total de cerca de 1 milhão e 500 mil), é também uma das mais felizes. A explicação de tanta satisfação vem da confiança entre as pessoas e nas instituições do país.

Outro grande exemplo de Copenhagen, que a transforma em uma das mais importantes da região europeia, é por desenvolver alternativas de sustentabilidade. A cidade sempre se preocupou com a população e com o meio ambiente.

Escolhida por três vezes consecutivas a cidade mais habitável do planeta, pela revista britânica de tendências globais Monocle, eleita Capital Verde Europeia 2014 e denominada como a capital mais sustentável da Europa, por uma pesquisa da The Economist Intelligence Unit; Copenhagen está inundada por uma revolução verde que afeta todos os aspectos de sua vida urbana.

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Uma das primeiras ações ‘ecologicamente correta’ foi a valorização do uso da bicicleta como meio de transporte. Copenhagen foi a pioneira em construir ciclovias com um investimento de cerca de US$ 40 milhões. São quase 400 km que se estendem pela capital. Os habitantes contam também com as chamadas ‘autoestradas cicláveis’, ciclo faixas que ligam até os municípios vizinhos.

Bicicleta: estilo de vida

Optar pelo uso das duas rodas não foi uma tendência, eles já se locomoviam assim desde a década de 30. Para os dinamarqueses, a bicicleta é um estilo de vida. Atualmente, pouco mais de 55% das viagens de até 5 km são feitas de bicicleta. E cerca de 50% dos habitantes vão de bicicleta para o trabalho, universidade ou mercados.

Em 2009, a Câmara Municipal aprovou um Plano de Mudanças Climáticas para reduzir os gases de efeito estufa. O objetivo é que fique totalmente neutra de carbono até 2025. Para isso trabalha em parceria com empresas, universidades e organizações para implementar o crescimento verde.

O investimento em ciclovias melhora a saúde dos cidadãos. Um dos benefícios visíveis desse transporte considerado rentável e barato, é a de não poluir a atmosfera, pois diminui a emissão de gás carbônico no ar. Para incentivar ainda mais as pessoas a evitar o uso de automóveis individuais, foram implantados estacionamentos gratuitos.

Um sistema chamado Onda Verde é mais uma medida tomada. O aparelho sincroniza os semáforos nas horas de pico nas faixas para bicicletas que estão cada vez mais amplas. Isso permite que os ciclistas circulem a 20 quilômetros por hora, sem interrupções, onde todos os sinais estarão verdes.

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Bairro adaptado a mudança do clima

Outro avanço sustentável bastante importante foi a criação do primeiro bairro adaptado às mudanças climáticas. Os moradores do bairro de St. Kjeld, em Copenhagen não precisam mais se preocupar quando a época das grandes tempestades chegar. Uma empresa de arquitetura contratada verificou a necessidade de trocar boa parte do asfalto, por um tapete de grama, além de calçadas mais permeáveis. Ou seja, construir estruturas verdes e naturais. O projeto visava facilitar o escoamento da água da chuva.

Absorção de água com a criação do telhado Verde

Mais uma medida é que cada edifício novo com um limite igual ou inferior a inclinação de 30% tenha um telhado verde. Em 2012, quando a Lei entrou em vigor, a cidade tinha 40 telhados totalizando 200 mil metros quadrados. Estima-se agora aumentar 5.000 metros quadrados por ano. A proposta é que a vegetação além de mudar o visual estético, absorva a água da chuva, de 50 a 80% por ano, e reduza o calor gerado pelo concreto.

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Pockt Parks, água sem cloro e alimentos orgânicos

Os Pocket Parks surgiram com a meta de reaproveitar locais públicos pouco utilizados e transforma-los em espaços verdes para descanso. Podem ser, em esquinas, por exemplo, para fazer um pequeno parque, com no máximo de 5 mil metros quadrados. Copenhagen também fornece água sem cloro aos cidadãos.

A cidade se comprometeu até o ano de 2025, ter 98% das residências com rede de calefação alimentada com energia eólica e biomassa. A água será reutilizada e o lixo 50% reciclado e 50% incinerado. Quando chovia era comum o fluxo de água dos rios se misturarem à rede de esgoto. Como solução, em 1991, foi aprovado um plano para reformular as galerias de águas pluviais para tratar a água dos canais e ainda remover a área industrial.

68% de todos os alimentos servidos nas cozinhas e lanchonetes das instituições municipais são orgânicos. A meta é ampliar esse número e a cobertura, passando a servir nas cozinhas e cafeterias da cidade.

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Piscina pública e fazenda eólica

O canal Københavns Havnebade fez parte de um projeto que transformou parte dele em uma piscina pública, um local próprio para o lazer e diversão da população. Essa conquista aconteceu graças à despoluição dos rios, galerias pluviais e revitalização do entorno.

O complexo de energia eólica Middelgrunden já é realidade. Em 2007 já produzia 17,5% da demanda de energia para mais de 40 mil moradores. A meta é até em 2050, abastecer 50% do país.

IDH

O (IDH) Índice de Desenvolvimento Humano é outro ponto positivo no país dinamarquês, 0,901. Com critérios de avaliação na educação, saúde e economia, o IDH dá aos países notas de 0 a 1. Quanto mais próximos de 1, melhor. Um número bastante elevado no país é também em relação a expectativa de vida dos moradores. A média é de 79 anos.

O país investe aproximadamente 5.600 dólares com saúde para cada pessoa por ano. A Dinamarca tem notas expressivas também na educação. Cerca de 99% da população é alfabetizada. Os dinamarqueses estão em destaque em outros rankings, como por exemplo, quando o assunto é empreendedorismo e oportunidades.

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Copenhagen é modelo de crescimento ecológico

A capital dinamarquesa recebe todos os anos milhares de profissionais da área de arquitetura e urbanismo com o objetivo de conhecer o modelo de crescimento ecológico daquela região. O State of Green, é um órgão metade público, metade privado. O espaço promove as ações verdes e sustentáveis que a cidade oferece. O objetivo é exportar essas ideias como uma questão de prioridade.

Os especialistas em produtos da Portobello estão em Copenhagen para conhecerem projetos de design e tendência, e pesquisarem referências sobre as ações voltadas para a sustentabilidade desenvolvidas naquele país.

Até mais.

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