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Arquitetura Contemporânea

14/06/2021

Caderno de Ensaios Portobello | Um novo olhar sobre o Nero Venato, que permite releituras e interpretações surpreendentes, abrindo possibilidades para a criatividade.

“É necessário encontrar o equilíbrio certo entre o controle da experiência espacial e uma liberdade para permitir que as coisas aconteçam”, disse Álvaro Siza. O arquiteto português, prêmio Pritzker de 1992, verbaliza uma série de elementos fundamentais da arquitetura contemporânea: equilíbrio, experiência, espaço e, principalmente, liberdade.

A arquitetura contemporânea vai muito além de linhas retas e minimalismo. Mais do que forma e função, é conceito. Mais do que pensamento, é emoção. Mudança interior que nos leva ao futuro. Reflexo da cultura contemporânea: questionadora, inovadora, desejante. Não apenas um estilo, mas um momento no tempo – este exato momento.

No nosso país tropical, bonito por natureza, a arquitetura contemporânea se desenvolveu como uma evolução da moderna. De todos os lugares do mundo, foi por aqui que os conceitos de Le Corbusier mais ganharam graça. As sensuais curvas de concreto de Niemeyer. A valorização da cultura de Lina. A grandeza de Lucio Costa. O brutalismo de Paulo Mendes da Rocha. Um pouco mais tarde, o colorido de Ruy Ohtake.

E na virada do século 20 para o 21, uma nova geração de arquitetos brasileiros. Os nossos talentos renovados. Isay Weinfeld e Márcio Kogan ganham relevância internacional, amplificada pelo mundo conectado. Em suas arquiteturas, estão presentes todos os preceitos do modernismo. Rejeição ao ornamento, minimalismo, forma que segue a função. 

Porém, com mais delicadeza. Uma escala mais humana, talvez. Seria um sopro de liberdade, que instigou arquitetos a quebrar mais as regras? Se a segunda metade do século 20 foi marcada pela industrialização, e a decorrente burocratização da vida humana, o século 21 parece trazer ventos mais leves. A evolução tecnológica criou um mundo sem limites.

Por ser fruto da moderna, a arquitetura contemporânea brasileira tem como seu principal material o concreto. Mas por que não explorar outras matérias? A nossa rica variedade de madeiras nobres. As pedras naturais e suas texturas. Fibras trançadas pelos nossos artesãos. De repente, a arquitetura oferece liberdade para permitir que as coisas aconteçam, como disse Siza.

É nesse contexto que se toma um rumo inesperado. O mármore, clássico dos clássicos, encontra seu lugar na arquitetura contemporânea. Até então sinônimo da arquitetura clássica italiana e do luxo dos palácios franceses, a matéria ganha interpretação completamente nova. Passa a esbanjar contemporaneidade. Leveza e solidez.

Mármores que revelam desenhos expressivos e tons intensos se tornam cada vez mais presentes na arquitetura contemporânea. São ferramentas potentes para evidenciar volumes. E também refletem autenticidade. Sem medo de expressar um lado exótico. É possível ousar com o clássico, pois o clássico mais do que permite, ele sustenta a ousadia.

Um passeio pela casa contemporânea também é um passeio pelo nosso imaginário. Ao caminhar pelo espaço físico, entendemos que a casa é uma extensão de seu arquiteto e, principalmente, de seus moradores. Materialização dos nossos pensamentos, dos nossos gostos, dos nossos sonhos. 

Seja clássico, seja contemporâneo, ou, mais provavelmente, uma mistura dos dois. Não importa o estilo, importa a visão. A mistura de estilos torna a arquitetura mais do que contemporânea. Uma arquitetura autêntica.

Um novo olhar sobre o Nero Venato, que permite releituras e interpretações surpreendentes, abrindo possibilidades para a criatividade.

Os veios orgânicos do mármore, que correm como fios de água, valorizam as linhas retas. O brilho da superfície surpreende pela sobriedade, quando livre da combinação com outros ornamentos. Os mármore negros complementam o cinza do concreto. Ao lado da madeira clara, geram tal contraste que só pode ser caracterizado como contemporâneo.

O dourado deixa de ser sinônimo de um luxo vazio, de aparências, para evocar a beleza do mundo mineral, em sua essência. A natureza em seus mais intensos tons, inclusive os metalizados, cintilantes. Em contraste com o preto, evoca a escuridão de uma caverna, ou de uma noite estrelada. 

Assim, o Black and Gold do mármore Nero Venato ganha espaço na arquitetura contemporânea. Seus veios que formam desenhos tão irregulares como a vida. Os “rios” em branco e dourado têm espaço para percorrer seus caminhos em grandes superfícies nas Lastras de porcelanato. 

Nessa proposta, a estética do mármore se encontra com outro preceito da arquitetura contemporânea: a sustentabilidade. Afinal, é urgente no presente construir o futuro. E só é possível imaginar um futuro em que a matéria para a arquitetura tenha origem social e ambientalmente responsável.

A Lastra de Nero Venato se apresenta no formato que pede a arquitetura contemporânea. Sua elegante proporção retangular amplia possibilidades. Revestir, mobiliar, decorar. Evidenciar volumes pontuais ou criar imensas superfícies contínuas, a serviço da imaginação.

A liberdade possibilita mais criatividade. Para explorar e transformar a matéria. Para combinações inusitadas, desenhos e cores. Para evidenciar volumes. Para criar uma composição nunca antes feita. Nunca antes imaginada. Com profundas raízes no modernismo, mas aberta ao novo, sempre.

Para uma arquitetura sem limites, a matéria. Sustentável. Expressiva. Múltiplas possibilidades para materializar o que a emoção desejar.

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