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Giovani Bonetti celebra conquistas recentes e avalia: “Estamos no caminho certo”

31/01/2018

Parceiro da Portobello, arquiteto catarinense elogia transformação urbana na Dinamarca e define a arquitetura que realmente o inspira. Confira a entrevista exclusiva!

Os quase 30 anos de carreira não tiraram o brilho no olhar de Giovani Bonetti ao falar de arquitetura, a qual entrou na sua vida, de certa forma, por influência do bisavô italiano, paisagista e autodidata. “Na verdade, ele era um jardineiro um pouquinho mais sofisticado”, brinca o arquiteto, também formado em Direito, natural de Florianópolis e de espírito desbravador. Já a busca constante pelo novo, segundo ele, é herança dos pais viajantes que, a bordo de um motor-home, levavam a família para conhecer todo o Brasil.

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Registro da família Marchetti Bonetti em Roma: Giovani, as filhas Victória e Isabella, e Taís (Foto: arquivo pessoal)

O início do bate-papo com Bonetti é suficiente para entender o profissional dinâmico e multifacetado que ele é, sempre envolvido com questões institucionais de representatividade da classe, seja como diretor do IAB ou presidente da ASBEA, e sócio de dois escritórios. Enquanto a MarchettiBonetti + Arquitetos é voltada para a arquitetura residencial, de interiores e comercial, o ARK7 Arquitetos foca na arquitetura imobiliária e de projetos urbanos. “As vertentes são bem diferentes, mas, independente disso, é impressionante como a gente consegue se apaixonar e trabalhar com motivação em todas as escalas”, reflete.

Trabalho em família

Antes de contar mais da sua história, Giovani Bonetti faz questão de mencionar a colega de turma, esposa e sócia: “Nessa minha trajetória, nada teria acontecido sem a Taís (Marchetti Bonetti) estar junto!”. Unida desde os tempos de faculdade, a dupla se graduou no mesmo ano e, em seguida, partiu para uma aventura fora do país, na Ilha de Malta e em Barcelona, onde trabalhou em escritórios de arquitetura e conheceu um grupo de estrangeiros com quem mantém a amizade até hoje.

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O casal, Taís e Giovani, em fase atual e em 1998 (Foto: arquivo pessoal)

De volta ao Brasil, Giovani e Taís não demoraram muito para montar seu próprio escritório, o MarchettiBonetti + Arquitetos. Com as vidas familiar e profissional tão entrelaçadas, ele assume que não é uma construção fácil e que deve ser feita com muito cuidado. “A gente tem um código que é tentar não levar para dentro de casa as questões do trabalho”, explica ele, que ressalta ainda a vantagem de o escritório ter um formato que possibilita a atuação de cada um em áreas distintas: “A Taís trabalha só com interiores e eu com arquitetura comercial e residencial. Então, cada um tem uma autonomia que dá o equilíbrio necessário”.

O sucesso da relação com clientes e parceiros

Para Bonetti, além da empatia, equilíbrio é o que não falta também na relação com os clientes. Por conta disso, a MarchettiBonetti + Arquitetos está implantando uma oficina de design thinking, uma espécie de prototipagem do projeto com a participação ativa do cliente logo nas primeiras decisões. “No momento da oficina, a gente consegue entrar em acordos muito fáceis e é aí que a gente vê o quanto sinergético é importante ser o trabalho”, garante o arquiteto.

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Projeto de Giovani Bonetti do estande da Portobello na Revestir 2017

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Parte interna do estande na Revestir 2017

Com parceiros, a empatia também deve predominar, e foi isso que levou Giovani e Taís, logo depois de formados, a “viverem” no showroom da Portobello para especificação. “Os produtos, a forma como a empresa se apresentava no mercado, tudo tinha muita sintonia conosco”, relembra Bonetti que passou anos de olho nos estandes da marca em feiras e eventos sem nem imaginar que, num futuro breve, ganharia até prêmios com o trabalho de arquitetura efêmera realizado com a Portobello:

Nossa relação é bastante próxima pela empatia e condução dos valores, voltados sempre para a inovação. Então, é quase um caso de amor”.

Giovani Bonetti comenta com orgulho do primeiro ano em que trabalhou o novo modelo das lojas Portobello Shop com direito a prêmio da Associação Brasileira de Merchandising. “A gente ganhou como Melhor Projeto de Franquia do Brasil, com a Havaianas em segundo lugar, por exemplo. Então, foi bem legal!”, vibra o arquiteto. Em 2017 não foi diferente: através do projeto da Portobello Shop de São José (SC), Giovani e Taís saíram do concurso técnico do Núcleo Catarinense de Decoração com nada menos do que cinco troféus. “Isso não nos traz vaidade, mas só fortalece que estamos no caminho certo, porque até poderíamos estar numa curva descendente depois de 28 anos de estrada, mas não. Ainda estamos produzindo boa arquitetura!”, comemora.

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Parte interna da Portobello Shop de São José-SC

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Vista para o mezanino da Portobello Shop de São José (SC)

Projetos e inspirações

Se a lista de trabalhos emblemáticos do arquiteto é extensa, com destaque para os projetos do Hotel Sofitel, primeiro cinco estrelas de Florianópolis, do Parador Internacional P12 e da Mercadoteca de Curitiba, os que estão por vir não ficam para trás. “Um que eu acho importante para a cidade e que a gente está envolvido, pela ARK7, é o projeto do parque da beira-mar que tem uma marina. Esse é um projeto que eu gostaria muito que a cidade pudesse desfrutar. Para isso, obviamente, precisa de vontade política, interesses coletivos que não dependem tanto de nós. Nós vencemos o concurso desse projeto e, agora, está na pauta da área pública para motivar algum investidor a executar. Imagina ter um parque à borda d’água dentro de uma área já consolidada? Isso seria um grande sonho!”, vislumbra Giovani.

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Fachada da Casa Premier (Foto: Rô Reitz)

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Projetos da Marchetti Bonetti (Fotos: Rô Reitz e Philippe Arruda)

Segundo ele, o trabalho sempre deve estar mais na escala das cidades e dos usuários, pensamento que leva o profissional a admirar e se inspirar na arquitetura dinamarquesa: “A forma com que eles encaram a arquitetura, trazendo um pouco mais para o coletivo, com abordagens dinâmicas de ferramentas que envolvam o maior número de pessoas para ter a garantia de que o produto final da arquitetura vai ser compatível com seus usuários, vai ter uma relação coerente com a cidade, faz com que, nesse ponto, meu olhar esteja bastante voltado para eles”. Por conta disso, nomes como BIG e Zaha Hadid, mesmo com a força que têm no universo da arquitetura, não chegam a inspirar Bonetti. “É tudo muito espetacular, e eu não gosto de arquitetos espetaculares. Claro que, ao mesmo tempo, é importante existirem essas estrelas para que o mundo preste atenção no poder da arquitetura e tudo que pode ser feito ao aliá-la à tecnologia”, conclui.

Confira imagens do projeto Marina da Beiramar em Florianópolis:

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