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A vida é uma onda

13/05/2020

Olhando para trás fica fácil enxergar esse nosso eterno vai e vem. Assim como o tsunami de 2004 e a pandemia de 2020, a vida é uma onda.

Sem tempo para ler? Que tal OUVIR esse texto? Clique no play.

Quem me conhece sabe que sou a definição de um workaholic (pessoa viciada em trabalho), por isso, uma das facetas mais interessantes da minha quarentena foi o fato de eu, de repente, ter tempo para pensar em coisas que antes ficavam no fim da lista de prioridades. Mês passado me peguei lembrando de alguns momentos decisivos na minha formação. Meu primeiro dia de escola, meu primeiro beijo, o primeiro emprego e, é claro, minha primeira viagem realmente inesquecível.

Mais de duas décadas atrás me apaixonei completamente pela Tailândia. Lembro como se fosse ontem a chegada às ilhas de Koh Phi Phi, uma região paradisíaca, remota e deslumbrante que algum tempo depois se tornaria o cenário do filme A Praia – estrelado por Leonardo DiCaprio com direção de Danny Boyle. Naquela época, o destino nada mais era que uma vila de pescadores sem carros, sem lojas, sem techno, sem Instagram e sem turistas.

Pedro Andrade nas ilhas de Koh Phi Phi, Tailândia (Foto: arquivo pessoal)

Falo isso sem qualquer deboche. De uma maneira geral, tomo muito cuidado na hora de criticar o turismo massificado. Ele frequentemente tem um papel fundamental na sobrevivência e na recuperação de alguns lugares. O Camboja, o Vietnã, Cuba e o Nepal, são exemplos de locais destruídos por genocídios, guerras, ditaduras e terremotos e que, em parte, graças aos visitantes que por lá passaram após suas respectivas catástrofes, conseguiram se reerguer, melhorando assim a qualidade de vida de seus moradores.

Com isso dito, Koh Phi Phi, foi sem dúvida uma das minhas viagens mais transformadoras. Meus dias na praia de Maya Bay, deitado na areia, comendo siri, bebendo água de côco e mergulhando nas águas mais limpas que já tinha visto, me ensinaram que a combinação do lugar certo, no momento adequado, tem o poder de abrir nossos olhos para a frivolidade da nossa existência num mundo tão graúdo.

Koh Phi Phi, uma das viagens mais transformadoras de Pedro Andrade (Foto: arquivo pessoal)

A popularização das ilhas transfigurou o que na minha cabeça era o verdadeiro paraíso, mas, a destruição do lugar não foi causada pelos cruzeiros que mais tarde chegaram, nem pelas excursões comandadas por guias com megafone, nem pelos superpoderes de Hollywood, mas sim, pelas forças da própria natureza. Em 2004 a Tailândia foi devastada por um tsunami no Oceano Índico que custou a vida de mais de 230.000 pessoas em uma dúzia de países.

Assim como nessa tragédia, a atual pandemia chega como uma onda. Primeiro atingindo a China, depois o Irã, a Itália, a Espanha, a França, o Reino Unido, os EUA e, mais recentemente, o Brasil.

Em menos de três meses o COVID-19 matou mais de 290.000 pessoas mundo afora, 80.000 só na América, 25.000 em Nova York e, segundo o governo americano, a expectativa é que após o dia 1 de Junho a pandemia custe em média 3.000 vidas diariamente. Isso representa o equivalente a um 11 de Setembro a cada 24 horas. Rezo para que estejam errados.

Apesar dos números apocalípticos, eu – Deus sabe como – continuo otimista. Desde pequeno sempre acreditei na nossa capacidade visceral de adaptação. Percorrer dezenas de países me mostrou que o ser humano consegue se reinventar mesmo quando as circunstâncias parecem não garantir mais qualquer esperança.

Apesar dos números apocalípticos, Pedro Andrade continua otimista (Foto: arquivo pessoal)

Conheço muita gente que evita assistir a noticiários, não aguenta ler o jornal e corre da atual realidade como o diabo foge da cruz. Eu sou diferente. A cada solução que aparece, tenho mais certeza que vamos solucionar um problema de cada vez, até que, a bendita vacina apareça.

Geralmente vacinas levam entre dez e quinze anos para serem descobertas, no entanto, nunca houve tanta troca de informação por parte da comunidade médica global. Nesse exato momento, duzentos dos melhores laboratórios do mundo estão focados exclusivamente em possíveis tratamentos para o COVID-19. Além dessas instituições médicas, setenta outras – dentre elas Pfizer, Johnson & Johnson, BioNTech, CureVac e Moderna Inc. –  se dedicam a tão aguardada imunização. Alguns dos maiores cientistas da atualidade, como por exemplo Dr. Fauci, a voz mais sensata dentro da Casa Branca, dizem que a expectativa é que tenhamos uma boa notícia em mais ou menos dez meses.

É claro que isso tem um impacto gigantesco em todos os segmentos da sociedade.

No universo da arte, temos boas e más notícias. O Metropolitan Museum acaba de demitir oitenta profissionais e anunciar que o prejuízo da entidade até o fim do ano provavelmente será de mais de 150 milhões de dólares, por outro lado, o site do Louvre, que até dois meses atrás tinha apenas três mil acessos a cada 24 horas, passou a contar com mais de meio milhão de visitantes diários. Grandes leilões vêm batendo recorde de vendas semana após semana. Nos últimos dias de Abril a Sotheby’s arrecadou mais de sete milhões de dólares em uma só tacada. Instituições como o Jazz at Lincoln, Met Opera House e Lincoln Center vêm disponibilizando grandes concertos gratuitos com participantes em vários países diferentes. Em um só instante, simultaneamente, uma soprano canta em Tbilisi, um bailarino dança em Moscou e um violinista toca no Brooklyn.

Aviso “Fique seguro” em vitrine de galeria (Foto: arquivo pessoal)

A indústria do varejo também sentiu o impacto no lombo. Lojas em Taiwan, Hong-Kong, Tóquio, Singapura e Hanoi abriram suas portas com novas medidas de segurança: Álcool gel na porta, vendedores de máscara, medição de temperatura na entrada e distanciamento social. Segundo o respeitado instituto de pesquisas GrowByData, as compras on-line viram um crescimento de 56% no último mês, o que imediatamente fez com que grandes marcas saíssem das suas zonas de conforto para atender a demanda dos mais variados tipos de consumidores. Do dia para a noite o investimento nas nossas casas passou a ser ainda mais precioso… Cada detalhe, do chão no qual a gente pisa até as plantas escolhidas para a sala de estar, fazem toda a diferença e estão a nosso alcance com apenas um clique.

Os espaços de trabalho terão um novo look quando retornarmos aos nossos escritórios. Muitos profissionais permanecerão em casa fechando negócio via ZOOM, outros, vão se deparar com escrivaninhas mais espaçadas, salas de reunião maiores, workshops ao ar livre, aplicativos que nos avisam quando alguém se aproxima da gente, revezamento na hora de entrar no elevador, na cozinha ou no banheiro e o reconhecimento da íris substituirá a antiga impressão digital na catraca localizada no lobby.

A indústria do cinema também está se moldando. A Universal Studios lançou o filme Trolls World Tour em plataformas de streaming pela primeira vez, revolucionando assim Hollywood e enfurecendo muita gente. Até a chegada da pandemia, o lucro de um grande blockbuster era dividido meio a meio entre os estúdios e os proprietários das salas de cinema, agora, a plataforma digital fica com 20% enquanto a Warner Bros, a 20th Century Fox, a Disney e outros titãs ficam com 80%. O estúdios já anunciaram que as regras do jogo mudaram de vez; com ou sem coronavírus.

Algumas dessas mudanças serão meramente temporárias, outras não. Em certos casos, a pandemia apenas acelerou uma transformação inevitável. Mutações que levariam dez anos, tiveram que ser aplicadas em três meses.

Pessoas circulam pelas ruas de Nova Yorque protegidos com máscaras (Foto: arquivo pessoal)

 

Talvez, um dos universos mais afetados seja o da gastronomia. Supermercados e aplicativos de delivery estão bombando enquanto restaurantes, bares e lanchonetes fecharam as portas. Quando a gente voltar a jantar fora, pelo menos pelos próximos meses, a experiência será bem diferente. Pedidos provavelmente serão feitos via tablet e mesas serão posicionadas estrategicamente permitindo que a gente interaja de forma segura e afastada. Nosso paladar também vai se adaptar aos novos hábitos. Pratos deliciosos porém mais simples vão ser popularizados pois todos conseguiremos prepará-los em nossas próprias cozinhas. Poucos vão se aventurar na arte que é fazer um “barco de sushi”. Como estamos pedindo mais comida em casa que nunca, restaurantes chineses, pizzarias e cadeias de fast-food estão em alta, já o antigo – e caro – fine dining com direito a menu degustación, está em baixa. Templos gastronômicos como Jean-George, Daniel, 11 Madison Park e Alinea abriram mão dos soufflés de Grand Marnier e dos Coqs-au-Vin e passaram a entregar fillet com fritas a domicílio. Estão certos. Não há qualquer vergonha em se encaixar ao momento no qual estamos vivendo.

A indústria do turismo deve ter uma perda de dois trilhões de dólares este ano. Destinos como Nova York, Veneza, Paris e Londres – onde o distanciamento social é improvável – darão lugar a cidades mais rurais, viagens menos corridas e itinerários focados na natureza. Companhias aéreas já começaram a mudar uniformes, higienização, a forma como a comida é preparada e assim por diante.

De todas essas estatísticas, talvez a mais positiva esteja atrelada à benevolência humana. Nos últimos meses, mais de seis bilhões foram doados nos EUA a causas relacionadas à pandemia. Ricos e famosos abriram suas carteiras de maneira surpreendente; alguns por pura generosidade, outros por motivos fiscais. Jack Dorsey (criador do Twitter) doou um bilhão, ou seja, um terço de sua fortuna; Bill Gates, cem milhões; Oprah, vinte e cinco milhões; Ralph Lauren, dez milhões; e isso é só o começo. Sem tirar o crédito das estrelas, o mais admirável na minha opinião, é ver que setenta porcento dessa quantia foi doada por “gente como a gente”. A classe média se desdobrou para que ninguém se sinta sozinho, desamparado ou desiludido. Na hora do sufoco, uma mão quase sempre lava a outra.

Práticas como a meditação, a jardinagem, a mixologia caseira e a pintura tiveram uma renascença inesperada e saúde mental deixou de ser apenas “papo de terapeuta”. Uma nova pesquisa publicada no WallStreet Journal mostra que a melhor maneira de manter a sanidade em grandes crises é cultivando a gratidão, ainda que em tempos cruéis e devastadores como este. Há anos antes de dormir faço uma lista, escrita à mão, dos meus compromissos marcados para o dia seguinte. Desde que o coronavírus surgiu em nossas vidas, passei a enumerar também aquilo pelo qual sou agradecido. Pode parecer piegas, infantil e primário, mas, me ajudou a lidar com a ansiedade, apreensão e angústia que vinham assombrando minhas semanas. Por incrível que pareça, este dever de casa é capaz de fazer com que nossa atitude mude, dando assim, uma visão panorâmica do lado bom até das facetas mais difíceis da vida.

Pedro Andrade com máscara de proteção ao Covid-19 (Foto: arquivo pessoal)

O ser humano sempre foi viciado na arte de reclamar. Do dia para a noite o isolamento social fez com que eu me desse conta da falta que sinto das calçadas abarrotadas, do metrô na hora do rush, dos bares lotados, dos apertos de mão, dos beijos no rosto, dos jantares despreocupados, das risadas na mesa ao lado, da muvuca na pista de dança, dos pratos compartilhados, das obras na minha rua, dos aviões espremidos, do trânsito das seis da tarde, da saga em busca de um taxi, das livrarias empoeiradas, da espera em aeroportos, das filas de banco, das multidões nos museus, dos vendedores ambulantes, do barulho da cidade grande, da grosseria de certos garçons e de tantos outros elementos inconvenientes da vida que deixou de existir com a chegada do coronavírus.

Torço para que a gente consiga trocar nossas queixas atuais pela certeza de que quando isso tudo passar, talvez a gente também sinta saudades de alguns aspectos da rotina com a qual estamos lidando agora. Que em vez de contar os dias para o fim da quarentena, a gente aprenda a valorizar os jantares em família, as manhãs bem dormidas, os momentos de contemplação, os finais de semana na frente da TV, os livros lidos, a rotina previsível, os ambientes redecorados, as playlists criadas, o idioma aprendido, os telefonemas intermináveis, os vinhos degustados, o silêncio na rua, os happy-hours virtuais, as amizades resgatadas e tantas outras bençãos facilmente ignoráveis no nosso presente.

Olhando para trás fica fácil enxergar esse nosso eterno vai e vem. Assim como o tsunami de 2004 e a pandemia de 2020, a vida é uma onda.

 

103 Comentários

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  • Mirela says:

    O melhor texto, merece viralizar.

  • Rosalia Nascimento says:

    Ah , o Silêncio!! Quanto tempo a gente não parava para escutá-lo !! Parabéns pelo texto . Vou experimentar o exercício de escrever os agradecimentos! Parabéns!!💕💕

  • Célia Costa says:

    Maravilhosa reflexão adorei faço minhas as suas palavras

  • Roberto says:

    👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻, Parabéns, resumindo tudo é exatamente isso mesmo , sem comentários, falou td Abs

  • Adriana says:

    Perfeito !!! Análise muito generosa da situação atual!!!!! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 😘

  • Afrânio Rezende says:

    Parabéns pela sensatez! Viralizando

  • Edinilson Oliveira says:

    Excelente! Lá lá na frente… , quando alguém ler este texto , entenderá um pedaço desta guerra que o mundo está travando contra o COVID19. Gostei muito desta passagem “a melhor maneira de manter a sanidade em grandes crises é cultivando a gratidão, ainda que em tempos cruéis e devastadores como este.”

  • Andrea Moraes says:

    Excelente texto!
    Muita positividade e esperança. Parabéns!

  • Marion Ribas Rocha says:

    Maravilhoso texto. Pedro é uma pessoa especial com uma experiência de vida incrível em função de suas viagens pelo mundo. Parabéns Pedro! E sigamos acreditando que tudo vai passar.

  • Rosângela Coutinho says:

    Pedro é fenomenal! Vontade de passar dias lendo os textos maravilhosos e descomplicados escritos por ele! Sou fã de carteirinha dele🥰

  • Geraldo Egberto says:

    Que texto lindo, parabéns!
    Acredito que tudo isso sirva de reflexão. Valores que não dávamos mais, estavam se perdendo. Na volta social, a gente aprende a dá mais valor e respeito a vida, natureza e ao meio ambiente. Que o amor cresça em nossos corações… Sucesso Pedro! Bjao

  • Maria Angélica Santos Gouvêa says:

    Após este texto vejo que tenho razões para continuar acreditando que podemos nos reinventar sempre. Sinto pelas perdas! Sou daquelas que gostaria de poder socorrer e salvar tudo é todos. Belo Texto. Linda Mensage. Boa Noite.

  • Ana Augusta says:

    Uma reflexão muito objetiva. Excelente texto, vou reler várias vezes. Nada será como antes.

  • João Paulo Alves says:

    Opinião que merece nossa atenção. Concordo embutidas estas mudanças de comportamento. Acredito que também estamos vivenciando uma grande transformação digital. Acho que estamos incorporando a cybercultura numa escala sem precedentes.

  • Maria Haddad says:

    Realmente Pedro a adaptação ela nos molda, já tive essa fase de reclamar mas conforme o tempo foi passando fui redescobrindo prazeres que antes não tinha ou não enxergava e acaba ficando em segundo plano e hj posso perceber que tenho um outro olhar pra certas coisas e procuro ter prazer nas coisas que faço, fiz novas descobertas, criei novos habitos e interesses diversos e inclusive em agradecer todos os dias. Obrigada pelas palavras e por nos fazer refletir sobre a vida. Abçs

  • Leone Da Costa says:

    No final, um dos imensuráveis aprendizados, realmente, será este: a gratidão. Sobretudo a valorização e a generosidade!

  • Marcos Moura says:

    Otimista, grato e sincero!! Lindo texto!!

  • Vanessa says:

    Perfeito! Um sopro de esperança, mas cheio de realidade e pé no chão. Levando essa situação a sério com a certeza de que vamos atravessar esse momento difícil! Fique bem!

  • Patrícia Leão says:

    Que texto maravilhoso! Vc, como sempre, repleto de informações importantes, mas com um olhar extremamente humanizado. Te agradeço por compartilhar sua forma de encarar esse momento e farei como vc, anotarei meus motivos para agradecer diariamente.

  • Terência Veloso says:

    Enumerar agradecimentos vai tornar os dias mais leves com certeza.
    É muito bom ler vc Pedro Andrade.
    🙏👏

  • Marly Mello says:

    Excelente Pedro! Parabéns por abordar de forma tão lúcida e sensível o momento louco que estamos vivendo! Se cuide porque vc é alguém que faz muuuita diferença no mundo!! Beijo grande

  • Adriana Couto Lopes says:

    Que sensata e sensitiva reflexão. Vc resumiu toda situação, vivida no mundo, neste lindo texto. Realmente a vida é uma onda. Que aprendamos a surfar nela!❤

  • Thiago Romao says:

    Bela reflexão. O pensamento de que a vida age como uma onda me acompanha há um tempo, dá forças para superar tempos difíceis de vale e ter serenidade para saber apreciar quando se está na crista. O que me faz passar por uma situação engraçada sempre: tenho uma onda tatuada no antebraço e quando me perguntam se sou surfista, tenho que responder com todo esse pensamento filosófico.

  • Renato Rodrigues says:

    Fantástico!!!
    Leitura de alta qualidade e identificação pessoal.

  • Valeska says:

    Inteligente , positivo, real! Admiração máxima por este jornalista que expõe a vida com tanta delicadeza , sutileza e nenhum sensacionalismo👏

  • Graca says:

    Impecável o texto.Me enquadro em alguns aspectos e consegui ter boas idéias com suas experiências.Parabens!

  • Jaqueline says:

    Texto maravilhoso

  • Leila Paim de Lima says:

    Pedro como sempre um espetáculo!
    Eu e meu marido adoramos ouvir vc e ler suas matérias. Muito enriquecedora sempre.
    Só que além de achar que a vida é como uma onda, acho também que ela é um jogo. As vezes estamos jogando, acertando ou não. Mais outras é hora dela jogar, e quando ela joga, ela fica esperando a nossa reação diante disso.
    Gratidão ao universo por existir pessoas como você.
    São pessoas assim que precisamos.
    Que Deus te guarde e te proteja onde estiver.
    Um grande abraço virtual.
    Leila Paim

  • Francisco Cledson says:

    Pedro seu texto nos dá um sentimento que sim, vamos sobreviver e seguir, o que vamos colher no futuro será muito positivo. Obrigado por compartilhar essa energia que nos contagia a sermos melhores seres humanos.

  • Liliana says:

    Sensacional. Como te admiro. Culto, sensível e dá o recado. Parabéns 👏👏

  • Dorisa Fernanda Sander says:

    Pedro, como gosto de assistir, gostei ainda mais de ler. É um respiro a clareza e análise de pessoas inteligentes, sensatas e esperançosas. Agradeço.

  • Davi véliz says:

    Que texto excrlente.

  • M Raquel Machado says:

    Belo texto!!!😉😉👏👏

  • Gil Monroe says:

    Lindo texto! Me emocionei com essa descrição do que estamos vivendo… parece que a Terra quer que todas as pessoas parem… se distanciem umas das outras… e tentem interpretar o que esse silêncio vago tem a dizer!

  • Elvis says:

    Lindo texto.. admiro teu trabalho e vc desde sempre… seguimos..abs !
    Com admiração, respeito é um certo toque de tietagem.. see you..

  • Oraida says:

    Linda reflexão, positivismo sempre.

  • Neide Mira says:

    Parabéns pela autoria do texto, em tempos de pandemia nos conforta apesar da realidade vista de dentro.

  • Tatiana Melissa says:

    Simplesmente amei, fiquei muito emocionada com o texto, te admiro muito, pela tua congruência como persona. Faz 20 anos que moro no Brasil, todo ano vou ver a minha família, você me fez pensar em todas as minhas primeiras vezes, e ser grata por todas elas.Eu creio que tudo isso vai passar tem um tempo certo pra tudo, Deus tem um propósito maior em tudo isso, que é resgatamos nos mesmo, autoconhecimento que não é fácil, ser mais gratos, reclamar menos, e que vamos um dia morrer, que tipo de vida estamos tendo? O que precisa mudar ou melhorar, conhecer, viver e sentir enquanto a vida, qual o teu propósito?
    Obrigada por esta texto maravilhoso!!!!
    Deus te abencoe, se cuida!!

  • edgar saragossa filho says:

    parabens! e muito obrigado, vc escreveu coisas que eu queria compartilhar!!! com outras pessoas amigas ou não!

  • Samantha says:

    Lindo texto! Inspirador e realista!
    Fique bem !
    ❤️

  • Luciano Vieira says:

    Ótimo texto Pedro. Depois de ler a esperança por dias melhores aumenta muito. Valeu!

  • Mayara Silva says:

    Muito bom! 👏

  • Juliana Zanello Trez says:

    A maneira simples com que transmite a informação e o seu bom gosto em compartilhá-la te torna cada dia mais brilhante! Te admiro! Parabéns! Amei o artigo! Pura realidade!

  • Marianne says:

    Impecável, com dados precisos e uma sensibilidade ímpar! Obrigada, Pedro, por não só inspirar com viagens, mas também com vida!

  • Maurício Razuk says:

    Texto com total simplicidade-é o novo normal 👏👏😊

  • Marianne says:

    Impecável, com dados precisos e sensibilidade ímpar! Obrigada, Pedro, por nos inspirar com viagens e também com vida!

  • Vanessa Cardoso says:

    Muito bom o texto, ótima refelxão otimista real. Aquele tipo de texto que afaga o coração <3

  • Evellin says:

    Ótima transcrição desse momento, cheia de realismo e sensibilidade! : **

  • Renata Calil says:

    Já te admirava antes Pedro, agora com esse textão Maravilhoso, só aumentou a minha admiração.
    Parabéns!

  • Joice Brum says:

    Perfeito Pedro, concordo muito e acho que eu já não quero a minha vida “normal” de antes.

  • Simone Morais says:

    Excelente texto! Falou tudo, mas com leveza.
    É sempre muito bom te ouvir, e sempre muito bom ler seus artigos.
    Grande beijo
    Sou fã
    Simone Morais

  • Roberta Freire de Carvalho Feitosa says:

    Excelente reflexão do momento que estamos vivendo. A vida é realmente uma onda, que vem e se desfaz dando lugar a “novas ondas”. Parabénssss!!!

  • Daniele Mariano says:

    Texto incrível! Parabéns!

  • Luciana says:

    Muito obrigada

  • Elza de Sá Costa Moreira says:

    Parabéns Pedro, me identifiquei bastante com sua reflexão ! Estamos nos adaptando, muitas vezes sem perceber.
    Precisamos viver independente de quando essa pandemia “vai acabar”.

  • Mariza Alvarez says:

    Gostei muito Pedro como sempre voce faz uma narrativa bem realista de tudo como nas suas viagens .Parabéns!

  • Tânia Pfander says:

    Texto perfeito! Vai passar 🙏🥰

  • Melissa says:

    Belo texto, temos realidade e alento para o coração!!

  • Andrea Ferraioli says:

    De uma forma muito direta e amável, mostra que são das dificuldades que surgem as maiores e muitas vezes melhores oportunidades… Parabéns pelas suas palavras, adorei o texto 👏

  • Roberta says:

    Texto maravilhoso! Tenho pensado muitas questões como você.

  • Simone says:

    Texto refletindo tudo que em algum momento dessa pandemia a gente pensa, cada um na sua casa, mas quase todos sentindo a mesma coisa.
    Obrigada pelo texto.
    Admiro muito seu trabalho

  • Vilma Cancio says:

    Disse tudo Pedro: Realmente a Vida é uma Onda. Parabéns pelo texto. Sempre bom ler e assistir você.

  • Adelson Coelho says:

    Fico muito grato e feliz em poder ler e apreciar esse texto, esse ponto de interpretação da nova vida em que o nosso planeta está passando pelos olhos do nosso querido Pedro, espero poder ler mais textos assim. E como o Pedro disse as mudanças será inevitável. Com todas as complicações, perdas lamentáveis, a dor que muitos estão tendo que enfrentar pelo mundo, podemos retirar ensinamentos desse período de dor. O amor pelo próximo, o cuidado com a família, com aqueles que estão presente em nossas vidas, que as vezes passa despercebido, e nem notamos, estão sendo resgatados. E como o Pedro disse, em certos momentos nos pegamos buscando as pequenas coisas que deixamos passar sem notar, sem dar o devido valor. Ele está certo “A VIDA E UMA ONDA” e não chegaremos ao porto seguro “pós pandemia” da mesma forma que iniciamos esse período de pandemia.

  • Lourdinha Borges says:

    Simples assim. Excelente texto, com informações precisas e dicas também.

  • Leda Harada says:

    Adorei esse texto !!!
    Vou compartilhar 🍀🙏🏼

  • Edenir says:

    Um alento as suas palavras. Não estamos sozinhos realnente. Gratidão. Mudanças virão e que venham pra melhor.

  • Andrea de Oliveira says:

    Texto muito maravilhoso !! Como tudo que vc faz 🙏🏽❤️

  • Vanesca says:

    Adorei!! Delicia para esse momento! Real e otimista!

  • Laura says:

    Um texto irretocável! Sim, avida é uma onda em que temos que aprender a surfar sem prencha! Adorei Pedro!

  • Maria Eduarda says:

    Lindo texto!!

  • Mariângela Caria Teixeira says:

    Pedro querido, sou sua fã, tanto pelo mundo como nos seus textos. Estamos todos conjecturando como será o planeta pós corona vírus. Espero que a velha indiferença, o egoísmo , o materialismo e imediatismo se rendam .
    Um beijo da sua fã Mariângela e da minha mãe que te adora Fernanda.

  • Denise Rodrigues Mendes says:

    Adorei!!!! Você é de mais!! Essa onda vai passar pra melhores coisas . Para um mundo mais humanizado… Esperoooo 🙌🙏. Um abraço virtual…☺️😍😘

  • Thelma Freitas says:

    Já diria Lulu Santos…. mas vc contextualizou tão bem. A lista de bençãos ajuda, e muito, a resgatarmos o que somos ao invés de reclamarmos pelo que não temos. Que sejamos sensíveis a cada onda em nossa vida.

  • Maria Aparecida Cid says:

    A vida é uma onda mesmo e temos que pulá-la no momento certo. Agora vamos ter que nos reinventar e nos adaptar a todas as situações, você relatou maravilhosamente bem nesse texto. Parabéns!!!

  • Carla Comini says:

    Como sempre é um grande prazer ler como vc vê o mundo. Adorei seu paralelo com o Tsunami. Assim como vc acredito que vamos viver uma nova onda. Nada será como antes. Obrigada pelas palavras sempre.

  • Raquel Santiago says:

    Melhor texto até agora. ❤️

  • Helen says:

    Parabéns Pedro, minha admiração por você só aumenta. Sou uma otimista como você . Belo texto

  • Gerusa Valli says:

    Pedro, foi muito bom ler seu texto…que texto maravilhoso. Perfeita a sua visão pra este momento que estamos passando. Continue escrevendo sempre. Parabéns!!! 👏🏼👏🏼👏🏼

  • Maria Claudia says:

    Muitooo bom!!

  • Laura says:

    Texto sensacional Pedro!!!
    Um sopro de esperança para os nossos dias!!! Obrigada por continuar seu extraordinário trabalho, que acompanho há algum tempo!!!

  • Helen says:

    Lindo texto! Vai passar! 🙏🏻

  • Dulce Sartor says:

    Belíssimo texto, Parabéns!
    Parece até que “forças divinas” querem nos mostrar que é hora de diminuir o “ritmo “ e olhar pro lado, pois por mais moderno que o mundo fique e por mais tecnologia que se tenha, gente nunca deixará de ser gente!

  • Sandra Moura says:

    Que texto maravilhoso!!!
    De fato, a gratidão é o melhor remédio.

  • Antonio Raphael Dechichi says:

    Parabéns Pedro Andrade pelo conteúdo desta publicação “A vida é uma onda”. Aprecio muito sua história de vida, a qual me faz lembrar dos meus bons tempos de 20 e poucos anos. Sempre sou um sonhador, otimista e apreciador da vida. Vejo esta pandemia do COVID-19 como uma lavagem de roupa suja do mundo, pois todos estão no mesmo barco. Venceremos esta batalha e desejo muita saúde e conquistas gratificantes.
    Abraços sinceros.
    Antonio Raphael Dechichi
    Brasil

  • Maria Gertrudes Yaya says:

    Sempre gostei de você, Pedro Andrade , agora muito mais!! Maria Yaya.

  • Giselle says:

    Perfeito, Pedro!

  • Maristella Fischer says:

    Seus textos me fazem refletir .. me fazem viajar junto.
    Vou guardar para sempre dentro da minha mente e coração .
    Você é puro conteúdo.. Bjs

  • valeria cox says:

    maravilhoso panorama

  • Monica Souza says:

    Texto simples, porém intenso, que nos traz uma projeção de antes, durante e depois de covid 19!!!! Rumo ao novo, a readaptação, e tbm dias e humanos melhores, texto inspirador!!!

  • Tânia Yassunaga says:

    Pedro parabéns pelo excelente texto! Informativo, claro e coerente. Me emocionei lendo suas palavras, obrigada por compartilhar positividade, apesar de tudo sigo otimista também! Um abraço

  • Ceci Banzatto says:

    Li e li de novo porque é o melhor texto desta época tão diferente. Impactou a minha maneira de ver tudo isso. Excelente!!!

  • Jessica says:

    Sussinto em suas palavras…amo…haha

  • Felipe Paciullo says:

    O primeiro texto que leio do Pedro, e um dos melhores dos que já li, não apenas sobre a pandemia, mas sobre a vida.

  • Antonio Raphael Dechichi says:

    O ser humano sempre foi viciado na arte de reclamar. Do dia para a noite o isolamento social fez com que eu me desse conta da falta que sinto das calçadas abarrotadas, do metrô na hora do rush, dos bares lotados, dos apertos de mão, dos beijos no rosto, dos jantares despreocupados, das risadas na mesa ao lado, da muvuca na pista de dança, dos pratos compartilhados, das obras na minha rua, dos aviões espremidos, do trânsito das seis da tarde, da saga em busca de um taxi, das livrarias empoeiradas, da espera em aeroportos, das filas de banco, das multidões nos museus, dos vendedores ambulantes, do barulho da cidade grande, da grosseria de certos garçons e de tantos outros elementos inconvenientes da vida que deixou de existir com a chegada do coronavírus.

  • Patrícia santos says:

    Maravilhoso. Pra mim você é a melhor pessoa para ler e ouvir. Franco, direto, culto e otimista racional. Você faz bem, sem contra indicações ou efeitos colaterais. Meu carinho e afwto

  • Roger Galvão says:

    Listinhas de tarefas pro dia seguinte faço, mas aprendi a conviver comigo mesmo melhor…potencialzar as qualidades, procurar aprender e/ou reparar os defeitos e ter fé em Deus. Entender que nada somos sem Ele e que tudo é no seu tempo…ser grato, esperançoso, sorrir e chorar…a 40tena nos deixa uma lição de que não somos nada, nem obrigados a nada…mas o tempo é cada vez mais precioso. E como queremos aproveita-lo daqui em diante…texto incrível!! Parabéns Pê 🤓😁

  • Maria Braga Sunye says:

    Que texto lindo! Não sei se por ter vivido fora por muitos anos, ter viajado muito, me identifico bastante com vc. Adaptação, paciência, esperança, mas sobretudo gratidão. Já vivi 60 anos e foram os melhores de minha vida!” Meu coração não se cansa de ter esperança…” Tudo isso vai passar! Como vc, todos os dias vou atrás de boas notícias. Gratidão pelo teu trabalho, Pedro! Você é uma pessoa especial 🤗

  • Karol carcalho says:

    O ser humano se inventar todo dia
    Parabéns pelo trabalho Pedro!!

  • Renata Beatriz says:

    Adorei seu texto, Pedro. Espero que achem logo a vacina. Seu programa, “Pedro pelo mundo” é um dos meu favoritos, você está de parabéns pela ideia. Sua maneira de lidar com pessoas e situações nos mais diversos lugares do mundo é fascinante. Quero assistir muitos programas “Pedro pelo mundo” em um futuro próximo. Agradeço a sua resposta. E te desejo muita sorte na vida, agora e no pós pandemia.
    Renata Beatriz

  • Darlene Meleiro says:

    Também encontrei mais serenidade rezando o terço toda madrugada, ja que não durmo mais. Ótimo texto, como tudo que faz.

  • rosangela lourenco says:

    Boa Tarde, texto fantástico com nossa realidade. Estávamos deixando nossa convivência familiar e nos tornando cada vez mais individuais. PARABENS!!!!!