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O Instituto Inhotim é um paraíso natural e um museu de arte contemporânea (Foto: Justaf Abduh on Unsplash)

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Instituto Inhotim: arte e natureza em harmonia

31/05/2012

A visita ao Instituto Inhotim, que mistura arte e natureza, é uma experiência singular. Confira o artigo para descobrir o que você encontra por lá! [Atualizado em: 28/09/2021]

O Instituto Inhotim, considerado o maior museu a céu aberto do mundo, está localizado na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais. Por meio da união entre arte e natureza, oferece uma experiência única para pessoas de todas as idades.

Além das galerias de renomados artistas contemporâneos, os visitantes ficam encantados com a paisagem exuberante. Isso porque a instituição está dentro de uma área onde a Mata Atlântica e o Cerrado se misturam.

Já as obras de arte externas se mesclam ao Jardim Botânico, que conta com milhares de espécies de plantas, vindas de várias partes do planeta. A seguir, compartilhamos qual é a história do Instituto Inhotim, o que você pode conhecer por lá e como visitar.

Pronto para conferir? Então, vamos lá!

A história do Instituto Inhotim

O Instituto Inhotim começou a ser idealizado na década de 1980 pelo empresário Bernardo Paz. 

Mas foi em 2006 que ele resolveu criá-lo, transformando sua propriedade em um museu para abrigar sua coleção de arte modernista. 

Entre as obras, haviam trabalhos de grandes nomes, como Di Cavalcanti, Portinari e Guignard.

Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (1977), obra feita a partir das instruções deixadas pelo artista Hélio Oiticica em textos, plantas, maquetes e amostras
Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (1977), obra feita a partir das instruções deixadas pelo artista Hélio Oiticica em textos, plantas, maquetes e amostras (Foto: Cesar Kobayashi)

Dois anos depois, o Instituto Inhotim foi reconhecido como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Governo do Estado de Minas Gerais

Portanto, trata-se de uma entidade privada, sem fins lucrativos, que se mantém por meio de doações, ingressos e eventos.

Com o passar do tempo, galerias com obras de artistas do mundo inteiro foram sendo inauguradas. Um jardim botânico também foi ganhando corpo com a inserção de espécies botânicas raras.

Obras que se integram à paisagem natural estão espalhadas por vários pontos do Instituto Inhotim
Obras que se integram à paisagem natural estão espalhadas por vários pontos do Instituto Inhotim (Foto: andresumida)

E por que “Inhotim”?

De acordo com os moradores de Brumadinho, o terreno ocupado pelo Instituto Inhotim pertencia a uma antiga empresa mineradora, cujo responsável era um inglês chamado Timothy.

As pessoas da região se referiam a ele como “senhor Tim”. Na linguagem local, virou “nhô Tim” ou “inhô Tim”. É daí que vem o nome do museu.

Um mergulho no universo da arte contemporânea

Reconhecido internacionalmente, o acervo de arte contemporânea do Instituto Inhotim é composto por galerias e obras externas que se misturam à paisagem. 

Atualmente, você encontra por lá mais de 500 obras, que são criações de dezenas de artistas de várias partes do mundo.

Do lado de dentro, a galeria Adriana Varejão abriga as obras da artista; do lado de fora, o “edifício cego”, do arquiteto Rodrigo Cerviño, dialoga com a paisagem
Do lado de dentro, a galeria Adriana Varejão abriga as obras da artista; do lado de fora, o “edifício cego”, do arquiteto Rodrigo Cerviño, dialoga com a paisagem (Foto: Cesar Kobayashi)

Das 23 galerias, 4 são usadas para exposições temporárias e 19 são permanentes, dedicadas a obras de grandes nomes da arte, como:

  • Hélio Oiticica & Neville d’Almeida;
  • Rivane Neuenschwander;
  • Miguel Rio Branco;
  • William Kentridge;
  • Matthew Barney;
  • Claudia Andujar;
  • Adriana Varejão;
  • Carlos Garaicoa;
  • Carroll Dunham;
  • Cristina Iglesias;
  • Valeska Soares;
  • Cildo Meireles;
  • Doris Salcedo;
  • Victor Grippo;
  • Marilá Dardot;
  • Doug Aitken;
  • Lygia Pape;
  • Tunga.

Embora os visitantes possam apreciar as obras de diversas linguagens artísticas que fazem parte da coleção, o acervo inclui principalmente criações de grande escala e instalações site specific — ou seja, criadas para um ambiente específico.

Um exemplo desse tipo é a galeria Sonic Pavilion (2009), do artista Doug Aitken. A partir da sua experiência no Instituto Inhotim, ele projetou essa obra, que conta com um orifício de mais de 200 m de profundidade para captar os sons da terra. 

Os visitantes podem ouvir os ruídos em tempo real e, simultaneamente, contemplar a paisagem nítida ou distorcida pelos vidros.

Pavilhão de vidro e aço, revestido por uma película plástica que distorce a paisagem vista de dentro
Pavilhão de vidro e aço, revestido por uma película plástica que distorce a paisagem vista de dentro (Foto: Otávio Nogueira)

Um jardim botânico como convite à contemplação

Por estar inserido em uma área que faz parte de dois biomas ricos em biodiversidade — a Mata Atlântica e o Cerrado —, o Instituto Inhotim se tornou abrigo para diversas espécies. Além disso, há um campo usado para pesquisas científicas, ações de conservação e educação ambiental.

Os jardins começaram a ser construídos durante os anos 1980, sob a liderança de Pedro Nehring, que até hoje cuida do paisagismo da instituição. Mas foi apenas em 2010 que ganhou o nome oficial de Jardim Botânico.

O jardim exuberante proporciona um contato diferenciado com a natureza
O jardim exuberante proporciona um contato diferenciado com a natureza (Foto: Otávio Nogueira)

No total, ele conta com mais de 4,3 mil espécies nativas e exóticas, espalhadas pelos seus mais de 140 hectares de área de visitação e 250 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN).

Toda essa beleza natural pode ser apreciada em uma caminhada pelo parque, cujas galerias e obras estão rodeadas de grandes destaques botânicos. 

Ainda é possível conhecer os jardins temáticos, que oferecem experiências multissensoriais aos visitantes.

O que é preciso saber antes de ir ao Instituto Inhotim

Para fazer uma visita ao parque, é preciso garantir seu ingresso antecipadamente

Além disso, na última sexta-feira de cada mês (exceto feriados), a entrada é gratuita, com retirada prévia de ingresso.

Como a área do parque é bem extensa, o Instituto Inhotim oferece transporte interno, feito por meio de carrinhos elétricos. 

O serviço é gratuito para pessoas com deficiência e crianças de até cinco anos. Leva os visitantes para explorar diferentes partes, percorrendo rotas predeterminadas.

Não é recomendado levar alimentos por conta da conservação do espaço. Porém, você encontra por lá vários pontos de alimentação para o almoço ou um lanche.

É difícil encontrar alguém que não tenha gostado de visitar o Instituto Inhotim. Afinal, não é preciso ser nenhum especialista para aproveitar essa experiência única.

Com tanta coisa para apreciar, um dia não costuma ser suficiente. Se possível, reserve pelo menos dois dias para curtir a atmosfera que só a instituição tem, com a mistura de arte e natureza.

Ficou ansioso para conhecer esse paraíso? Então, faça uma visita virtual ao Instituto Inhotim e sinta um gostinho do que você vai encontrar por lá!

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