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Projeto de engenharia (Foto: Freepik)

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Projetos de engenharia: 10 termos que você precisa compreender

05/07/2017

Mesmo produzido, normalmente, por um engenheiro de planejamento que tem conhecimento na área, o excesso de expressões dificulta o entendimento de profissionais de outras formações que precisam interpretá-las.

Um projeto de engenharia apresenta termos extremamente específicos. Arquitetos, designers, projetistas, construtores, urbanistas e demais profissionais, envolvidos em um projeto de engenharia, se deparam diariamente com vários obstáculos terminológicos. Em muitos casos, eles não conseguem compreender os termos de forma detalhada, embora precisem tomar decisões importantes que dependem desse entendimento.

São muitos os desafios em relação aos termos técnicos da engenharia, que podem criar barreiras entre os profissionais. Entre eles, a dificuldade de entendimento do significado, da aplicação e ainda do uso adequado para cada situação. Para ajudar na compreensão dos termos usados nos projetos de engenharia, listamos aqui alguns que são frequentes.

1. PEI ou Local de uso

O PEI indica o grau de abrasão da superfície de revestimentos esmaltados. A escala desse indicador varia de 0 a 5, ou seja, quanto maior o índice do PEI, maior é a capacidade da superfície de suportar o desgaste por atrito. Esse desgaste pode acontecer devido ao tráfego de pessoas, à movimentação ou arraste de objetos e equipamentos no ambiente.

Essa escala era mais usada no passado. Apesar de ser lógica e simples, era de difícil uso prático, por muitas vezes não corresponder com a realidade. O PEI 0 normalmente significava produtos para uso exclusivo em paredes, enquanto o PEI 5 era para os produtos de altíssima resistência ao tráfego, indicados para pisos de áreas públicas. Assim, a escolha dos demais PEIs como os mais adequados para um ambiente era muito subjetiva.

Diante dessa dificuldade — escala que atendia apenas condições extremas —, foi criada a terminologia “Local de uso”, com a qual o projeto deve explicitar os ambientes que são compatíveis com cada revestimento.

2. Atrito ou Escorregamento

Você provavelmente já ouviu dizer que um piso é escorregadio, mas certamente isso não será o único motivo da queda de alguém. No Brasil, a Norma de Desempenho de Edificações (Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – NBR 15.575-3) explica que a queda de uma pessoa em determinado ambiente depende do atrito do piso, do atrito do calçado que ela usa no momento, do material ou líquido que está entre o piso e o calçado, da inclinação do piso e também do equilíbrio da pessoa.

Portanto, para analisar se um piso é ou não escorregadio, arquitetos, engenheiros e demais profissionais envolvidos em um projeto devem considerar todas as variáveis em conjunto, pontuadas pela norma.

É importante ainda que, com referência exclusivamente aos pisos, os projetos divulguem os valores de coeficiente de atrito seco e molhado para que o profissional possa especificar o produto correto para cada lugar.

3. Limpabilidade

Poucas pessoas sabem, mas os projetos de engenharia devem informar sobre o nível de facilidade de limpeza de determinados produtos ou materiais que serão usados, principalmente no que diz respeito às cerâmicas.

Para identificar o nível de limpabilidade, é importante considerar uma escala que vai de 1 a 5, em que os produtos com limpabilidade 5 são os limpáveis de forma mais fácil — apenas com água — e os classificados com limpabilidade 2 são os limpáveis com maior dificuldade, que requerem o uso de acetonas e removedores, por exemplo. Já os revestimentos de classe 1 normalmente ficam “encardidos”, já que é praticamente impossível eliminar toda a impureza.

4. Limpeza agressiva

É comum encontrar no mercado, principalmente em lojas de materiais de construção, produtos de limpeza que são altamente agressivos às cerâmicas. Apesar de limparem em um primeiro momento, esses produtos atacam os pisos quimicamente causando manchas ou diminuição da limpabilidade. Sendo assim, os projetos de engenharia devem alertar sobre o uso de produtos de limpeza agressiva.

A limpeza agressiva se refere aos produtos que costumam corroer a superfície da cerâmica e abrir poros no piso, onde a sujeira do dia a dia pode se alojar. Portanto, mesmo que o projeto não dê detalhes dos produtos de limpeza, é importante procurar informações sobre o nível de agressividade e a composição na embalagem. Ácido Muriático ou Fluorídrico são exemplos de substâncias que causam a limpeza agressiva.

5. Resistência química

A resistência química está diretamente relacionada à limpeza agressiva. Os projetos de engenharia devem alertar sobre esse índice, que classifica a capacidade do revestimento para resistir a ácidos e bases mais fortes ou mais fracos. Essa classificação é dada de A a C, sendo que o A representa a máxima resistência química e o C significa a mínima.

6. Retificado e Bold

Os revestimentos de cerâmica e porcelanato são usados normalmente em paredes e pisos de áreas externas e internas. Normalmente, os projetos de engenharia diferenciam o tipo de acabamento que cada peça recebe. As denominações usadas para diferenciá-las são o retificado e o bold.

Os produtos RET ou retificados possuem um padrão dimensional mais preciso, com menor variação de tamanho entre as placas de um mesmo lote, e por isso permitem o assentamento com juntas mais estreitas — entre 3 e 5 mm.

Já os produtos BOL ou bold são usados para o acabamento mais comum das cerâmicas e, por apresentarem um arredondamento nas bordas das peças, não possuem em suas laterais uma superfície tão precisa quanto as retificadas. O assentamento desses produtos acontece com juntas de 1 a 1,5 mm.

7. POL-NAT-EXT

O acabamento da superfície de um piso pode ser muito diferente entre um produto e outro. Há variações entre os porcelanatos Polido (Brilhante), Natural (Mate) ou EXT (Externo). Assim, esses termos são muito comuns nos projetos de engenharia.

Mas é importante destacar que não é apenas o coeficiente de atrito que muda de um para o outro, mas também a facilidade de limpeza e a resistência química e ao tráfego. Por isso, é recomendado avaliar com detalhes as informações fornecidas nos projetos de engenharia e nunca escolher um revestimento analisando apenas uma única característica. É necessário avaliar o conjunto de dados técnicos.

8. Porcelanato

A nomenclatura porcelanato é utilizada apenas para cerâmicas com 0,5% de absorção de água ou menos, considerando que as demais cerâmicas podem possuir até 20% de absorção.

Portanto os porcelanatos são as peças com menor porosidade e, por consequência, maior resistência mecânica. É importante procurar sempre o selo do Centro Cerâmico do Brasil (CCB) ou do InMetro na embalagem, para garantir a especificidade do produto.

9. Retrofit

Cada vez mais usado nos projetos de engenharia e ouvido no meio da construção, o termo retrofit significa o processo de revitalização de edifícios, preservando os aspectos originais positivos e adaptando as exigências aos padrões atuais da engenharia e da arquitetura, para aumentar a vida útil da construção.

A terminologia vem da união da expressão latina “retro”, que é movimentar-se para trás, com a inglesa “fit”, que quer dizer adaptação ou ajuste. A tendência retrofit é ainda uma maneira de revitalizar ambientes e construções trazendo a eles novas tecnologias e designs promissores.

10. Esmaltado

Um piso esmaltado é aquele em que foi acrescido esmalte no acabamento. As cerâmicas podem ser esmaltadas ou não. Isso significa que aquele determinado produto passou por um processo de decoração superficial com esmalte.

Antigamente essa decoração era feita por rolos de impressão, com padrões extremamente repetitivos. Hoje, com o advento das impressoras HD, o design dos produtos esmaltados deu um salto em qualidade, e as variações podem chegar a até 80 desenhos diferentes de um mesmo produto.

Aumentou o seu vocabulário com os termos usados nos projetos de engenharia que listamos aqui? Fique por dentro de outras tantas terminologias se informando mais sobre o universo dos projetos arquitetônicos e da decoração.

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