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As juntas para porcelanato ajudam a proteger o revestimento cerâmico e contribuem para o design do projeto (Projeto: Portobello S.A.)

Conteúdo Técnica

Juntas para porcelanato: tudo o que você precisa saber sobre o assunto

02/08/2021

Descubra quais são os diferentes tipos de juntas para porcelanato e confira dicas importantes a respeito desse assunto!

No momento de assentar revestimentos cerâmicos, é preciso pensar em vários pontos, que vão além da estética do produto escolhido. Por exemplo, as juntas para porcelanato são questões técnicas importantes e ajudam a dar um charme extra ao ambiente. 

Se preferir, clique no play abaixo para ouvir o artigo completo:

Dependendo das bordas — que podem ser bold ou retificadas —, as juntas podem ser mais ou menos visíveis. Ainda existe a polêmica junta seca. Quer entender melhor todas essas possibilidades? Continue a leitura deste artigo! 

O que são as juntas para porcelanato? 

Basicamente, as juntas para porcelanato são aqueles espaços vazios que ficam entre as peças do revestimento. 

Essas juntas de assentamento servem para absorver as pequenas deformações da peça. As peças, por mais que sejam retificadas, apresentam uma pequena diferença de tamanho e uma certa curvatura lateral e central, além de empeno de ponta, que são admissíveis por norma.

Se esses revestimentos forem assentados com junta seca, a estética ficará ruim. Então, essas juntas servem única e exclusivamente para absorver essas tensões e para que o plano fique harmônico.

Quem define o tamanho da junta é o fabricante. Por isso, é importante considerar essa questão, avaliando se o porcelanato que será aplicado é bold ou retificado.

Quais são os principais tipos de juntas para porcelanato? 

Existem diferentes tipos de juntas para porcelanato, cada um com suas características e indicações. Vamos ver em detalhes. 

Juntas de assentamento 

São os espaços entre os revestimentos cerâmicos, que geralmente são preenchidos com rejunte ou argamassa. 

Essas juntas ajudam a absorver parte das deformações dos produtos, permitem que as diferenças dimensionais entre as peças sejam compensadas e facilitam na hora de trocar as placas, evitando danificar as demais. 

A largura depende das orientações do fabricante e da paginação do ambiente. Em geral, essa medida pode variar de 1 a 10 mm, mas em algumas situações pode chegar a até 5 cm.  

As juntas de assentamento em fachadas devem ter espessura iguais às dos pisos. O que muda é que é preciso incluir a junta de movimentação. 

As juntas para porcelanato devem ser planejadas adequadamente, sempre considerando as indicações do fabricante e a paginação a ser adotada
As juntas para porcelanato devem ser planejadas adequadamente, sempre considerando as indicações do fabricante e a paginação a ser adotada (Projeto: Portobello S.A.

Juntas de movimentação 

São os espaços regulares que definem as divisões da superfície coberta com revestimentos cerâmicos. 

A principal função é aliviar as tensões originadas pela movimentação da base, onde é aplicado o produto, ou pela própria expansão das peças. 

Assim, caso haja movimentação estrutural, alteração térmica ou mudança de revestimento, o porcelanato não sofrerá danos. 

Em pisos de áreas internas, essas juntas devem aparecer a cada 32 m² ou quando uma das dimensões for maior que 8 m. Em áreas externas, a cada 20 m² ou quando uma das dimensões for maior que 4 m. 

Em paredes de áreas internas, também devem aparecer a cada 32 m² ou quando uma das dimensões for maior que 8 m. Em áreas externas, a cada 3 m (alinhado com o fundo da viga) na horizontal e a cada 6 m na vertical, no máximo. 

As juntas de movimentação devem ter uma profundidade de 2/3 da espessura do reboco e entre 10 a 15 mm de largura. Ainda é importante conferir as orientações da NBR 8214 sobre as dimensões e larguras da junta e a altura do selante. 

A indicação é que sejam previstas e dimensionadas na fase de projeto. Mesmo que essas medidas que sugerimos sejam usuais, procure respeitar as características específicas da sua obra e também as indicações do fabricante. 

Essas orientações estão presentes nas normas, mas o ideal é sempre contar com a análise do projetista estrutural para definir a localização exata de cada junta de movimentação, pois esse valor pode ser muito para algumas obras e pouco para outras.

Como fazer 

Para fazê-las, é indispensável contar com um projeto elaborado por um especialista, que indique a posição correta. 

Quando mal feitas, podem ocasionar infiltrações e, ao invés de o espaço ser um ponto de alívio das tensões, vai concentrar pressão. Assim, os revestimentos cerâmicos acabarão se descolando e vão tentar se movimentar.  

Portanto, é fundamental que o porcelanato seja bem estruturado e selado com um material que tenha alguma flexibilidade. Caso contrário, você poderá enfrentar problemas na obra.  

Os pisos não são selados, mas vedados; então, mesmo que a água penetre, ela não gerará fissuras. 

As paredes também precisam de atenção especial em relação às juntas para porcelanato
As paredes também precisam de atenção especial em relação às juntas para porcelanato (Projeto: Portobello S.A.

Juntas de dessolidarização 

São espaços regulares que têm a função de subdividir o revestimento do piso de forma a aliviar as tensões provocadas pelas movimentações da base ou do próprio produto. 

Essas juntas ficam situadas em mudanças de planos — como as quinas de paredes internas e externas — e perímetros das áreas revestidas. Assim, auxiliam na absorção das movimentações das estruturas. 

Elas precisam ser dimensionadas em função das movimentações previstas para o revestimento e da deformabilidade admissível do selante (em torno de 5 a 20 mm). 

Recomenda-se prever uma junta de dessolidarização no encontro entre piso e parede com espessura mínima de 5 mm.  

Em lajes com vãos superiores a 7 m e espessura inferior a 12 cm, ela deve ser preenchida com selante elastomérico à base de poliuretano. 

Nos locais onde não há assentamento de revestimento de parede, é possível deixá-la livre, sem preenchimento. Para escondê-la, você pode usar rodapés. 

Juntas de dilatação ou estruturais 

São espaços previstos no projeto estrutural que garantem a segurança da obra em relação às cargas mecânicas.  

As juntas desse tipo atravessam todo o piso e têm uma largura especificada já no projeto estrutural. Devem, portanto, ser respeitadas integralmente. 

Precisam estar bem uniformes, com profundidade praticamente igual à da espessura das placas. 

Se houver juntas estruturais, devem ser respeitadas. Ou seja, não se deve assentar revestimento cerâmico sobre elas, pois o produto não aguentará as solicitações e acabará se rompendo. 

E a junta seca? 

Basicamente, a junta seca consiste em encostar um revestimento no outro, dispensando a necessidade da junta de assentamento.  

O problema é que essa junta destaca qualquer irregularidade que o revestimento possa ter, como um empeno de ponta, uma curvatura lateral mais acentuada ou uma diferença dimensional.

Para evitar esses problemas e conseguir uma estética mais agradável é que se recomenda o uso da junta de assentamento.

A junta de assentamento ajuda a deixar a estética mais agradável, melhorando o efeito geral da sua decoração
A junta de assentamento ajuda a deixar a estética mais agradável, melhorando o efeito geral da sua decoração (Projeto: Portobello S.A.

Assim, é fundamental sempre seguir a orientação do fabricante na hora de definir o tamanho da junta de assentamento e, se possível, preferir a junta mínima. 

Trata-se de uma junta mais “fininha”, com quase nenhum impacto visual, mas capaz de manter seguro o seu assentamento. 

Além disso, a junta seca nunca deve ser usada em situações específicas, como:   

  • em saunas, lareiras, churrasqueiras, câmaras frias e pisos aquecidos; 
  • assentamentos sobre paredes de gesso acartonado (drywall); 
  • coberturas de pisos ou revestimentos existentes. 

Nos casos acima, é importante deixar pelo menos 1,5 mm, que é suficiente para garantir as movimentações do revestimento. 

Como calcular a junta para assentamento de porcelanato? 

As placas cerâmicas têm variações geométricas admissíveis dentro de um mesmo lote, como tamanho, esquadro, empeno e retitude lateral. Quanto maiores forem as diferenças, maior deverá ser a largura do rejunte. 

Nesse sentido, trabalhar com juntas mais finas que o indicado pelo fabricante acabará realçando essas imperfeições. Portanto, na hora do cálculo, sempre observe as indicações da empresa que produziu a peça que você escolheu. 

Sempre considere as especificações do fabricante na hora de calcular as juntas de assentamento, garantindo beleza e durabilidade
Sempre considere as especificações do fabricante na hora de calcular as juntas de assentamento, garantindo beleza e durabilidade (Projeto: Portobello S.A.

No caso dos produtos Portobello, você pode conferir esse valor no site, na embalagem do porcelanato, no especificador virtual ou com um representante comercial da marca. 

A seguir, reunimos algumas orientações gerais que podem ajudar:  

  • porcelanato técnico e esmaltado retificado: junta mínima de 1,5 mm; 
  • porcelanato esmaltado bold: junta mínima de 3 mm; 
  • monoporosa retificada: junta mínima de 1 mm; 
  • monoporosa bold: junta mínima de 1,5 mm; 
  • semiporoso: junta mínima de 3 ou 5 mm; 
  • grês: junta mínima de 3 ou 5 mm. 

Para fazer o assentamento com o tamanho adequado de juntas, você pode usar niveladores. Eles facilitam o alinhamento entre as peças, proporcionando beleza e produtividade. 

Os niveladores da Portobello têm 1,5 mm de espessura, ou seja, são ideais para as juntas de assentamento dos porcelanatos retificados.  

No entanto, eles são indicados para produtos com até 12 mm de espessura, exceto aqueles com relevo superficial.  

Nos casos em que a junta de assentamento mínima é maior que 1,5 mm, ainda é possível usar um espaçador junto do nivelador. 

Depois dessas informações, você já sabe tudo sobre as juntas para porcelanato? Então, aproveite para ler o nosso conteúdo com dicas importantes para o assentamento de grandes formatos

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