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Loja conceito Darial em Barcelona possui uma curadoria minuciosa e serviços exclusivos  (Foto: Bárbara Cassou)

Conteúdo Correspondentes Internacionais

Como ficará o design de espaços comerciais pós-Covid-19

25/05/2020

Aceleração do desenvolvimento de canais digitais, hiper-higienização e experiências físicas relevantes são os três estágios do retail design pós-COVID-19. Confira em detalhes cada um deles.

Pode-se considerar que o comércio está entre os setores mais afetados pela pandemia em que estamos vivendo. Marcas, retailer, designers, arquitetos e até mesmo consumidores devem estar atentos às mudanças, adaptando-se a essa nova realidade.

O design de espaços comerciais é marcado por três estágios bem definidos, diretamente afetados pelos problemas da COVID-19. São eles:

   1. Aceleração do desenvolvimento de canais digitais

Como primeiro momento, a aceleração do desenvolvimento de canais digitais é a principal resposta para o período de “lockdown”, onde as pessoas permanecem sem sair de casa e o comércio está fechado. Marcas e retailers que ainda não estavam fortemente presentes em plataformas digitais, agilizam-se para alcançar consumidores, dando-lhes serviços de entrega, nesse momento em que as pessoas persistem em ficar em casa. Tanto plataformas completas, como e-commerces e aplicativos, quanto mídias sociais vão sendo exploradas para manter contato com o cliente, chegando até ele.

Casa Loewe em Madrid. Expositores com superfícies lisas e protetores de acrílico facilitam a hiper-higienização.  (Foto: Bárbara Cassou)

Casa Loewe em Madrid. Expositores com superfícies lisas e protetores de acrílico facilitam a hiper-higienização. (Foto: Bárbara Cassou)

   2. Hiper-higienização

Ao curto e médio prazo, onde ainda há muita cautela e medo do contágio, a hiper-higienização é o fator chave a se considerar. Depois da quarentena intensa, onde a vida normal volta aos poucos, e o comércio abre as portas de forma gradativa e com menos capacidade, é essencial o cuidado com a higienização dos espaços. Ter um espaço projetado na entrada e saída dos ambientes para oferecer máscaras, álcool em gel e luvas para os clientes é importantíssimo. Deixar os lugares limpos e expor o mínimo de produto possível para evitar focos de contágio também é um fator relevante neste período pós-quarentena. O design minimalista ganha força aqui, por favorecer essa hiper-higienização. (confira a loja Haigh, projetada pelo estúdio MNMA como exemplo de design minimalista). Atendimentos personalizados e com hora marcada são necessários e quase que obrigatórios para oferecer produtos e serviços, evitando aglomerações.

Provadores amplos, espaçosos e minimalistas da loja Darial, em Barcelona   (Foto: Bárbara Cassou)

Provadores amplos, espaçosos e minimalistas da loja Darial, em Barcelona (Foto: Bárbara Cassou)

   3. Experiências físicas relevantes

Já a longo prazo, quando todos voltam a ser confiantes e não há mais o contágio e retornamos a vida normal, as pessoas irão valorizar ainda mais experiências físicas. Lojas deixam de ser apenas expositoras de produtos, devendo ser projetadas para criar experiências memoráveis para seus clientes. Devem ser ponto de encontro, oferecer serviços exclusivos, ter um design diferente e cheio de storytelling, atraindo consumidores que procuram sair de suas casas para aproveitar, comemorar e viver momentos especiais. Os canais digitais ainda permanecerão fortes, porém devem ser conectados a experiências físicas também, ganhando força e complementando-se. (Confira aqui as tendências de retail design para nova década).

Loja Valextra por Kengo Kuma exalta a experiência de compra e storytelling de marca  (Foto: Rodolfo Fontana)

Loja Valextra por Kengo Kuma exalta a experiência de compra e storytelling de marca (Foto: Rodolfo Fontana)

É importante lembrar que toda crise, seja ela qual for, tem um começo e um fim, trazendo evolução e aprendizado para todos os setores da vida. Com a COVID-19 não será diferente: estamos passando por um momento crucial de cuidados e mudanças. Aprenderemos com isso e valorizaremos ainda mais experiências físicas memoráveis. Que tal então projetar espaços que evocam esse conceito no futuro?

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