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O impacto das Smart Cities na arquitetura das grandes metrópoles

18/05/2018

Tendência mundial para os próximos anos, o surgimento e o desenvolvimento das Smart Cities provocam mudanças que vão além da arquitetura de um município. Economia, infraestrutura e o próprio comportamento das pessoas também vão — e devem — ser mudados para a consolidação das cidades inteligentes.

Imagine-se a caminho do trabalho. Você está em seu carro ou no ônibus ouvindo música para o tempo passar mais rápido até chegar ao seu destino. Porém, surge algo inesperado: um engarrafamento de veículos acontece a poucos metros e tudo para.

Carros, ônibus, motos. Nada se move. Rotas bloqueadas, buzinas incessantes, adrenalina e estresse nas alturas. E o relógio girando cada vez mais rápido. Com certeza você vai se atrasar para os seus compromissos profissionais.

Quase todas as pessoas de uma metrópole já se viram nessa situação. Trata-se de algo recorrente nas grandes cidades do mundo inteiro. Um problema de longa data que, finalmente, agora parece ter ganhado uma solução. Eis que surgem as Smart Cities!

Neste post, vamos entender melhor esse conceito e ver quais são os benefícios que uma comunidade pode ter a partir de sua aplicação. Acompanhe!

Entendendo as Smart Cities

Para que uma cidade seja considerada inteligente, algumas vertentes são essenciais. Segundo a concepção de especialistas mundiais, os principais são:

  • economia;
  • população;
  • mobilidade;
  • governo;
  • meio ambiente;
  • bem-estar social.

Diretamente ligados às questões de infraestrutura e planejamento governamental e associados à inteligência humana, essas seis vertentes se tornam pilares fundamentais.

Com elas, uma cidade é capaz de oferecer soluções para garantir preservação e sustentabilidade ambiental, melhoria no transporte público, planejamento urbano eficaz, consumo consciente, educação de primeira linha e, de modo geral, uma estrutura que potencialize o bem-estar social e a qualidade de vida dos cidadãos.

Veja abaixo mais detalhes:

Economia inteligente

Prioriza os níveis de produtividade e surgimento de novas empresas para que elas possam se estabelecer e trazer competitividade ao mercado.

População

Educação, inclusão social, pluralidade étnica e capacidade de solucionar problemas e aplicar conhecimentos no dia a dia são os fatores fundamentais que consolidam uma população inteligente.

Mobilidade

Por meio de uma infraestrutura integrada embasada por recursos tecnológicos, meios de transporte e vias inteligentes favorecem a comunicação e o envio de informações. Consequentemente, sistemas de transporte podem ser sustentáveis e mais seguros.

Governo

Um governo inteligente é fundamentado pela capacidade de comunicação com seus habitantes. Tal diálogo deve ser sempre eficaz e transparente, além de incentivar a participação popular nos processos de tomada de decisões.

Meio ambiente

A proteção ambiental e uma administração sustentável dos recursos naturais fazem parte de uma gestão de meio ambiente inteligente. O foco é na prevenção e combate aos diversos problemas capazes de destruir as riquezas naturais de um local.

Bem-estar

qualidade de vida inteligente é caracterizada pela garantia de serviços básicos à população. Saúde, segurança e educação são os principais pilares, além de lazer, cultura e previdência para que essa questão seja concretizada.

O papel dos governantes é efetivar a integração desses itens ao crescimento das cidades. Aliada aos profissionais ideais para a execução e desenvolvimento das Smart Cities, essa integração vai permitir uma evolução mais consistente e organizada dos processos. A participação de engenheiros e arquitetos nessas etapas é essencial para o bom andamento de todas as etapas.

O papel do arquiteto em uma Smart City

profissional de arquitetura pode atuar em diferentes frentes do desenvolvimento de uma cidade. Urbanismo, paisagismo, design e a própria estruturação das cidades podem contar com a presença de um ou vários arquitetos para propor soluções e resolver problemas.

Mesmo não associados à operações e ações governamentais, os arquitetos devem estar atentos às aplicações dos conceitos e crescimento de uma Smart City.

Afinal, toda a infraestrutura desse tipo de cidade é pensada de maneira estratégica e inteligente para atender às demandas da sociedade, organizar e otimizar rotinas e estar em harmonia com a natureza e questões ambientais.

As obras devem focar na conectividade entre o cidadão e os serviços. É preciso pensar em soluções para energia limpa e renovável, reaproveitamento de recursos naturais, escolha dos melhores materiais e revestimentos, tratamento de lixo, compartilhamento de produtos, serviços e espaços e facilidade de deslocamento.

Todos esses pontos precisam ser prioridade em qualquer projeto, pois a arquitetura deve ser utilizada e aplicada para acolher e transformar vidas.

A arquitetura das Smart Cities

Com um ideal de harmonização de arte, tecnologia e natureza, as cidades inteligentes acabam apresentando uma diversidade de estilos arquitetônicos. O futurismo é bem destacado em edifícios que incorporam jardins, transporte e qualidade de vida. São praticamente microcidades em um só prédio.

O padrão industrial também é marcante em uma Smart City. É frequente o uso de contêiners para a construção de escritórios, restaurantes e até mesmo casas. A praticidade e facilidade de deslocamento e manuseabilidade e manutenção do material permitem criar uma infinidade de estruturas úteis e funcionais para as atividades humanas.

Em uma Smart City, muitos dos problemas que as grandes metrópoles enfrentam atualmente vão continuar acontecendo. Entretanto, as soluções para eles serão muito mais práticas, rápidas e eficientes.

E é papel do arquiteto garantir que essa expertise e esses conceitos estejam inseridos em todos os projetos desenvolvidos — em harmonia com a ideologia aplicada pelo governo e praticada pelos cidadãos.

Em uma realidade inteligente, o trajeto para o trabalho seria muito mais agradável, pois passaria por rotas bem-cuidadas e locações conectadas a dados e informações em constante circulação. Isso faz com que a cidade se torne um organismo vivo: as construções são seus órgãos e cada indivíduo é uma célula que traz vida a essa estrutura.

Para que tudo funcione harmoniosamente, é necessário um cérebro, uma inteligência que permita interligar todos os aspectos da cidade e mantê-la em funcionamento e sincronia. Arquitetos, tecnologia, infraestrutura e planejamento são as bases essenciais para que essa inteligência possa virar realidade.

Apresente a ideia de uma Smart City em suas redes sociais. Compartilhe este artigo e mostre como o mundo pode ser um lugar melhor por meio da aplicação dos conceitos e desenvolvimento de cidades inteligentes mundo afora.

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