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Museu Imperial, na Região Serrana do Rio de Janeiro, abriga grande acervo dos tempos da monarquia no Brasil (Foto: L.Rodrigo)

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Museu Imperial: uma viagem ao Brasil dos oitocentos

24/11/2021

Conheça a história do Museu Imperial, saiba como é seu acervo e como visitar presencial ou virtualmente!

Quando falamos em museus, logo vem à mente uma parede cheia de quadros. Mas esse pode ser um lugar bem diferente, como é o caso do Museu Imperial.

Isso porque ele era o Palácio Imperial, onde Dom Pedro II e sua família passavam o verão. Sendo assim, permite conhecer mais da história do Brasil.

O acervo com cerca de 300 mil exemplares reúne mobília, vestimentas, livros e cartas, entre outros objetos que marcaram a monarquia por aqui.

E a visita vale a pena: a construção em si está muito preservada e é possível observar o estilo neoclássico em cada detalhe.

São vários os atrativos. Pisos de mármore e detalhes em madeiras de lei como jacarandá, cedro e pau-rosa, além de um belo jardim externo.

Tudo isso pode ser admirado em uma visita ao Museu Imperial, seja ela presencial ou virtual! Saiba mais nas linhas a seguir.

De Palácio a Museu Imperial: a história da residência de verão de Dom Pedro II

A história do Museu Imperial se confunde com a do Brasil. Afinal, tudo começou no século XIX, quando Dom Pedro I viajou para Vila Rica, em Minas Gerais, em busca de apoio para a independência.

Pelo caminho, ele encontrou uma região cercada pela Mata Atlântica, com clima mais parecido com o europeu. 

Anos depois, comprou a Fazenda do Córrego Seco com a intenção de construir um palácio. No entanto, uma crise política fez o imperador voltar a Portugal, onde passou o restante dos seus dias.

Museu Imperial visto de longe, em 1855
Museu Imperial visto de longe, em 1855 (Arte: Agostinho José da Mota)

Palácio Imperial foi construído sob supervisão de Dom Pedro II

A propriedade que Dom Pedro I adquiriu ficou de herança para seu filho, Dom Pedro II, que seguiu com seus planos e mandou construir uma residência de verão para a família imperial.

Para começar, ele assinou um decreto, em 1843, criando a cidade de Petrópolis. Então, convocou profissionais para realizar construções, como engenheiros, e imigrantes europeus para habitar a região.

Escultura de Dom Pedro II enfeita jardins do Museu Imperial
Escultura de Dom Pedro II enfeita jardins do Museu Imperial (Foto: Filipo Tardim)

O local escolhido fica na Região Serrana do Rio de Janeiro. A cidade é delimitada pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos, cheio de quedas d’água e picos encobertos por vegetação.

Isso faz com que as temperaturas sejam mais amenas e agradáveis. Assim, mostrou-se uma boa opção para a construção de um refúgio para os dias quentes de verão.

Obras duraram mais de 15 anos e tiveram colaboração de grandes nomes

As obras do Palácio Imperial começaram em 1845 e terminaram em 1862. O projeto original é do major Julius Friedrich Koeler, que foi engenheiro e superintendente da Fazenda Imperial. 

Quando ele faleceu, Cristóforo Bonini fez modificações, como a inclusão de um pórtico de granito no corpo central do prédio.

A conclusão da construção em estilo neoclássico ficou a cargo dos arquitetos João Guillobel e José Maria Rebello, ligados à Academia Imperial de Belas Artes. 

Para a decoração, a colaboração foi de Manuel de Araújo Porto-Alegre. 

Já o paisagismo ficou sob responsabilidade de Jean-Baptiste Binot, orientado por Dom Pedro II. O Palácio Imperial conta com 44 cômodos, duas alas, corpo central e sobrado.

Museu Imperial surgiu do desejo de preservar a história

Depois da Proclamação da República, em 1889, a família imperial foi banida do Brasil, o que impactou a história do Museu Imperial.

A partir de 1893, a Princesa Isabel passou a alugar a propriedade para instituições de ensino. Com isso, grande parte do acervo foi para outro local.

Em uma dessas instituições (São Vicente de Paulo), estudou Alcindo de Azevedo Sodré, um apaixonado por história. 

Ele tinha o sonho de transformar o espaço em um museu. E foi graças a ele que, em 1940, Getúlio Vargas assinou um decreto que transformou o edifício em Museu Imperial.

O próprio Sodré se tornou diretor da instituição, coordenando uma equipe técnica que estudou a história do palácio para registrar cada detalhe. O projeto contou ainda com doações de colecionadores nacionais.

Foi então que, em 1943, o Museu Imperial foi inaugurado, para que toda a população tivesse acesso à história e ao acervo reunido. 

Atualmente, é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), ligado ao Governo Federal.

Acervo do Museu Imperial reúne peças de diferentes tipos

O palácio, em si, é uma verdadeira obra de arte. Não é à toa que é preciso calçar as famosas pantufas do Museu Imperial para entrar. 

Todo cuidado é para preservar as estruturas, como o piso da entrada, em mármores de Carrara e preto, vindos da Bélgica.

É no Museu Imperial que encontramos o principal acervo do país da época do império, principalmente ligado ao que chamamos de Segundo Reinado.

São quase 300 mil itens museológicos, bibliográficos e arquivísticos. Além de móveis e tapeçarias, é possível ver de perto coroas, joias, trajes e até a caneta de pena usada pela Princesa Isabel na assinatura da Lei Áurea.

Museu Imperial é dividido em diferentes espaços

Os principais objetos estão no palácio. Há espaços que reproduzem os aposentos da família imperial, como o gabinete de estudos do imperador e a sala de música. Também há exibição de joias e insígnias imperiais.

E há muito mais para ver e aprender em outros espaços do Museu Imperial. No arquivo histórico, são cerca de 200 mil documentos originais. Eles podem ser consultados por estudantes, pesquisadores e historiadores, mediante agendamento.

A biblioteca é um local cheio de história. São aproximadamente 60 mil títulos, que incluem jornais, revistas e catálogos. Entre os destaques estão obras raras, como livros com encadernação de luxo, que pertenceram à família imperial.

Além dos objetos expostos de forma permanente, exposições temporárias dão a oportunidade de conhecer obras da reserva técnica do Museu Imperial.

Outro ambiente interessante é o pavilhão das viaturas, que reúne uma coleção do século XIX. Na época do império, esse era o local onde ficavam escravos e funcionários de serviços gerais, além de mantimentos e instrumentos de trabalho.

Além de diferentes espécies, jardins do palácio dão lugar a esculturas e fontes
Além de diferentes espécies, jardins do palácio dão lugar a esculturas e fontes (Foto: Naty Castro)

Também vale a pena visitar os jardins, que até hoje contam com mais de 100 espécies, incluindo exemplares importados de 15 regiões do mundo. Ainda é possível observar fontes e esculturas, como a do próprio Dom Pedro II.

Ao fazer uma visita ao Museu Imperial, repare ao redor da construção, que tem árvores exóticas, como espécies vindas da ilha de Madagascar.

Descubra como visitar o Museu Imperial

O complexo do Museu Imperial funciona de terça a sábado, exceto feriados. Para visitar o palácio, que é a atração principal, é necessário agendar.

Lembramos que todas as informações sobre visitas, a seguir, devem ser conferidas aqui neste site. Pois pode acontecer mudanças de horários e organização.

A medida começou a valer por causa das exigências de distanciamento social impostas pela pandemia de Covid-19. Isso quer dizer que o acesso pode mudar assim que as restrições diminuírem.

Por enquanto, o agendamento é feito por telefone. É preciso ligar na semana em que se pretende fazer a visita, já que a agenda abre semanalmente. 

Detalhes do exterior do Palácio Imperial, parte do complexo do Museu Imperial
Museu Imperial, na Região Serrana do Rio de Janeiro, abriga grande acervo dos tempos da monarquia no Brasil (Foto: L.Rodrigo) Detalhes do exterior do Palácio Imperial, parte do complexo do Museu Imperial (Foto: Gisela Moreira Mendes de Oliveira)

Também é importante lembrar que não é possível agendar no dia da visita. E se tiver um guia de turismo, o profissional só poderá acompanhar até três pessoas por vez.

A recomendação é chegar 20 minutos antes do horário agendado para pagar e retirar os ingressos. O pagamento só pode ser efetuado em dinheiro.

Para quem mora em Petrópolis, há a opção de visitar o Museu Imperial às quartas-feiras gratuitamente, mediante comprovação de residência.

Palácio

É a principal construção do complexo, onde se pode observar a mobília, as vestimentas e outros objetos ligados à família imperial brasileira.

  • terça a sábado, das 10h às 16h;
  • limite de 50 visitantes por hora;
  • agendamento de segunda a sexta, das 9h às 17h, pelos telefones (24) 2233-0313 e (24) 2233-0345;
  • preços: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Jardins

Do lado de fora, podem ser acessados para a observação de cerca de 100 espécies.

  • terça a sábado, das 8h às 17h;
  • entrada gratuita.

Pavilhão das viaturas

Um anexo com viaturas do século XIX.

Coleção de viaturas também faz parte do complexo do Museu Imperial
Coleção de viaturas também faz parte do complexo do Museu Imperial (Foto: Alexandre Machado)
  • terça a sábado, das 10h às 17h;
  • entrada gratuita.

Loja/cafeteria

Para comprar lembrancinhas ou fazer um lanche.

  • terça a sábado, das 10h às 18h.
museu imperial
Imagens incríveis do tour virtual do Museu Imperial (Imagem extraída do Tour virtual do Museu Imperial)

O melhor é conhecer presenciamente e viajar no tempo ao visitar o Museu Imperial. Mas há outra alternativa para conhecer a história e o acervo. Em 2010, com o início do Projeto de Digitalização do Museu Imperial (Dami), boa parte das obras começou a ser disponibilizada online. É possível visualizar tudo no tour virtual, que é gratuito!

Foto de destaque: Museu Imperial, na Região Serrana do Rio de Janeiro, abriga grande acervo dos tempos da monarquia no Brasil (Foto: L.Rodrigo)

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