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Arquitetura oriental: 3 características para se inspirar

22/11/2017

A arquitetura oriental, especialmente da China e do Japão, é fonte inesgotável de inspiração para arquitetos! Confira nosso post e também se inspire!

O que vem à sua mente quando você ouve o termo “arquitetura oriental”?

A memória de muitas pessoas que vivem no Ocidente costuma recorrer ao repertório de filmes, desenhos e outras expressões artísticas que ressaltam a simplicidade, a valorização da natureza e a aliança entre tradição e modernidade dessa região.

De maneira geral, é isso mesmo! Mas seria um erro agregar as características de todos os países do Extremo Oriente (que compreendem parte da China, Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Mongólia e Taiwan) sob o mesmo “pacote” e apagar as particularidades de cada um.

Neste post, você vai encontrar inspiração na arquitetura da região para aplicar de maneira prática em seus próprios projetos. Inevitavelmente, o destaque fica por conta da China e do Japão, países cuja cultura se alastrou com mais intensidade no Ocidente.

1. O Feng Shui

Na tradição chinesa, “Feng” significa “vento”, e “Shui”, “água”. A relação do princípio de organização espacial chinês com a natureza realmente é íntima.

A época exata do surgimento do Feng Shui é imprecisa, mas todas as fontes concordam que ele é milenar. Ele orienta a disposição dos itens que compõem um ambiente a fim de colaborar ao máximo para o bem-estar físico e espiritual dos ocupantes.

Inicialmente, referia-se à localização das construções em correspondência às montanhas ao redor. Notava-se que populações que se desenvolviam protegidas entre os morros eram bem-sucedidas, enquanto as que ultrapassavam os limites deles não tinham a mesma sorte.

Aos poucos, a tradição foi desenvolvida e formalizada, até ser registrada em diversos livros. Evidentemente, nas grandes cidades contemporâneas já não é possível tomar montanhas ou rios como base da organização dos espaços. Mesmo assim, o Feng Shui é uma ferramenta valiosa para ordenar ambientes com extremo conforto.

Ele se ancora em três princípios:

Qi, ou Chi

Imagine viver em um mundo no qual a ciência ainda estava muito longe de se tornar o que é hoje, com explicações para praticamente qualquer fenômeno. Os chineses ancestrais precisavam justificar de alguma forma os fatores como a temperatura, os sons, os cheiros etc. — ou seja, o que podemos sentir, mas não ver. Eles resumiram essas sensações sob o conceito de Qi, que diz respeito à “energia vital” que precisa circular pelo ambiente.

Yin e Yang

O símbolo que representa essa ideia é bastante difundido no Ocidente. O círculo branco e preto denota os processos dinâmicos da natureza, em que se equilibram luz e sombra, movimento e quietude, interior e exterior, entre outros opostos.

Os cinco elementos

Também chamados de “cinco fases de transformação”, água, madeira, fogo, terra e metal relacionam-se a aspectos da vida (como família, trabalho e viagens, representados no que se chama de “baguá”). Eles precisam estar presentes literal ou metaforicamente no ambiente.

O estudo do Feng Shui é muito extenso. Para aplicá-lo com profundidade, recomenda-se uma pesquisa detalhada e até cursos. De maneira mais rápida, ele pode ser utilizado aproveitando dicas como:

  • os pés da cama não devem estar voltados para a porta do quarto, mas o móvel deve dar visão à entrada do cômodo, além de estar em uma parede sem portas e janelas. Isso fortalece a sensação de segurança e fluidez no espaço;
  • as plantas são muito bem-vindas. Representantes da vitalidade e símbolos da natureza até na própria cultura ocidental, podem estar em qualquer cômodo. Um ótimo exemplo são os clássicos bonsais. Em japonês, o termo quer dizer “plantado em uma bandeja”, e já deixa claro como são essas plantinhas, que se parecem árvores miniaturizadas em pequenos vasos;

  • a porta de entrada da casa deve ser aberta sem empecilhos, ou seja, nada de mesinhas ou outros móveis atrapalhando a circulação ao redor dela. Isso tem fundamento tanto simbólico (a energia deve fluir lar adentro) quanto prático (afinal, nada mais desconfortável e deselegante que impedimentos para a locomoção pelo ambiente);
  • os itens em excesso, que já não são utilizados há muito tempo e se tornaram “quinquilharia”, não têm lugar em um espaço organizado segundo o Feng Shui. Não é necessário adotar uma decoração completamente minimalista, mas apenas os itens que realmente têm uma função devem permanecer no ambiente.

2. O apreço por elementos naturais

A arquitetura do Oriente não disputa espaço ou atenção com elementos naturais. Pelo contrário, incorpora-os em cada aspecto — da base das construções aos detalhes da decoração.

Entre os diversos aspectos naturais que aparecem na arquitetura do Extremo Oriente, podemos destacar a utilização da madeira e a valorização dos jardins como dois pontos essenciais da natureza bastante valorizados. Conheça mais detalhes sobre eles:

A utilização da madeira

Enquanto a arquitetura ocidental é baseada principalmente na experiência europeia com pedras e tijolos, a oriental procura na madeira o elemento primordial das construções.

Primordial mesmo: se, no Ocidente, a estrutura principal é fundamentada na ligação ou sistema de arcos, nas construções de madeira do Oriente as colunas são o elemento básico para que qualquer edificação fique de pé.

Prova disso é o Pagode de Yingxian, do Templo Fogong, na China. Construído em 1506, ele é o pagode (torre da tradição budista) de madeira mais alto do mundo. Superando os 67 metros de altura, a estrutura não utiliza um só prego, e resistiu a diversos terremotos ao longo dos séculos.

Provavelmente, esse não é o principal objetivo do seu projeto. O que compreendemos de exemplos como esse é o cuidado com a marcenaria. O material pode ser utilizado na estrutura inteira (no caso das hanoks, casas tradicionais da Coreia do Norte, por exemplo) ou permanecer nas colunas, no teto e no chão (com porcelanato inspirado em madeira, essa opção ganha praticidade).

O destaque dos jardins

Mais conhecidos como jardins japoneses (embora tenham aparecido originalmente na China), eles são encontrados em diversas cidades brasileiras, como São Paulo e Belo Horizonte. Tradicionalmente, ultrapassam a função decorativa dos jardins no Ocidente e têm conotações espirituais.

A Embaixada do Japão no Brasil explica em detalhes que existem variedades desse tipo de jardinagem. De maneira geral, eles reproduzem paisagens naturais de forma miniaturizada e também simbólica.

Alguns elementos com presença garantida são:

  • fontes de água corrente ou pequenos lagos artificiais abrigando carpas;
  • árvores como as cerejeiras e o bordo japonês;
  • flores como lírios e peônias;
  • areia branca, especialmente nos jardins zen, nos quais não costuma haver água;
  • pontes, em particular as de bambu;
  • pedras dispostas com atenção.

Muito além dos efeitos estéticos, esses componentes carregam simbolismos especiais da espiritualidade (as pontes e caminhos de pedra, por exemplo, remetem à passagem do humano ao sagrado). Eles procuram representar a natureza em miniatura e oferecer um ambiente de contemplação.

Idealmente, o jardim é amplo e cerca a construção, como se ela estivesse envolvida por ele. Mas também é possível reproduzir seus conceitos em versões reduzidas e até mesmo dentro de casa, com um espaço com areia branca e um ancinho, utilizado para desenhar pequenas ondas.

3. A simplicidade refinada

Embora estas vertentes tenham se originado em partes muito diferentes do mundo, é possível notar paralelos entre a decoração oriental e o estilo nórdico (também conhecido como escandinavo). Ambos prezam a simplicidade e a delicadeza aliadas à funcionalidade e à elegância dos tons neutros.

Como conseguem isso? Um dos principais fatores é a incorporação do minimalismo. A decoração oriental, em especial a japonesa, valoriza os cômodos abertos, normalmente conectados pelos painéis de Shoji. Eles são portas de papel de arroz e bambu (substituído por outras madeiras, em alguns casos) que fazem as vezes de parede em muitas casas japonesas.

Ao mesmo tempo em que garantem privacidade, permitem que a luz atravesse os cômodos e aumentam a sensação de amplitude no ambiente.

Outra dica para incorporar elementos japoneses sem cair no folclore étnico (ou seja, com respeito à cultura oriental) é apostar em móveis mais baixos, com linhas simples e retas. Também vale investir nos tatames, tapetes feitos com materiais como palha de arroz e sarja. Para acompanhar, espalhe almofadas confortáveis sobre ele.

Sabe o que mais combina com a sofisticação simples da arquitetura oriental? Materiais duradouros e de qualidade. Se está pensando em trabalhar com um projeto com a cara do Extremo Oriente, não deixe de conferir os revestimentos inspirados em madeira. Entre em contato conosco para conhecer detalhes sobre todas as opções!

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