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O que é a inteligência espacial e como arquitetos podem desenvolvê-la?

13/11/2017

Quanto mais refinada for a sua inteligência espacial, melhor será o seu trabalho. Explicaremos o que é ela e como você pode aprimorá-la de maneiras simples!

Já se perguntou como você ou os arquitetos que admira são capazes de idealizar projetos arquitetônicos e de decoração (e até projetar cidades inteiras)? Essa habilidade está relacionado à inteligência espacial.

Quanto mais refiada for a sua, melhor será o seu trabalho. Neste artigo, vamos explicar o que é ela e como você pode aprimorá-la de maneiras simples!

O que é a inteligência espacial e como ela está relacionada à arquitetura?

Em 1983, Howard Gardner (PhD e professor de Educação e Psicologia na Universidade de Harvard) lançou o livro “Estruturas da mente — a teoria das múltiplas inteligências”. Com esse trabalho, ele modificou completamente a maneira como a comunidade acadêmica percebia a inteligência ou a genialidade. É desse estudo que surgiu o conceito de inteligência espacial.

Ela é um dos “tipos” de inteligência observados pelo professor Howard. Caso você tenha ficado curioso, as outras variações são: naturalista, musical, lógico-matemática, existencial, interpessoal, intrapessoal, corporal-sinestésica e linguística.

A inteligência espacial diz respeito à capacidade de perceber o mundo sob a perspectiva tridimensional, mental e fisicamente. Quem tem alta inteligência espacial consegue visualizar formas, reconhecer distâncias, imaginar cenários e até associar emoções a esses fatores com facilidade.

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É aquela pessoa que bate o olho em um mapa e já consegue localizar cada elemento em um só instante; imagina lugares e construções cheios de detalhes; esboça projetos e outros desenhos sem dificuldades etc.

Identificou-se? É porque muitas dessas características têm tudo a ver com arquitetos e decoradores. A arquitetura é justamente um dos ramos que mais exigem inteligência espacial, da mesma forma que a pintura, a engenharia e o design.

Pense só: construir ou reformar um prédio, decorar um ambiente ou até elaborar uma mobília são, antes de tudo, exercícios de imaginação. Quem é capaz de fazer isso concebe algo novo em um espaço onde antes não havia nada ou algo muito diferente. É preciso visualizar mentalmente o espaço muito bem e, depois, ainda conhecer os meios para materializar as ideias.

Definitivamente, isso não é tarefa fácil. Quanto mais apurada for a sua inteligência espacial, mais facilidade você terá em todos os princípios da arquitetura e da decoração. Se você é arquiteto, é porque já tem alguns traços acentuados dessa inteligência para idealizar e produzir projetos, mas sempre é possível melhorar.

Saiba como com as próximas dicas!

Como você pode melhorar a inteligência espacial?

Realçar sua inteligência espacial é mais simples do que você imagina. É possível refinar a sua até brincando! Veja:

Invista na visualização, seja 2D ou 3D

Você sabe bem que qualquer outra construção de qualidade não é erguida “do nada”. Antes que a obra comece a ser realizada efetivamente, é necessário traçar um bom projeto.

Além de serem imprescindíveis para a materialização da estrutura, os projetos são uma excelente chance para você afinar a inteligência espacial. Afinal, eles tratam da representação gráfica de uma realidade que, muitas vezes, sequer existe ainda.

Vale apostar em todos os tipos de projeto. As maquetes, por exemplo, são ótimas para colocar a mão na massa e miniaturizar o projeto quase na prática.

Na escola de Arquitetura, você certamente teve experiências com elas, mas não devem ser consideradas somente trabalho de estudante ou chamarizes de construtoras imobiliárias! Se você estiver com dificuldade em desenvolver partes de uma ideia arquitetônica, criar maquetes até de massinha, material extremamente intuitivo, pode ajudar.

Desenhar croquis ou projetar a partir do corte também são maneiras interessantes de lapidar a inteligência espacial, pois exigem pensar no espaço a partir das linhas mais básicas, mas já de olho no que ele vai se tornar quando estiver finalizado.

Grandes nomes como Oscar Niemeyer e Paulo Mendes Rocha, por exemplo, são famosos por seus croquis de ares minimalistas que traduzem a essência das construções finais.

Desenhar, desenhar, desenhar: uma ótima alternativa para desenvolver a inteligência espacial. Não reza a lenda que Niemeyer fazia desenhos em guardanapos para esboçar seus projetos?

A tecnologia é mais uma aliada para os arquitetos contemporâneos. A ascensão dos projetos 3D, realizados com ajuda de softwares como AutoCad e Revit, é mais uma opção para afiar a inteligência espacial. Também vale dar uma olhada no app Atelier Portobello, que permite brincar com formatos até no celular.

Embora forneçam uma série de recursos que, em certa medida, diminuem o trabalho do arquiteto (o que é muito bom para trazer praticidade), os programas exigem que você defina com cuidado materiais e medidas para alcançar o aspecto realista proposto por esse tipo de projeto.

Além disso, é uma oportunidade para “passear” visualmente pela obra antes de tirá-la do papel — ou da tela, nesse caso.

Visite o local dos projetos

A visualização 2D ou 3D do projeto é um recurso útil para treinar a inteligência espacial à distância. Mas “gastar a sola do sapato” é tão importante quanto essa inventividade.

Sempre que for possível, visite pessoalmente o local em que seu projeto será erguido. Ainda que você tenha feito uma visita virtual à locação, nada como pisar com seus próprios pés no lugar que vai receber algo criado por você!

O exercício de imaginação implicado nisso — quase enxergar o projeto tomando forma onde ele realmente estará — é poderoso. Ele implica “ver” a obra sem outros recursos que não sua própria mente.

Para trabalhos de decoração, essa dica é particularmente importante. Em um projeto 3D, você consegue ver cada detalhe de um cômodo, por exemplo, mas ele não permite que você verdadeiramente “sinta” o ambiente. Ou seja, que você perceba as particularidades da luminosidade, o espaço para circulação na prática e outros fatores relevantes.

Brinque!

Lembra que citamos maquetes de massinha quando ressaltamos a importância da visualização de projetos? Aquela era apenas a ponta do iceberg de possibilidades lúdicas para desenvolver a sua inteligência espacial.

Confira três atividades que podem ajudar:

1. Jogar xadrez

Seria necessário um espaço muito, muito maior que o ocupado pelas 1338 palavras deste texto para escrever a quantidade de jogadas possíveis em uma partida de xadrez. É um número tão grande que se aproxima do infinito, segundo estimativas do matemático Claude Shannon (1916 – 2001).

E o que isso tem a ver com inteligência espacial? Simples: cada jogada implica o estudo do espaço do tabuleiro e a previsão dos seus próprios movimentos e os do adversário. Isso significa um mundo de possibilidades de movimento que você precisa visualizar antes de dar o próximo passo.

Nada mais espacial e estratégico, não é?

2. Montar quebra-cabeças

O desafio de saber onde cada peça precisa se encaixar para montar uma imagem coerente não é estranho a nenhum arquiteto. Reservadas as devidas proporções, não é basicamente disso que se trata construir edificações?

Montar quebra-cabeças constantemente refina o pensamento espacial, já que exercita a capacidade de organizar o espaço segundo uma lógica. Servem tanto quebra-cabeças de figuras, inclusive online, quanto um bom e velho cubo mágico.

3. Explorar o Projeto Mola

Mola é um modelo interativo que simula todas as interações físicas que acontecem em uma estrutura.

Ele é formado por peças magnéticas, e permite simular com realismo diversas estruturas, como um pórtico plano e uma treliça plana.

4. Criar “palácios da memória”

Memória e inteligência espacial estão estreitamente relacionadas. Combinar as duas conscientemente é um movimento capaz de melhorar os dois campos ao mesmo tempo.

Eventualmente, isso é algo que todo mundo faz: “passear” por lugares na memória, como a casa da infância ou mesmo o prédio de onde acabou de sair. Tornar isso uma prática consciente é uma maneira de exercitar a imaginação para a percepção de espaços.

Crie “palácios mentais”, espaços que imagina e percorre em toda a extensão com tranquilidade.

Com essa prática, você ainda é capaz de reforçar a memória para recordar detalhes com facilidade. Na série da BBC Sherlock, que reimagina as investigações do detetive britânico homônimo, é justamente com a ajuda de “palácios mentais” que o protagonista resolve os mais complexos mistérios.

Ficou empolgado com essas possibilidades? Comece agora mesmo a aprimorar sua inteligência espacial! Aproveite também para seguir a Portobello nas redes sociais: FacebookTwitter e Instagram para mais dicas interessantes!

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