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Arquitetura inglesa: conheça as principais referências e influências no Brasil

22/01/2018

Este texto faz parte de uma série de artigos que mostram como a arquitetura de diversos países influenciou o estilo brasileiro. Ao entender as principais características da arquitetura dessas culturas, será possível compreender melhor como elas foram incorporadas em terras brasileiras, além de se inspirar para produzir projetos cada vez mais incríveis e cheios de referência.

Desde a era medieval, a arquitetura inglesa vem evoluindo ao longo do tempo. Guerras, revoluções e a presença da monarquia britânica influenciaram diretamente no que é visto nas ruas das principais cidades da Inglaterra.

A arquitetura inglesa caminha lado a lado com toda a história do país. Ambas foram diretamente moldadas por conflitos civis, guerras, revoluções e todo o contexto histórico passado nas terras da rainha.

Dos monumentos pré-históricos, como o Stonehenge, passando por obras grandiosas da era medieval e chegando às construções ultramodernas, como o The Shard, todos fazem com que a arquitetura seja protagonista de um dos países mais importantes do mundo.

Não há uma sequência temporal, com divisões claras entre períodos e estilos arquitetônicos usados no país. Filosofias e diversas construções se mesclam em diferentes épocas.

A era medieval trazia traços e estilos da era romana. Já o período vitoriano uniu a arquitetura do ferro ao conservadorismo burguês. A combinação entre passado histórico e período contemporâneo sempre existiu e estará presente na Inglaterra.

Trata-se de uma mistura da preservação de memórias com a natural evolução da humanidade e tudo aquilo que cresce junto à nação, aliada à personalidade e ao estilo inglês. Continue a leitura para saber mais!

A modernidade no tradicionalismo da arquitetura inglesa

Andando pelas ruas de qualquer grande cidade do país, é possível fazer uma viagem ao tempo sem sair do lugar. É comum vermos, de um lado de uma rua, uma igreja ou catedral da era medieval e, do outro, uma construção moderna, que alia tecnologia e sustentabilidade em uma mesma obra.

De Liverpool a Southampton; de Cumbria a Brighton e, obviamente, em Londres, essa é uma característica arquitetônica presente em todos os cantos do país. O tradicionalismo está no sangue inglês.

Conjunto de casas com arquitetura tipicamente inglesa

A população tem orgulho do que a moldou ao longo do tempo. E uma maneira de manter esse orgulho é preservar o seu passado e sua história, seja na memória de cada cidadão, seja por meio das construções que sobreviveram a guerras, incêndios e fenômenos naturais.

O apreço à tradição é tão grande que, em Londres, há grupos que lutam para que haja uma redução no volume de construções de arranha-céus. O objetivo é que seu horizonte permaneça “limpo” e o estilo tradicional seja preservado.

Os arranha-céus fazem parte da era contemporânea da arquitetura na capital inglesa. Entre os diversos edifícios já existentes, alguns se destacam por certa ousadia no design e no estilo arquitetônico, que fogem do padrão histórico inglês e dão uma nova cara para diferentes regiões da cidade. Os mais famosos são:

  • The Shard: com 310 metros de altura, é o edifício mais alto da Europa ocidental;
  • 30 St Mary Axe: chamado pelos ingleses de “The Gherkin” (pepino, em inglês), é famoso pelo seu formato parecido ao de um pepino, sendo facilmente reconhecido no horizonte londrino;
  • 20 Fenchurch Street: é o 12º edifício mais alto de Londres. Também é famoso por seu formato e, por isso, é chamado de “The Walkie-Talkie”;
  • 122 Leadenhall Street: oficialmente chamado de Leadenhall Building, o prédio também figura entre os mais altos da capital inglesa e é carinhosamente apelidado de “The Cheesegrater”, por seu formato parecido ao de um ralador de queijo.

Outras construções de arquitetos de características e perfis ousados e inovadores também marcam presença em outras cidades. E o estilo não é identificado apenas em edifícios.

Estádios de futebol e rugby, arenas para concertos, prefeituras, pontes e diversos tipos de obras também têm esse estilo — que alia tecnologia e inovação, destoando do contexto das construções mais históricas da Inglaterra.

O tradicionalismo na era atual da Inglaterra

Mesmo com a crescente demanda por edifícios altíssimos e modernos nas cidades, a história não é deixada de lado: o povo inglês faz questão de preservá-la. E ela pode estar guardada nas próprias construções espalhadas por todo o país.

Perto dos prédios e das pontes recentemente construídas, é possível encontrar  igrejas, casas e monumentos que foram palcos de eventos importantíssimos na história da humanidade. Podemos citar alguns bem famosos:

The Westminster Palace

De estilo gótico, trata-se de uma das construções mais famosas do mundo. Atualmente, é a sede do Parlamento inglês, mas já foi residência de vários reis em outras eras. A obra também sofreu diversos incidentes e passou por inúmeras reformas.

O Palácio de Westminster, ou as Casas do Parlamento, é onde estão instaladas as duas Câmaras do Parlamento do Reino Unido. O palácio fica situado na margem Norte do Rio Tamisa, junto com outros edifícios governamentais

A arquitetura gótica foi escolhida por incorporar os valores conservadores da história do país. A Elizabeth Tower também faz parte do palácio. É nela que está o famoso Big Ben, sino que marca suas badaladas de hora em hora em Londres.

Abadia de Westminster

A Igreja do Colegiado de São Pedro é a mais importante de Londres. Ela foi construída no ano de 1050 e é o local em que os monarcas do Reino Unido são coroados.

A Igreja do Colegiado de São Pedro em Westminster, ou Westminster Abbey é uma grande igreja em estilo gótico na Cidade de Westminster. Ela é considerada a igreja mais importante de Londres e também de toda a Inglaterra

Saint Paul’s Cathedral

Catedral de São Paulo teve sua primeira construção realizada no ano de 604. O local, porém, passou por diversos incidentes, inclusive as grandes guerras mundiais.

As reformas fazem parte de seu passado, assim como os eventos marcantes, sendo o casamento do Príncipe Charles com Lady Diana um dos exemplos. De estilo neoclássico, é a segunda maior catedral do mundo.

A St Paul’s Cathedral, o Apóstolo, é uma catedral anglicana localizada em Ludgate Hill, e é a sede do Bispo de Londres

Royal Albert Hall

Inaugurado em 1871, pela rainha Vitória, o edifício sempre foi utilizado para eventos culturais. Concertos, exposições e memoriais fazem parte da história do local. De formato elíptico e com bastante uso do tijolo em terracota, é uma obra que caracteriza bem a era vitoriana.

O Royal Albert Hall, ou Salão Real Alberto, abriga espetáculos em South Kensington, Londres, capital do Reino Unido, com capacidade para quase 6.000 pessoas

Museu de História Natural de Londres

Outro grande marco da era vitoriana, a obra foi inteiramente construída em terracota, para suportar o clima londrino. É um dos maiores exemplos da arquitetura românica britânica, caracterizado pela robustez, por paredes grossas e janelas pequenas. É o estilo que antecedeu o gótico.

O Museu de História Natural de Londres é um dos principais museus de Londres e está localizado na Exhibition Road, uma rua que dá acesso a diversos museus e estabelecimentos acadêmicos

Como se pode notar, a Inglaterra, principalmente representada por sua capital, é caracterizada por um estilo arquitetônico que mistura diversas naturezas e épocas. Tal composição garante personalidade, charme e elegância a qualquer ambiente.

A influência inglesa no Brasil

Dizem que o Brasil é o país do futebol. De fato, é. O esporte é a paixão nacional de grande parte da população. Também, pudera: além de ter a seleção pentacampeã na Copa do Mundo, os jogadores brasileiros tornaram-se verdadeiros produtos de exportação. Desde sempre, os melhores do Brasil vão para terras estrangeiras desfilar seus talentos.

Mas o país do futebol é mesmo a Inglaterra. Foi lá que surgiu o esporte que, hoje, é o mais popular de todo o mundo (e muito conhecido no Brasil). Pode-se dizer que essa talvez seja a maior influência dos ingleses no Brasil. Entretanto, outros fatores culturais, artísticos, industriais e econômicos também tiveram (e ainda têm) forte influência em terras tupiniquins.

Os ingleses foram os responsáveis por trazer as ferrovias para o Brasil e pela estrutura da iluminação pública e das faixas de pedestres. O planejamento dos bairros e a simetria das ruas também vieram da Inglaterra.

O distrito de Paranapiacaba reflete muito bem todas essas influências. Localizada na cidade de Santo André, no ABC paulista, a vila foi construída por uma companhia inglesa em 1860. Suas ferrovias, o estilo das casas e a arquitetura são considerados um patrimônio histórico nacional.

A arquitetura inglesa serviu (e ainda serve) de inspiração para arquitetos, engenheiros e diversos profissionais em todo o mundo. No Brasil, obras como o Teatro José de Alencar, em Fortaleza, e a Estação da Luz, em São Paulo, são exemplos claros disso.

O Theatro José de Alencar é referência artística, turística e arquitetônica no país, além de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Mas a influência vai além de grandes obras municipais. Cada vez mais, arquitetos estão utilizando referências inglesas para o desenvolvimento e a execução de projetos residenciais.

Os pisos em calcário (ou limestone) são comuns na região de Cumbria, no nordeste da Inglaterra, e têm sido muito utilizados em obras com um tom elegante e minimalista. Suas cores claras reproduzem bem a essência da arquitetura inglesa, com tradição e modernidade na composição de um ambiente único.

A linha Burlington, da Portobello, reproduz o limestone de mesmo nome com origem na região de Cumbria, Noroeste da Inglaterra. Nuances de cinza claro com desenho suave, formado por sedimentos em tom sobre tom, compõem essa tradicional pedra inglesa utilizada em todo o mundo

Caso tenha se interessado pela arquitetura inglesa e queira dar um toque elegante e moderno aos seus projetos, entre em contato com a Portobello e conheça a linha Burlington. Até a próxima!

1 comentário

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  • pedromutafi says:

    O brasil foi colonia de portugal e tivemos esse progresso todo graças a alguns brasileiros, e irineu evangelista de souza o barao de maua, a cultura de d pedro 2 , os abolicionistas, enfim grandes homens, mas se fossemos colonizados pelos ingleses, como seriamos hoje, melor que os portugueses?