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Arquitetura de luxo

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Arquitetura de luxo: o guia prático para desenvolver o projeto

08/11/2017

Pensando no mundo cada vez mais desejado da arquitetura de luxo elaboramos este guia completo com o objetivo de auxiliar o profissional no processo de criação e desenvolvimento de projetos belos e totalmente personalizados. Acompanhe!

Conceito que se reinventa dia após dia, a arquitetura de luxo promete infinitas perspectivas para que o arquiteto trabalhe no projeto perfeito para cada cliente.

Seja no espaço limitado de um flat ou em casarões antigos com área de sobra e repletos de natureza, é possível aplicar os conhecimentos que envolvem o luxo e suas implicações práticas no dia a dia do cliente, sem deixar de lado o conforto.

Pensando nesse movimento cada vez mais desejado, elaboramos este guia completo com o objetivo de auxiliar o profissional no processo de criação e desenvolvimento de projetos belos e totalmente personalizados.

Vamos lá? Tenha uma ótima leitura!

A arquitetura de luxo

Definir exatamente o que é luxo não é tarefa tão fácil, afinal os conceitos são variados e acabam esbarrando em concepções pessoais, elaboradas a partir de nossas próprias experiências.

Na arquitetura de luxo não é diferente. Uma pessoa pode considerar luxuosa uma decoração exuberante, com traços bem dramáticos e o máximo de mobília possível. Já outra pode acreditar que a verdadeira concepção de requinte é representada por salas minimalistas com mobiliário escasso, onde o branco é predominante.

Com a evolução da tecnologia e das tendências arquitetônicas, esse conceito também sofre mudanças. Pense nos anos 70: nessa época, objetos de alta tecnologia (como home theaters e grandes televisores que simulam uma sala de cinema) não simbolizavam luxo. E o motivo é simples: eles nem existiam ainda nas residências!

Tendências também mudam. Antigamente, o conceito de “ostentação” era diferente e muito mais valorizado do que nos dias atuais. Nesse contexto, um ambiente luxuoso certamente contaria com diversos itens sobrepostos em um só cômodo — provocando às vezes uma sensação de exagero e, em casos extremos, até um pouquinho de “sufoco”.

Já nos dias atuais, o conceito de “menos é mais” — ou seja, o toque minimalista — caiu no gosto dos clientes, o que provocou grande transformação na maneira como os projetos são desenvolvidos.

Ao pensar na arquitetura de luxo, não fique preso em catalogar conceitos e fundamentos teóricos. Uma dica útil é lembrar de alguns itens-chave que, por mais que esbarrem em idealizações pessoais, são atemporais e automaticamente associados ao luxo.

Confira uma lista com alguns itens de arquitetura de luxo:

  • móveis com design arrojado (ou seja, com um toque de inovação);
  • ângulos retos;
  • valorização da luz externa com grandes janelas;
  • cores neutras, sejam elas claras ou escuras;
  • design de móveis planejados;
  • muitos espelhos;
  • uso de obras de arte (quadros, por exemplo);
  • vidro.

Mas antes de pensar em como desenvolver o projeto, é preciso priorizar as necessidades de seus clientes. Um deles pode querer que seu lar luxuoso seja parecido com os lofts de Tribeca, bairro requintado de Nova York. Outro cliente, ao viajar para cidades europeias, pode decidir que sua casa dos sonhos seguirá o estilo dos grandes palácios e terá toques clássicos.

Tendo em mente todas as particularidades que envolvem a arquitetura de luxo, é possível unir desejos pessoais e sensação de aconchego familiar sem perder o requinte e a imponência que podem ser explorados em um projeto do tipo.

Escolha do estilo perfeito

Os estilos ajudam bastante a encontrar as características adequadas a um projeto no meio das diversas particularidades que envolvem esse nicho arquitetônico.

O conceito de luxo pode se diferenciar muito de um modelo para o outro, então segmentar um pouco mais as escolhas é fundamental para direcionar seu trabalho de forma eficaz, acertando em cheio na hora de apresentar o projeto ao cliente.

Selecionamos os principais e a seguir vamos falar um pouco sobre cada um!

Arquitetura contemporânea e moderna

A arquitetura contemporânea pode ser definida como aquela que abrange diversos movimentos e tendências dos dias atuais. Muitas vezes, acaba sendo confundida com a arquitetura moderna, mas seu conceito apresenta algumas diferenças-chave.

A principal intenção do modernismo era se reinventar por completo, modificando todos os preceitos já existentes na arquitetura até aquele momento.

No contexto da Revolução Industrial e de todas as inovações da época, o funcionalismo e o racionalismo são dois pilares do estilo, fugindo de toda aquela ideia de opulência pregada na arquitetura clássica, quando o conforto não era prioridade.

O modernismo tem em sua essência uma carga muito forte de manifestação artística. Sendo assim, as peças e decorações que foram marco do estilo geralmente não estavam ali apenas por questões estéticas. Por isso, alguns móveis não eram necessariamente práticos, cumprindo acima de tudo sua função conceitual e de “obra de arte”.

O telhado não deve ficar à mostra! Isso acontece porque esse estilo tem como base as referências geométricas. Aplique as formas em todo o projeto externo e seja livre para ousar nos traços. As casas geralmente se assemelham a uma junção de blocos em formato de cubo (não necessariamente um ao lado do outro), e pelo menos um de seus tetos são mais rebaixados, horizontalmente extensos.

A decoração interna deve igualmente reproduzir traços geométricos, com móveis de acabamento simples e com cortes retos. Aquela ideia do “menos é mais” é completamente incentivada, porém com um pouco mais de liberdade para adicionar objetos.

Ouse nas cores! Com paredes e pisos de paleta sóbria, adicione um sofá ou geladeira, por exemplo, de estilo vintage e cor viva, como amarelo ou vermelho. O contraste entre movimentos precisa ser feito com pelo menos um item que fuja dessa referência atual e moderna, levando um toque contemporâneo à decoração.

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Arquitetura clássica

A arquitetura clássica teve seu auge principalmente nos templos gregos e romanos, seguindo até a época dos grandes palácios renascentistas. Por mais que suas implicações digam respeito a uma época muito antiga, é totalmente possível reproduzir o estilo nos dias atuais sem perder aquela essência do passado.

Uma das principais características da fachada é o uso de grandes pilastras. Ao contrário dos estilos de tendência moderna, as residências clássicas são maiores verticalmente do que horizontalmente, fazendo com que as pilastras saiam do chão e se estendam até o telhado, alto e imponente.

O conceito de luxo presente na arquitetura clássica também é bem diferente. Você pode ousar em diversos ornamentos e obras de arte que não sejam apenas quadros. Dessa vez, o menos não é mais!

Pense em elementos que remetam à época, como pianos de cauda e esculturas clássicas. As cortinas são abundantes e possuem diversas camadas, que fazem harmonia com as janelas (que devem ser igualmente grandes).

Todos os traços são leves, curvilíneos e delicados. Os detalhes são muito ricos e, ao desenvolver o projeto de uma casa que siga a linha clássica, pense em adicionar o máximo possível de minúcias! A sensação que deve ficar é a de novidade, como se o morador estivesse vendo aquele cantinho pela primeira vez, sempre reparando em algo novo.

A paleta de cores é bem sóbria e segue em tons pastel, podendo também aplicar referências que simulam ouro e prata.

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Arquitetura minimalista

Os conceitos que envolvem a arquitetura minimalista acabam esbarrando na contemporânea ou na moderna. Pense no minimalista como uma espécie de junção dos dois outros.

Atualmente, ela é um dos maiores símbolos de luxo e requinte. Seus traços simples e diretos se unem a tons quase sempre sóbrios. Um projeto minimalista é focado em objetos clean e funcionais, dando adeus ao desnecessário, contrariando aqueles ambientes cheios de detalhes extremamente trabalhados. Isso não quer dizer, porém, que eles são menos luxuosos!

O minimalismo se tornou uma tendência. A principal característica é que é preciso se livrar do máximo de mobília possível. Os poucos móveis que ficam fazem referência à tecnologia, com uma pontinha de futurismo e toque industrial, bem nova-iorquino.

Uma boa ideia é apostar na grandeza dos móveis, já que eles estarão em quantidade menor, ousando na arquitetura estrutural da residência. Imagine, por exemplo, um ambiente pintado de cor gelo, com o pé-direito da parede (altura do chão até a laje) rebaixado, provocando sensação de ambiente extenso horizontalmente.

Já que os móveis não devem ser muitos, aposte no vidro. Uma grande janela que ocupe todo o espaço de uma das paredes já servirá para ditar o tom de todo o resto da decoração.

Caso você esteja pensando em uma sala de estar, aposte em um grande sofá cinza, uma mesa de centro de madeira clara e uma televisão imponente. Coloque um ou dois quadros grandes na parede, finalizando com uma planta de porte médio. Uma boa ideia é adicionar espelhos em um espaço da parede que estiver vazia.

O porcelanato polido é uma ótima opção para compor um ambiente minimalista, pois é considerado símbolo de requinte e elegância. Foque em tons frios como o cinza e o branco, capazes de contribuir ainda mais com a atmosfera “moderninha” e minimalista do seu projeto.

Pronto! Focando nos revestimentos, é possível planejar um ambiente minimalista extremamente luxuoso, sem precisar exagerar em nada.

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Seleção de materiais de qualidade

O resultado obtido em uma decoração de luxo depende em grande parte da escolha certa dos materiais que vão compor o ambiente. Algumas características são essenciais e devem ser levadas em consideração ao realizar essa seleção. São elas: a estética, a segurança e a durabilidade.

Pensando nisso, vamos detalhar a seguir um pouquinho de cada uma!

Estética

Ao planejar um projeto arquitetônico de luxo, não é possível deixar a estética de lado. Móveis feios e nada vistosos podem se tornar um dos seus maiores inimigos.

Sendo assim, é necessário pensar muito ao adquirir cada um dos materiais que farão parte dos cômodos. Eles vão se encaixar com os móveis que já foram comprados? São realmente necessários? Vão agregar valor ao ambiente?

Como já citamos, é importante que eles sigam um estilo específico para que não se pareçam com um amontoado de móveis completamente desconexos entre si. É imprescindível criar uma sensação de harmonia entre os elementos.

Segurança

Você está completamente seguro em relação à compra dos materiais? O ideal é manter um contato frequente com seus fornecedores para que todas as dúvidas sejam tiradas logo de início, evitando a ocorrência de imprevistos.

A segurança envolve diversos fatores na execução de todo o projeto, especialmente o planejamento. Imagine como é chato (para o profissional e para o cliente) ter que lidar com problemas e questões negativas que já poderiam ter sido previstas e, consequentemente, resolvidas?

Durabilidade

O custo-benefício dos produtos também deve ser levado em conta. Ninguém quer ter que renovar sua mobília de tempos em tempos, por isso a durabilidade é tão importante. Não se deixe levar por preços extremamente atrativos, já que muitas vezes eles podem significar prejuízo.

Um bom móvel é aquele que, além de ser vistoso e elegante, passa para o cliente segurança e sensação de que não terá dores de cabeça futuras com manutenção e, em casos piores, necessidade de troca por completo.

Investimento nos detalhes

Além dos materiais de qualidade, os detalhes são indispensáveis na arquitetura de luxo. Ou seja: nada de deixar os revestimentos em segundo plano! Para ajudar um pouquinho na tarefa de escolher os melhores modelos, listamos os mais desejados:

Além de aplicar os revestimentos em pisos e paredes, eles também são ótimas opções para a fachada, bancadas e móveis planejados. Uma dica de luxo é usar um único revestimento em todo o cômodo. No banheiro, por exemplo, é possível revestir com porcelanato o piso, a parede, a pia e a banheira. O efeito é maravilhoso!

De todos os revestimentos citados anteriormente, o mármore é aquele que faz maior sucesso no mercado de luxo. É um material versátil, que se reinventa de acordo com as temporadas e nunca sai de moda.

A Portobello, com a linha Marmi Clássico, apresenta tons intensos que transformam o ambiente por completo, conseguindo deixá-lo com cara ainda mais luxuosa. Lembre-se: o acinzentado e o grafite sempre estão em alta, e certamente vão combinar muito com seu projeto de luxo.

Conclusão

Viu como é possível executar com louvor a arquitetura de luxo? Basta definir um estilo e referências, conhecer as principais práticas de aplicação e ter em mente tudo o que deve ser levado em conta em todos os gastos. Assim, você vai deixar o cliente satisfeito e ainda ficar orgulhoso de assinar um projeto tão bem-desenvolvido.

3 Comentários

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  • Clandio zimmermann says:

    Apesar de ter 2 anos, o desforre do assunto está estereotipado. Luxo é subliminar e ao mesmo tempo direto. Há elementos visíveis e táteis, que tem seu “significado” apenas está calçado na prática atual (tendência), assim como os que sempre foram
    simbolo de riqueza e ostentação, além do serviço oferecido pelo profissional de arquitetura. O primeiro é muito vulnerável, podendo daqui uns tempos tornar-se kitch. Já o segundo garante longevidade ao preço do “engessamento estilístico”.
    Mas, ao meu ver, luxo está na exclusividade, no estudo profundo e particular de cada cliente e na capacidade de traduzi-lo nos mínimos detalhes. O luxo representa a condução de um trabalho com critérios de rigor executivo e qualidade de atendimento ímpares.
    Sendo assim, acho o texto do blog superficial …