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Hideko Honma & Portobello: parceria enaltece a arte da cerâmica na nova coleção 2018

14/03/2018

A busca pela essência da simplicidade oriental, expressa e reinterpretada no minimalismo nórdico, que influencia o pensamento contemporâneo, provocou um encontro criativo entre a Portobello e Hideko Honma, ceramista que traz na alma a síntese do essencial na ligação entre o homem e a natureza. E o Archtrends traz exclusivamente a você a história de Hideko Honma e da parceria junto à Portobello para criar a nova linha Toki+, acompanhe!

O encontro entre o artesanal e o industrial,
Entre o manual e o tecnológico,
Entre o unitário e o plural.
Entre a consagrada ceramista brasileira
e o líder empresarial de revestimentos.
Entre Hideko Honma e Portobello!

Estamos falando da união de produtores de cerâmica que trabalham com a mesma essência: da valorização da natureza, do design e da arte, da simplicidade e da sofisticação, para compor peças de cores e texturas surpreendentes, a fim apresentá-las ao seu público na nova coleção 2018, durante a Expo Revestir.

A Portobello buscou uma releitura direta com o trabalho de Hideko por encontrar em suas peças a delicadeza e o minimalismo da arte japonesa com a utilização de materiais orgânicos, reaproveitados da natureza brasileira, e por sua criação ir além da produção de utilitários, em uma verdadeira transgressão para obras de arte!

Bio – Antes de a cerâmica se tornar a sua razão de viver, Hideko Honma foi professora de estética e história da arte. Hoje,  produz e vende suas peças em seu ateliê, localizado em Moema (SP), onde também ministra cursos. Ela é a primeira brasileira que fez uma exposição em Arita, berço da porcelana japonesa. E no decorrer de sua carreira, expõe suas peças no Brasil e no exterior e já chegou a produzir mil peças para o jantar de recepção ao príncipe herdeiro do Japão Naruhito. 

No Brasil, suas peças são vistas em diversos restaurantes, hotéis e resorts conceituados como Amadeus (SP), Mee – Copacabana Palace (RJ), Nôsu (SP), MOMA – Modern Mama Osteria (SP), Hotel Unique (SP), Ponta dos Ganchos (SC). Além de ser usadas por chefs renomados como Erick Jacquin, também apresentador do programa Master Chef e eleito. Atualmente o Chef Salvatore Loi encomenda chawans de Hideko para os seus vários restaurantes e neles serve suas receitas italianas impecáveis da região da Sardenha.

Toki+ nos ambientes

O fruto da parceria entre Portobello e Hideko Honma fez nascer a linha Toki+.  São quatro cores inspiradas na natureza; algodão, chuva, palha e terra em superfície que reproduz a textura artesanal da cerâmica artística de Hideko.

Toki, que no Japão significa cerâmica, ou seja, argila queimada, e remete à delicadeza do toque das mãos para criar as mais lindas peças assinadas por Hideko. E o “+” expressa a intenção de agregar o espírito e a simplicidade dessa cultura aos ambientes.

Coleção Portobello 2018: Toki Chuva 15,5x15,5

Coleção Portobello 2018: Toki Chuva 15,5×15,5

As cores lançadas nasceram a partir da naturalidade e unicidade de uma cerâmica artesanal, em seu aspecto monoporosa, ou seja, ideal para paredes e em áreas internas dos ambientes.

A linha em suas 4 cores possui também acabamento brilhante, e um relevo irregular para representar a característica de uma cerâmica artesanal. Elas encontram-se no tamanho 15,5 x 15,5 BOLD.

Toki também ganhou uma ação diferenciada em seu lançamento. Em edição limitada, trazendo aspecto de exclusividade ao produto, o cliente da Portobello Shop ganha uma peça assinada pela Hideko, podendo ser assentada junto a um painel. É mais um grande lançamento de destaque da Portobello, sucesso na maior feira de revestimentos do país, Expo Revestir 2018!

Linha de Hideko Honma e Portobello Toki +, na versão Toki Algodão

Linha de Hideko Honma e Portobello Toki +, na versão Toki Algodão

Para conhecer mais a história de Hideko Honma e da parceria com a Portobello acompanhe, a seguir, seus relatos em entrevista exclusiva ao Archtrends!

Peça de arte produzida por Hideko Honma. Foto: Edson Kumasaka

Peça de arte produzida por Hideko Honma. Foto: Edson Kumasaka

Parceria

Todas as características do trabalho de Hideko que serviram de fonte de inspiração para os designers e arquitetos da equipe Portobello foram apreciadas in loco, durante uma visita em seu ateliê localizado em Moema, interior de São Paulo.

O encantamento da equipe foi instantâneo ao conferir de perto seu acervo e acompanhar o processo artesanal de suas peças em cerâmica. Não restaram dúvidas para o nascimento de uma grande parceria!

“Dois momentos marcaram essa união. Foi enriquecedor tanto a experiência de conhecer seu universo super singelo, simples e belo, como a ida dela à fábrica da Portobello, em Tijucas, que serviu para completarmos todo o processo criativo da nova linha Toki”, ressalta o coordenador de Produtos, Eduardo Scoz.

Teste de assinatura em peça exclusiva, ao lado coordenador de Produtos da Portobello, Eduardo Scoz. Foto: Guto Campos.

Teste de assinatura em peça exclusiva, ao lado coordenador de Produtos da Portobello, Eduardo Scoz. Foto: Guto Campos.

Hideko Honma conta que, por trabalhar há muitos anos com a técnica de fazer cerâmica no torno e a técnica da produção do esmalte, percebia que as peças ficavam tão perfeitas que acabavam perdendo a alma e distanciando-se do conceito “wabisabi”, que significa aceitar a assimetria como atributo de beleza.

“A perfeição excessiva não é humana. E esse lado humano, expressivo, eu queria ver em minhas peças. Porque eu queria ir além. Criei esse conceito e comecei a desconstruí-las, a arrancar pedaços, a fazer o que a natureza começaria com o tempo, a desgastá-las”, afirma. E assim ela começou a transgredir utilitários em lindas peças de arte!

Justamente por querer ir além e pela busca de um objeto criado em grande escala, a partir de um conceito artesanal, Hideko se aproxima da Portobello. “Nas primeiras reuniões, eu comentei que estava tanoshimi, ou seja, estava ansiosa e ao mesmo tempo feliz com o convite, por imaginar algo que iria abrir meus horizontes. Essa é a minha sensação de trabalhar com a Portobello!”.

Coordenador de Design, Stefano Galli, apresenta fábrica a Hideko Honma. Foto: Guto Campos

Coordenador de Design, Stefano Galli, apresenta fábrica a Hideko Honma. Foto: Guto Campos

Convite aceito, hora de conhecer a fábrica da Portobello, em Tijucas (SC). Logo que chegou, Hideko impressionou-se com o espaço e o processo fabril. “Foi a primeira vez que eu vi algo desse porte, utilizando um material que eu já trabalho, em um espaço com possibilidades infinitas”.

E ainda completa: “Percebi que em 40 minutos uma argila vira pó de uma lado e sai queimada de outro, pronta para ser distribuída às pessoas. Dentro dessas grandes máquinas, ver a natureza se transformando é algo que realmente me impressiona!”, declara.

A visita, para Hideko, foi uma constatação de que estava no caminho certo para ajudar na democratização de peças a pessoas de todos os tipos e de todas as culturas. “Elas ouvirão histórias de como foram feitas, com base em cinzas da vegetação brasileira: jatobá, eucalipto, café, bananeira, grama. E que todas essas cinzas foram transformadas em esmaltes para chegar na cor que a Portobello propõe a partir do meu trabalho, a partir de técnicas milenares japonesas”.

Foto: Guto Campos

Foto: Guto Campos

Hideko deixou esse depoimento emocionada logo após sua visita à fábrica. Ela foi recepcionada pela equipe da Portobello na sala de Gestão de Marcas, onde foram discutidos conceitos nas criações das peças para a coleção 2018. Em seu encontro com a superintendente de Marcas, Christiane Ferreira, ela comentou:

Me senti pequena e me questionei: por que vocês foram me buscar? Já que trabalham em um lugar onde se tem todas as possibilidades para criar lindas peças? –  indaga Hideko.

A estética é insubstituível, é algo que precisa de uma sensibilidade humana que a máquina não vai ter nunca e estamos na constante busca do novo e do conceitual. O interessante é a gente conseguir fazer essa conexão entre algo que é pensado no unitário e que será distribuído de uma maneira democrática. E essa ligação entre o artístico e o industrial está no DNA da Portobello – enfatiza Christiane.

Hideko apresenta peça, que utiliza mistura de texturas e pigmentos de bananeira com Jatobá, à superintendente de Marcas, Christiane Ferreira. Foto: Guto Campos

Hideko apresenta peça, que utiliza mistura de texturas e pigmentos de bananeira com Jatobá, à superintendente de Marcas, Christiane Ferreira. Foto: Guto Campos

Referência no minimalismo japonês

Uma das temáticas utilizadas para a concepção dos porcelanatos da Portobello é a do minimalismo, com o conceito “less is more” (em português, “menos é mais”), criado pelo arquiteto Ludwig Mies van der Rohe.

Essa referência é buscada constantemente em pesquisas nos países europeus, como a Dinamarca. Contudo, o movimento minimalista nascido no século XIX, também se inspirou na cultura japonesa.

Hideko ressalta que em gravuras conhecidas como ukiyo-ê (“mundos flutuantes”), a arte oriental trazia novas influências para o mundo artístico europeu, numa tendência conhecida como Japonismo. O pintores Van Gogh e Paul Gauguin, inclusive, ficaram fascinados com essas gravuras de personagens e paisagens em um grande espaço vazio.

“O Japão tem a característica de utilizar ambientes minimalistas por valorizar que “o “vazio” é tão importante quanto o cheio, porque no espaço vazio você pode criar o que você quiser. Em uma paisagem de um pintor, de um artista japonês, você vai observar que tem muito espaço e é simples demais. Mas nesse vazio tem um conteúdo enorme!”, conta Hideko.

Hideko em Arita (Japão) aprendendo cerâmica. Foto: arquivo pessoal concedido ao Archtrends

Hideko em Arita (Japão) aprendendo cerâmica. Foto: arquivo pessoal concedido ao Archtrends

 Há 20 anos, a ceramista iniciou seu trabalho a partir da formação em colégio e faculdade na província de Arita, berço da cerâmica no Japão. “A filosofia milenar japonesa é buscar, nas proximidades, materiais da natureza para produzir a cerâmica. Em Arita, palhas de arroz e até de vulcão são usados. Além disso, na fase de estudante, deve-se utilizar o barro da província e os grandes mestres com longos anos de experiência, usar a porcelana. Tudo isso me ensinou o respeito incondicional pela tradição e pela criação, relembra.

Matéria-prima palha de arroz, em Arita, para a produção da cerâmica. Foto: arquivo pessoal

Matéria-prima palha de arroz, em Arita, para a produção da cerâmica. Foto: arquivo pessoal

No Brasil, ela começou a aliar esse conceito, técnica e o rigor do Japão com a criatividade e matérias-prima brasileira, como a utilização da palha de café, que, segundo ela, dá uma tonalidade entre verde e marrom e dourado, constituindo em uma aparência vitrificada única. Esse processo fez consolidar a sua marca.

Workshop na Faculdade de Arita realizado pela professora Hideko Honma. Foto: arquivo pessoal.

Workshop na Faculdade de Arita realizado pela professora Hideko Honma. Foto: arquivo pessoal.

Tradição familiar

Hideko conta que quando casou desejava utilitários em cerâmica na sua casa porque seus pais usavam bastante e ela achava lindos. “Eu não conseguia encontrar algo com a minha cara, porque tinha uma certa exigência na qualidade. Então resolvi fazer, mas também não conseguia aprender em cursos no Brasil. Hoje dou graças a Deus por toda essa dificuldade inicial, que me fez buscar na raiz, o que eu precisava aprender”.

A partir dessa dificuldade e, ao mesmo tempo, determinação, seu marido incentivou a sua ida ao Japão para uma profunda aprendizagem, mesmo com 4 filhos pequenos na época. Ela foi há 20 anos e voltava a cada dois anos para se aperfeiçoar.

“No Japão, você precisa ser apresentada a um mestre para iniciar um curso e não simplesmente se inscrever a distância. Senão, será tratada como turista e ter uma certa limitação na aprendizagem. Não era o que queira. Então meu pai ligou para a irmã dele, lá do Japão, e pediu para me apresentar a um professor de cerâmica.”

Hideko junto a sua tia no Japão. Foto: arquivo pessoal.

Hideko junto a sua tia no Japão. Foto: arquivo pessoal.

Segundo Hideko, sua tia ficou ausente da família por décadas. Ela trabalhava na Embaixada do Japão, em Manchúria, quando estourou a Segunda Guerra Mundial. E, nessa ocasião, a embaixada foi bombardeada, mas ela se salvou e ninguém da família soube disso por um bom tempo.

“A coincidência é que a família do marido dela é de ceramista. Só que ela não me contou. Eu fui para Arita e lá estava tudo preparado para mim. Fui diretamente para a prefeitura, tive uma audiência com o prefeito, fomos ao museu de porcelana, conheci os melhores ateliês. Fiz o curso e tudo correu bem.”

Na segunda vez em que voltou para se aprimorar, seguindo a sugestão da família, iniciou sua produção mostrando o que estava produzindo no Brasil a partir do aprendizado em Arita. Havia uma certa expectativa e ela não sabia o porquê.

“Eu fiz várias peças e ficaram impressionados com o dedicado respeito às técnicas que havia aprendido anteriormente. Foi aí que minha tia me contou a verdade, de que sua família era de ceramista. Precisei mostrar que eu não queria desistir da profissão. Foi uma surpresa! Aprendi, portanto, não só a técnica, mas a tradição japonesa de transmitir a arte a partir de uma história familiar e do empenho em produzir cerâmica. Tudo se encaixou, até historicamente, e me orgulho disso”, conclui.

Foto: Guto Campos

Foto: Guto Campos

Confira a linha completa de Hideko Honma no site da Portobello: www.portobello.com.br

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