Menu
Projetos e Obras
Busca

Vida contemporânea

Grandes marcas inovam nos cenários de seus desfiles em Nova York

12/03/2018

Da sala de estar de Ralph Lauren à fazenda misteriosa de Calvin Klein, saiba como grifes internacionais estão trazendo design e arte para a passarela.

Durante a semana de moda de Nova York outono inverno 2018, duas marcas que representam o “American way of life” criaram cenários para suas apresentações que refletiam o espírito do momento, sem deixar de lado sua herança e momento cultural do país.

O living room da Ralph Lauren 

Um momento em que a nova onda de estilistas de moda ganha força reinterpretando clássicos do cotidiano para o mercado de luxo, Ralph Lauren buscou se conectar com as suas origens para apresentar a coleção Resort 2018. Foi Lauren, que na segunda metade do século XX, definiu para o público americano o que era ser sofisticado, criando um estilo aristocrático para um país sem a monarquia inglesa ou a tradição francesa.

A sala de estar de Ralph Lauren. Fonte: Elle.com

A sala de estar de Ralph Lauren. Fonte: elle.com

A passarela começava com uma sala de estar, toda em tom de branco, com espírito de casa de praia, inspirada em recente viagem do estilista à Jamaica. Na trilha, Bob Marley a João Gilberto davam o tom à coleção, que celebrava a beleza perfeita; um mundo dos sonhos, com looks monocromáticos brancos contrastando com cores primárias fortes.

Decoração e moda conversam com tons de branco e azul na Ralph Lauren. Fonte: elle.com

Decoração e moda conversam com tons de branco e azul na Ralph Lauren. Fonte: elle.com

O celeiro Arty da Calvin Klein 

Já o desfile da Calvin Klein foi uma grande provocação de todos os sentidos. O belga Raf Simons, diretor criativo da marca, está empenhado em encontrar um novo DNA para a grife, buscando os elementos que a consagraram nos anos 70.

50 galões de pipoca cobriram o piso do desfile de Calvin Klein. Fonte: vogue.com

50 galões de pipoca cobriram o piso do desfile de Calvin Klein. Fonte: vogue.com

Tendo o “american dream” como pano de fundo, Simons criou uma inteligente visão fantasiosa e política de como esse sonho pode ser retratado hoje.

O piso do grandioso Stock Exchange Building, em Wall Street, foi completamente coberto por mais de 50 mil galões de pipoca. Ao andar no espaço, modelos e convidados afundavam o pé em até 50 centímetros.

Celeiros do artista Ruby Sterling transformadas em passarelas para os modelos. Fonte: Vogue.com

Celeiros do artista Ruby Sterling transformadas em passarelas para os modelos. Fonte: vogue.com

O branco com a profundidade do piso abrigava instalações inspiradas em celeiros – feitas sob medida – pelo artista plástico Ruby Sterling, com fortes camadas em vermelho sangue nas paredes e um aspecto um tanto sombrio. Para completar, obras em preto e branco de Andy Warhol estampavam as paredes.

Os códigos da visão de Simons estavam lá, não tão claros e simples como Ralph Lauren, mas que provocam os olhares mais ávidos devido à interpretação do universo do estilista e da marca.

O cinema e a tragédia, representados pela pipoca e pelo sangue nas paredes, hoje são pontos comuns que unem os americanos. Na coleção, a reprodução do uniforme dos bombeiros é um protesto contra a violência nas escolas dos EUA e a necessidade de proteção que os americanos enfrentam hoje.

Com olhares diferentes, ambas as marcas trouxeram uma visão que fundiu moda e design, para demonstrar um lifestyle que vai muito além de roupas.

Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *