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VAI PASSAR

30/03/2021

A pandemia ainda não está no nosso retrovisor, no entanto, pela primeira vez, a luz no fim do túnel me parece uma saída, e não mais um trem em minha direção.

Tempo é algo subjetivo. Todo dia tem 24 horas, mas, como a gente bem sabe, uns voam enquanto outros parecem não acabar nunca.

O mesmo pode ser dito sobre um ano, principalmente, quando o ano em questão envolve a maior tragédia do século. Os últimos 12 meses foram um período de perdas incalculáveis. Tivemos que abrir mão de abraços apertados, segredos ao pé do ouvido, shows de jazz, pistas de dança, restaurantes disputados, beijos na boca, aniversários em família, viagens inesquecíveis e… vidas. A expectativa é que, muito em breve, o Brasil e os Estados Unidos tenham perdido um milhão de pessoas para a Covid-19. Um. Milhão.

Nosso país representa mais ou menos 4% da população global, no entanto, nas últimas semanas fomos palco de um quarto das mortes por Covid-19 mundo afora. Uma verdadeira catástrofe que poderia ter sido evitada.

Desde Março do ano passado atravessamos momentos de ansiedade, surpresa, terror, luto, esperança, tédio, desespero e a sensação de que estávamos eternamente estacionados em “modo sobrevivência”. Hoje me dou conta de que esse trauma coletivo é uma cicatriz que, de certa forma, vai nos unir por um bom tempo. Independentemente de classe social, religião, etnia, gênero, orientação sexual ou partido político, todo mundo – sem exceção – teve que se adaptar ao abominável “novo anormal”. A gente era feliz dentro de um avião lotado e não sabia.

2020 entra para a história como o ano de uma existência limitada, casamentos cancelados, velórios digitais, reuniões de trabalho via Zoom, malhação no tapete do quarto, acúmulo de álcool em gel, escassez de papel higiênico e uma incógnita desumana de quando – ou se – isso tudo iria passar. Do dia para a noite, o mundo que a gente conhecia literalmente evaporou.

(Foto: Pedro Andrade)

Para um workaholic de carteirinha como eu, a ideia de uma rotina inerte é brutal. Sabia que, de um jeito ou de outro, eu teria que me reinventar. Minha sala virou um estúdio improvisado, passei a derramar tudo o que sentia em artigos compartilhados com vocês (como faço nesse exato momento), investi pesado na minha fotografia, desenvolvi uma coleção de revestimentos com a Portobello e tive a benção de realizar um sonho antigo em plena pandemia: ancorar e produzir meu próprio programa em rede nacional americana. 

Esse último projeto demandava o inimaginável na situação apocalíptica na qual nos encontrávamos. Passei seis meses no eixo Nova York – Amazônia cobrindo o aspecto humano da maior floresta tropical do planeta. A experiência em si eu compartilho com vocês noutra oportunidade. 

Após cinquenta e seis testes de Covid-19 (todos negativos), semanas de quarentena e meses de apreensão, tive a honra de ser vacinado. 

Apesar de a profissão de repórter estar na lista de trabalhadores essenciais na maioria dos estados americanos, fiz questão de esperar alguns meses para ter a certeza de que grupos mais vulneráveis já tivessem tido a oportunidade de se protegerem antes de mim. A essa altura do campeonato, mais de 70% dos septuagenários – e 30% do resto do país – já foram inoculados. 

(Foto: Pedro Andrade)

Isso é resultado de uma iniciativa robusta no âmbito federal. Apesar de seu discurso inconsequente, ignorante, xenofóbico e negacionista, o antigo ocupante da Casa Branca no final das contas disponibilizou verba para que a comunidade científica desenvolvesse vacinas o quanto antes. A previsão era que nada realmente eficaz fosse desenvolvido por pelo menos quatro anos. Para a nossa surpresa, em dez meses tínhamos a imunização pronta em três laboratórios.

No dia 20 de Janeiro, Joe Biden tomou posse. Naquele momento, a expectativa era que todos os adultos americanos tivessem acesso à vacina em Setembro. A meta foi antecipada para Julho, Junho, Maio e agora, 19 de Abril. Decidi me vacinar quando soube que iria viver duas semanas dentro de tribos isoladas na fronteira do Equador com o Peru. A ideia de ser responsável pela contaminação de outra pessoa – ou de uma comunidade indígena inteira – me tirou o sono por muito tempo. Como se isso não bastasse, interajo diariamente com parceiros mais velhos e vulneráveis que eu. Seria uma inconsequência não resguardar todos ao meu redor.

(Arquivo: Pedro Andrade)

Para que essa proteção chegasse aos braços do maior número de americanos o quanto antes, estádios de futebol foram transformados em centros de vacinação, dentistas e veterinários foram recrutados para a linha de frente, aplicativos foram desenvolvidos, campanhas foram criadas, universitários foram contratados por hospitais públicos e a ideia de resgatarmos um mínimo de normalidade fez com que cada vez menos gente questionasse a decisão de tomar a vacina.

(Foto: Pedro Andrade)

Na América do Norte, a resistência à imunização ocorre principalmente entre homens evangélicos brancos de meia idade. Por incrível que pareça, quase sempre os grupos mais privilegiados são também os mais suscetíveis à ignorância disseminada nas redes sociais e à desinformação tóxica que domina o nosso grupo de WhatsApp de cada dia. Coincidência? Arrisco dizer que não. Os impulsos que movem a política hoje são muito semelhantes aos que por séculos sustentaram instituições religiosas. Uma devoção cega desprovida de qualquer questionamento. 

Ignorar a ciência vem com um preço. Não se vacinar muito em breve será sinônimo de ainda mais isolamento. Companhias aéreas, escolas, bares, clubes, hotéis, spas e até sites de relacionamento vão demandar o que já está sendo chamado de Vaccine Passport.

Apesar do egoísmo de uma porcentagem pequena da sociedade, a vacinação nos Estados Unidos engrenou de uma forma tão eficaz que apenas dois estados ainda não anunciaram quando estarão prontos para imunizar qualquer pessoa com mais de 16 anos. O apetite por tudo aquilo que a gente almejou tão intensamente no último ano é palpável. Nunca sentimos tanta falta de toque, abraço, barulho, muvuca e chamego. Nova York passa por um momento de renascimento cauteloso. Após um período assustador, a Broadway vai reabrir as portas, restaurantes estão cheios, museus elaboram novas exposições, táxis amarelos voltaram a circular e até salas de cinema ressurgiram das cinzas. Fundamental ressaltar que todos esses lugares ainda demandam o uso da máscara, distanciamento social e higiene compulsiva. 

Tudo isso me enche de entusiasmo e esperança mas, infelizmente, o buraco é bem mais embaixo. Nesse exato momento, países ricos como a Inglaterra, a China e os Estados Unidos são donos de 70% das vacinas existentes. O resto do mundo fica com a “xepa”. Essa situação é combustível para o aumento da já enorme desigualdade social que assola nosso planeta. O líder da World Health Organization declarou na semana passada que “enquanto todas as nações não estiverem protegidas, nenhuma nação estará”. 

Parte da solução desse problema está nas mãos de Bill Gates, um dos criadores de uma iniciativa chamada Covax e alvo de teorias conspiratórias macarrônicas porém perigosas. O objetivo da empreitada é distribuir dois bilhões de doses para países carentes nos próximos oito meses. Até agora, 32 milhões já foram distribuídas para mais de 60 nações. 

A globalização apenas solidifica o conceito de que o mundo tem que ser analisado como um só organismo. Por mais isolados que alguns países possam ser, ninguém vive num vácuo. A gente precisa um do outro.

Não sou de chorar fácil, mas meus olhos enchem d’água toda vez que vejo alguém sendo vacinado ou quando lembro da agulha no meu braço. Acho importante a gente reconhecer que está sensível, carente, confuso, assustado e faminto por esperança. A pandemia ainda não está no nosso retrovisor, no entanto, pela primeira vez, a luz no fim do túnel me parece uma saída, e não mais um trem em minha direção. Vai passar. 

66 Comentários

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  • Maíra Castro says:

    Excelente! Reproduz exatamente o sentimento coletivo!

  • Marcelo Braga says:

    Vai passar sim, mas precisamos estar realmente juntos nessa, ajudando os mais necessitados, compartilhando, tendo muito menos em nome de um planeta para vivermos, sem nos extinguir.

    • Marianne Donadio says:

      Eu acho corajoso da sua parte, apesar de já estar vacinado, voltar a trabalhar assim como você relatou, fico curiosa para saber mais sobre esse tempo com os indígenas. Parabéns, você conseguiu resumir bem o sentimento de vários nesse período de Pandemia.

    • Eronita Iop. says:

      Não conhecia seu trabalho, vendo esta reportagem amei a maneira.facil de entender seus Projetos e Obras

  • Adriana Medeiros says:

    É isso mesmo. Parabéns pela sensibilidade, pelo foco e pela competência. Você é muito mais que um rosto bonito; quando o assisto, consigo ver a sua alma em tudo que faz. Sou sua fã.

    • Maria.das Graças says:

      Ser humano sensível, bonito e que se preocupa com o outro independente de cor , raça, religião. Sou sua fã e adoro o programa Pedro pelo Mundo

  • Ana Lúcia Levi de Moraes says:

    Sempre me emociono com vc, este texto é Maravilhoso,Impecável, próximo, muito próximo de nossas sensações. OBRIGADA GATO❤😭

  • Leliam says:

    Matéria muito bacana, Pedro. Em especial, me preocupa bastante isso dos países ricos serem donos de 70% das vacinas existentes.

  • Helenice Oliveira says:

    Parece distante o final de todo esse caos, mas vai passar sim!! Precisamos puxar a responsabilidade para todos para que nossas atitudes sirvam de degraus para o fim de tanto sofrimento. Parabéns pelo texto!

  • Tarsys Izzet Poterio says:

    Mais uma excelente reflexão para somar ao leque de opções. Parabéns Pedro!
    Obrigado por dividir tanta cultura!!

    • Heather says:

      Pedro muito bom o seu artigo, sentimentos compartilhados com os seus ! Os tempos e a visão da pandemia nos nossos retrovisores serão diferentes, mas sim temos a certeza que vai passar !!! Um abraço siga firme e forte nos seus projetos !!! Do Manhattan Conection até os presentes projetos é um Pedro forte e ao mesmo tempo sensível aos desafios impostos à humanidade ! Que Deus te abençoe e te proteja sempre !!!
      e as visões são diferentes

  • Renata de Freitas Valle Dresch says:

    Pedro, como sempre uma boa matéria. Tenho esperança de dias melhores, mas a corrida contra o tempo continua. Abraço

  • Jane Márcia Diniz Carvalho says:

    Parabéns Pedro! Texto riquíssimo, você sempre maravilhoso. Gratidão por tudo❤❤

  • Rejane de Almeida says:

    Texto maravilhoso Pedro! Tu sempre muito sensível e inteligente. Adorei demais. Eu morando no Brasil e tendo como presidente um genocida, aqui sofremos as consequências. Muito triste.

  • Leandro M Barbosa says:

    Olá Pedro boa tarde,
    Ótimo texto. Ao mesmo tempo que trouxe angústia, por não entender o descaso e a ignorância de muitos, trouxe esperança, por saber que existem pessoas trabalhando pelo melhor que é salvar vidas.
    Obrigado por dividir sua experiência

  • Gabriela Trybom says:

    Parabéns Pedro. Muito bom tudo que vc escreve e a forma que vc se dedica de coração ao que vc faz. Sucesso sempre. Beijão carinhoso

  • Heloisa Morais says:

    Pedro.
    Sua forma de escrever faz com que meu coração se enchesse da maior esperança sentida há meses. Que bom poder ter profissionais e pessoas tão cheias de vida igual a você! Você bem sabe que a situação aqui no Brasil é mais complexa, mas o mantra “Vai Passar” estará ecoando sempre! Abraço!

  • Alexandra says:

    Oi Pedro, adoro Pedro pelo mundo, pra mim ,é uma maneira de viajar, conhecer, já que não tenho condições . Mas quer melhor guia do que você? Impossível. Você nos apresenta tudo com tanta clareza, que parece que estamos nos lugares com vc. Obrigada. Se cuide. Bjks…

  • Roberto Cammarota Jr says:

    Aqui no Brasil a situação continua caótica às custas de um desgoverno ausente , negacionista e autoritário.

  • Daniela Ignácio says:

    Muito feliz pelo privilegio de ler o seu texto. Estou no Brasil me recuperando da Covid e senti esperança ! Tá difícil não se sentir perdido por aqui, sem perspectiva e sem luz. Saber que tudo pode voltar a uma “normalidade” , ainda que distante pra nós no Brasil, me traz um certo alívio.
    Gratidão por compartilhar seu olhar sempre tão sincero e sensível conosco!

  • Tamaris says:

    Parabéns pelo texto, sua sensibilidade está sempre presente, muita luz e sucesso sempre.

  • Sandra Santos says:

    Texto lindo, parabéns por seres um excelente profissional .

  • Nadine says:

    Tens um cuidado e uma sabedoria para escrever. Encantador, excelente texto.

  • Cristina Perlingeiro says:

    Lindo texto. Verdadeiras palavras. Acho que voce registrou o que sentimos. No Brasil tudo é dificil, lento e com nosso atual governo a situação é triste um caos. Ainda me sinto privilegiada e minha família de não termos ficado doentes ou perder alguem próximo para esse vírus e breve logo logo estarei sendo vacinada! Sorte à todos nós e que uma nova vida comece no mundo todo! Te adoro!

  • Ricardo Pontes says:

    Parabéns, Pedro!
    Seu texto é excelente. Admiro muito o seu trabalho e a sua sensibilidade ao abordar um tema tão denso e triste que estamos vivendo de forma clara e acessível a todos, capaz de nos fazer refletir sobre esse momento que o mundo vive e sofre e acreditar que isso vai passar. 🙏

  • Maria Luiza Araujo says:

    Gostaria muito que, aqui no Brasil, estivéssemos com toda essa sua esperança, também. Mas, por enquanto, é apenas uma micro centelha. Vivemos, hoje, o que vocês viveram até dezembro. Mas, tenho fé que passará, em breve, se Deus quiser, passará. Fico feliz por você! Que venha o resultado desse lindo projeto com os indígenas! Um beijo em seu coração e obrigada pela oportunidade de compartilhar.

  • Lilian Gisela Cicuto Trombini says:

    Gosto muito dos seus textos, você fala de uma maneira clara e leve sobre tudo que estamos passando , sem viés político ou sensacionalista , sempre focado no trabalho e revelando sentimentos que ecoam com os nossos .

  • Mariana Raposo says:

    Pedro, suas palavras são um acalento. Obrigada pela clareza e simplicidade nesse texto sensacional.
    Já estivemos mais longe, dias melhores virão.
    Sou sua fã.
    Beijo ♥️

  • Mariana Chuy says:

    Parabéns pelo texto e pela linha corrente de pensamento. Não temos a mesma capacidade financeira dos Estados Unidos. Mas nosso ritmo de vacinação, infelizmente, não dependeu unicamente do aporte financeiro. Poderíamos estar melhor. Torcendo para poder ver a luz no final do túnel como vc a vê agora… Por aqui ainda parece o trem vindo em nossa direção.

  • Cristina Sabbo says:

    Quando se está ai (eua) e não aqui (bra) fica possível ver está luz so final do túnel. Por aqui (br a) estamos na escuridão sem chance alguma de saber se vamos sobreviver. E há muito pior que covid19 por aqui. Angustia, sangue, dor, fome e funeral noturno. Imagina um cemitério funcionando 24horas? O pior dos horrores é o que estamis vivendo. Jornalistas ameaçados. Governadores e prefeitos enclausurados por ameaças de fazer o que é o certo. Só escuridão. Não sei se veremos luz novamente ou se permaneceremos nesta escuridão sombria. Mais medo ainda do que ainda está por vir. As 3 forças armadas se despedem do período de sanidade. Não queremos acreditar no que vivemos hj com essa insensatez na direção do país. Se puder conte nossa história. O Brasil pede socorro. Cristina Sabbo paulista cientista social a serviço da saúde publica. Abraços!

  • Sonia Sanches says:

    Alma linda e evoluída, vc relatou o sentimento das pessoas que se sensibilizam com a procura pela cura coletiva.

  • Rosecleide says:

    Nesse momento são 23:55 Brasil. Acabei de lê seu texto que expressa com muita clareza a necessidade de Nações Unidas, unidas. Você sempre é maravilhoso com as palavras. Excelente texto.

  • Patrícia de Melo says:

    Olá, Pedro!
    Sou uma grande admiradora do seu trabalho! Amo viajar e tenho ido a lugares incríveis através dos episódios de Pedro pelo Mundo!
    E agora me emocionei bastante lendo esse texto incrível!
    Suas palavras me fizeram sentir um “quentinho” no coração!
    Grata por compartilhar esperança!
    Saúde e Sucesso!
    Abraços

  • Cristiana Petrus says:

    Li!Adorei o texto!
    Pedro Andrade sempre tem um texto esclarecedor e muito gostoso de ler!🙏

  • Debora Alves says:

    Adorei resumiu questões atuais e de importante para a humanidade.

  • Aurora Masid Ridriguez says:

    Caro Pedro posso dizer q ao tomar a segunda dose chorei como criança minha nora questionou o pq disso respondi
    Emoção por ter esse privilégio de estar viva para isso e emocao em nome de todos q se debruçaram em cima de uma esperança chamada Vacina
    Que em breve nosso planeta tenha a bênção de todo ser humano esteja vacinado
    Amem

  • Lizete Martins says:

    Pedro compartilho deste mesmo sentimento. Nunca mais seremos os mesmos, acredito que a maioria será um ser humano melhor. E sim, muitos acabarão isolados pela ignorância, pelo egoísmo. Seu artigo mostra o retrato fiel desses tempos, mas mostra também a sua mudança interior. Admiro muito a sua sensibilidade e respeito ao outro. Obrigado por você ser quem é. Be safe!

  • Cláudia Falabella Varella says:

    Que maravilha pensar que há luz no fim do túnel. Infelizmente aqui no Brasil estamos ainda procurando onde fica esse túnel. Mas, sigamos em frente. Isso tudo um dia vai passar. 🙏🏼

  • Ana lucia says:

    Muito bom! Necessário…

  • Victor Braga says:

    Seus textos são sempre maravilhosos. Obrigado e continue sempre escrevendo assim.

  • Monica says:

    Otimo texto Pedro .ADOREI!!! Parabéns pela abordagem clara,sincera e com muito amorosa. Acompanho seu trabalho sempre que posso. Obrigada

  • Juçara de ALENCAR says:

    Gostei muito dos seus comentários. Sua matéria ver futuro,ver esperança e Prosperidade .PARABÉNS!

  • Odete Tavares de Albuquerque says:

    Adorei esse comentário ‘tudo isso serviu para nós alívio e alento aos nossos corações. Admiro demais seu trabalho.

  • Leila Cheveau says:

    Pedro!!!
    Que felicidade tive ao ler seu texto e saber que as coisas estão perto de dias melhores por ai. E quisera eu que no Brasil a ignorância, a ganância e a politicagem não estivessem sendo as principais notícias hj. Lamentável esse meu país. Da tristeza só de pensar. Obg pelo texto, amo seu jeito de escrever, adoro!! Saúde a vc meu querido. E continue espalhando seu talento por ai que vamos com você. Menino do bem, do bom jornalismo do bom caráter. Congrats babe!! Bjs

  • Janete Bludeni says:

    Olhar translúcido, cabelos molhados, mente brilhante e vacinado! Parabéns!!! Bom te ver, ouvir e ler. Visão de novo mundo global. Palavras que trazem luz e aquecem o coração neste confinamento terrível em SP. Mas logo tomarei vacina. Aleluia!!! Foto linda nas montanhas! OBRIGADA Bjs. e abraços virtuais.

  • Mayara Garcez says:

    Excelente!!!!

  • Marco Oliveira says:

    Texto magnífico!

  • Vânio Rodrigues says:

    Jamais devemos perder a esperança e a fé! Duas forças poderosas que andam lado a lado. Extraordinário seu artigo!

  • Mara says:

    Sensível, sincera e verdadeira. Parabéns!!!

  • Perpétua Souza says:

    Enquanto isso aqui NO Brasil só enxergamos trevas pela frente.

  • Roberta says:

    Sou designer de interiores e trabalhei durante toda a epidemia. Meu medo era diário. Minha filha, que frequenta uma high school evangélica foi contaminada. Os professores não acreditavam no Covid. Ficou bem mas foi um susto porque minha mãe de 66 anos vive conosco. Hoje todas vacinadas e gratas por termos superado esse ano tão difícil.

  • Vitor Pariz says:

    Belo texto Pedro, parabéns. Depois de alguns meses, voltei ontem a Manhattan e pude evidenciar aquilo que você descreveu. A cidade voltou a pulsar.

  • Penha says:

    Excelente!!! Você é fantástico no maneira de se comunicar, vocabulário simples e claro. Gosto muito disso.
    Mas adoraria ler sobre sua visão da pandemia no Brasil. Assim como vc também moro aqui em NY já fazem 30 anos , eu e minha família estamos vacinadas, mas meus melhores amigos vivem no Brasil e apesar de tudo sou muito brasileira. Nos presenteie com uma matéria sobre o Brasil e a pandemia.
    Sou sua fã de carteirinha,
    Dois beijos

  • André Luiz Costa says:

    Amei o artigo, sou suspeito pois sou seu fã. Na verdade não precisa ser fã pra gostar de um texto informativo e escrito de forma tão carinhosa e sensível aos leitores. Parabéns, você é espetacular.

  • Ramon silva says:

    Bela matéria, é o sentimento de todos . Assisto e gosto do seu programa na gnt, pois faz a gente viajar pelo mundo na esperança de um dia nos permitir. Parabens

  • Elena says:

    Pedro, eu também me emocionei quando fui vacinada. Estou lendo teu texto……Obrigada……

  • Regiane Cristina says:

    Olá querido Pedro, excelente texto, a luz do fim do túnel e a nossa esperança… abraço e que Deus te proteja.. e que Deus nos ajude no final dessa luz no final do túnel…