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Pavilhão de Mies van der Rohe ganha “cara de casa” em nova intervenção artística

06/09/2018

O projeto do arquiteto alemão é uma das mais importantes obras arquitetônicas do mundo por inovar em várias vertentes: iluminação natural, materiais, simplicidade das formas e conforto ambiental. Mas como seria morar nesse edifício? O que antes era imaginação, hoje se tornou realidade. Durante três dias o pavilhão foi mobiliado e decorado como um lar de verdade. Confira!

O Pavilhão Mies van der Rohe, projetado pelo arquiteto modernista, vem sendo palco de grandes debates sobre arte e arquitetura desde a sua criação em 1929, em Barcelona. Até hoje são feitas ali intervenções artísticas, eventos, exposições e workshops para visitantes e profissionais da área.

A Open House é uma revista sobre cultura e lifestyle que serve como guia para o público do setor criativo, como designers, arquitetos e fotógrafos, que buscam abrir seus lares e espaços privados para o público, compartilhando experiências e gerando debates e interações. Em maio deste ano, ela se juntou à empresa suíça de mobiliário USM para fazer uma nova intervenção no pavilhão durante três dias consecutivos.

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Quarto da casa recebendo iluminação natural do pátio interno do edifício (Foto: Niyar El Hage)

A última intervenção que contei por aqui era sobre a desmaterialização do edifício: foram escondidos os principais materiais e texturas da obra, deixando-o totalmente branco e antagônico.

O evento “At home with Mies” foi o oposto disso por transformar o icônico pavilhão em uma casa habitável, com cama, sofá, armários, mesa, cadeiras, entre outros mobiliários, artigos de decoração e objetos pessoais.

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Closet do interior da casa com detalhes de decoração, roupas e acessórios reais (Foto: Niyar El Hage)

As famosas cadeiras Barcelona, desenhadas pelo arquiteto, foram mantidas e acompanhadas de mesas, tapete, cômoda, abajur e artigos de decoração. Para ter coerência com o movimento arquitetônico moderno, mobiliários da USM com estruturas metálicas minimalistas e toques de cores também foram escolhidos para decorar o espaço.

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Detalhe do mobiliário da USM (Foto: Niyar El Hage)

Um debate com grandes nomes do design e da arquitetura — como Sabine Marcelis, Alberto Campo Baeza e Jan Utzon — também fez parte do evento de intervenção no ambiente. Foram três dias completos, em que os visitantes podiam usar o espaço público, sentar, conversar com amigos, ouvir música e participar do debate sobre “os limites da casa, arquitetura, arte e design”.

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Debate com arquitetos e designers convidados (Foto: Niyar El Hage)

Ao final do evento, um jantar exclusivo para 50 convidados foi organizado em uma grande mesa ao lado do espelho d’água fora do edifício. A noite terminou com um concerto de jazz.

A arquitetura de Mies van der Rohe sempre gerou muito debate e controvérsia, sendo classificada como fria e minimalista demais. Mas essa intervenção comprova que o pavilhão poderia, sim, ser habitável e transformado em um lar.

Os móveis se adaptam ao espaço modular e recebem muita luz natural por suas aberturas estratégicas e grandes painéis de vidro. Além disso, a intervenção mostra que a arquitetura é feita e pensada para pessoas, e que o toque pessoal do interior deixa o ambiente mais confortável, personalizado e convidativo.

Você conhece alguma boa dica para trazer aconchego às formas da arquitetura? Deixe seu comentário e divida as suas soluções preferidas!

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Pátio interno do pavilhão com vista para a escultura (Fotos: Niyar El Hage)

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