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Tecnologia, iluminação e criatividade: saiba mais sobre o estilo único de Norman Foster

18/09/2019

Descubra mais sobre a carreira de Norman Foster e conheça as principais obras do arquiteto vencedor do Pritzker de 1999.

Reverenciado como um dos principais nomes da arquitetura high-tech, o britânico Norman Foster construiu sua reputação ao longo de mais de 4 décadas de trabalhos, ele utiliza o aço e o vidro em construções contemporâneas e aproveita a iluminação natural de forma criativa e ousada.

Também conhecido como o Barão do Rio Tâmisa, graças ao título concedido pela coroa britânica, Foster é o fundador do escritório de arquitetura Foster + Partners e tem projetos de sua autoria espalhados por todo o mundo. Ele foi reconhecido por dezenas de prêmios ao longo de sua carreira, incluindo o Pritzker, em 1999, que é considerado o Oscar da arquitetura.

Neste artigo, vamos contar um pouco mais sobre a carreira, vida, estilo e obras de Norman Foster, além da importância desse arquiteto como referência para outros profissionais da área. Boa leitura!

As origens de Norman Foster

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Projeto do arquiteto Norman Foster na cidade de Londres

Nascido em 1935 na região de Reddish, um distrito da cidade de Stockport, Norman Foster foi o filho único de Robert e Lilian Foster, um casal da classe trabalhadora inglesa com raízes modestas que vivia em relativa pobreza. Pouco depois da chegada da criança, eles se mudaram para Levenshulme, cidade próxima à metrópole de Manchester, onde Foster passou sua infância e adolescência.

Enquanto seu pai trabalhava por longos turnos em uma fábrica de equipamentos elétricos industriais, sua mãe era empregada em uma padaria, o que fazia com que o jovem Foster passasse mais tempo sob cuidados de vizinhos e parentes do que pelos próprios pais.

Aos 16 anos, ele largou os estudos e foi aprovado em uma vaga para a prefeitura da cidade de Manchester, onde teve seu primeiro emprego como escrivão no setor financeiro da administração pública local. Pouco depois disso serviu na RAF (Royal Air Force), a força aérea britânica, onde permaneceu até completar 18 anos, em 1953.

Ao retornar para Manchester, buscou por trabalho em várias empresas em diversas funções. Acabou admitido como assistente administrativo de contratos em um escritório local de arquitetura, o John E. Beardshaw and Partners. Apesar de sempre ter demonstrado talento e interesse na área, foi lá que Foster deu seus primeiros passos como profissional: elaborou um portfólio de projetos que impressionou Beardshaw e foi promovido para a função de desenhista.

Em 1956, ele ingressou no curso de arquitetura da Faculdade de Manchester. Para pagar seus estudos, acumulou trabalhos em sorveterias, padarias e até como segurança de boates. Graduou-se em 1961 e conseguiu uma bolsa para a Faculdade de Yale, nos Estados Unidos, onde conheceu seus futuros parceiros Richard Rogers e Su (Susan) Brumwell, que eram casados.

O começo da carreira

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Arranha-céu feito pelo arquiteto Norman Foster na cidade de Londres

Norman Foster voltou dos Estados Unidos em 1963 e fundou seu próprio escritório de arquitetura, o Team 4, que também tinha como sócios os amigos Richard Rogers, Su Brumwell e Wendy Cheesman, que era ex-namorada de Rogers. Inicialmente, a irmã de Wendy, Georgie Walton, também participou da empreitada, já que era a única arquiteta licenciada no grupo, mas deixou o grupo após alguns meses e construiu uma carreira sólida por conta própria.

Wendy se casou com Norman Foster em 1964 e, após a dissolução da Team 4 em 1967, continuou como sócia e parceira na Foster Associates, até falecer em decorrência de um câncer em 1989.

No período da Team 4, Norman se dedicou a projetos industriais e participou da concepção de algumas residências com Su e Richard Rogers. Mas a ascensão de sua carreira só aconteceria de fato com o projeto do Centro de Artes Visuais de Sainsbury’s, um trabalho realizado em parceria com Wendy que começou em 1974 e foi concluído em 1978.

Com paredes envidraçadas, uma estrutura de aço aparente e uma área interna ampla e naturalmente iluminada, o Centro de Artes Visuais de Sainsbury’s já tinha as características que predominariam por toda a carreira de Foster. Na sequência, ele emplacou projetos importantes como o imponente prédio do banco HSBC em Hong Kong e o terminal de passageiros do Aeroporto Stansted de Londres, que se destaca pelo teto “flutuante”, que remete ao voo de um cisne.

Reconhecimento global

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Detalhes do projeto de Norman Foster na cidade de Londres

Já estabelecido como vanguarda e um dos principais nomes da arquitetura high-tech, Foster passou a assinar diversos projetos de relevância internacional, como a simbólica restauração do Reichstag, o prédio do parlamento alemão, após a reunificação do país em 1992.

Mantendo boa parte das características clássicas da construção histórica, Foster elaborou um domo de vidro no centro do edifício que remete à cúpula original de 1984 e é aberto a visitantes, que vão até lá para desfrutar de uma vista panorâmica de Berlim. Na mesma época, Foster também assinou o projeto do Aeroporto Internacional de Hong Kong, que ainda hoje é um dos mais movimentados da Ásia.

Em meio a vários outros trabalhos de Foster nos anos seguintes, é possível destacar também o 30 St Mary Axe, um arranha-céu que se destaca no distrito financeiro de Londres pela fachada de vidro cortada por linhas de aço e o formato peculiar, que lhe rendeu o apelido de “Gherkin”, que é pepino em português.

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Cápsula projetada por Norman Foster na cidade de Berlim, Alemanha

Mais recentemente, Foster trabalho em parceria com Steve Jobs para o projeto do impressionante Apple Park, um edifício em formato de anel em Cupertino, Califórnia, que é a sede global da Apple desde 2017. Com apenas 4 andares acima do solo e 3 subterrâneos, o Apple Park é um extenso círculo que ocupa uma área de 260.000m². As paredes são todas de vidro e o prédio é integrado a vegetação local, com um parque de 12 hectares no seu centro.

Inaugurada no mesmo ano do Apple Park, a estação de Metrô da Universidade de York, no Canadá, é outro projeto recente da Foster + Partners, uma construção em formato de bumerangue com janelas imensas de vidro que aproveitam a iluminação do sol ao mesmo tempo em que os seus ocupantes se protegem do frio e da neve no exterior.

Ao longo dos anos, Foster foi reconhecido em diversas premiações, como a medalha de ouro do Instituto Americano de Arquitetos (AIA), o Prêmio Stirling de 1998 pelo Museu Imperial de Guerra na Inglaterra, o desejado Pritzker em 1999, o Aga Khan de arquitetura na Malásia e o prêmio de arte Princesa das Astúrias em 2007 na Espanha, entre outros.

Próximos projetos

Sem perspectivas de se aposentar, Norman Foster continua ativo na Foster + Partners e tem vários projetos propostos ou em construção, como a U2 Tower em Dublin, o complexo Oceanside em São Francisco e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Além deles, o escritório também participa de exposições de arquitetura e teve grande destaque com seu projeto para uma capela no Pavilhão do Vaticano da Bienal de Arquitetura de Veneza. Baseado na Transenna, uma divisória vazada comum em igrejas antigas, a capela é uma construção imponente e, ao mesmo tempo, acolhedora, com luzes e sombras difusas que favorecem a contemplação.

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