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Móveis garimpados pelo arquiteto Maurício Arruda (Crédito: Vivi Spaco/Divulgação)

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Garimpo: qual o segredo para encontrar boas peças de decoração?

26/01/2022

Todo projeto meu tem um objeto antigo que encontrei numa feira por aí. Garimpar é um exercício, necessário do ponto de vista sustentável e, pra mim, muito prazeroso. Aqui, divido um pouco das minhas experiências como garimpeiro. E já adianto: não adianta procurar.

Se tem uma coisa que é marca registrada nos meus projetos, é um móvel ou objeto garimpado. Objetos antigos, usados, vintage… chame como quiser. Eles contam histórias e é algo que nos conecta à casa e também quem passa por ela. Pra mim, garimpar tem mais valor do que comprar novo. Sem falar nos aspectos positivos que envolvem o reúso e a economia circular.

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Garimpar é um exercício e a primeira coisa que você precisa saber para ser um bom garimpeiro é: não procure, deixe ser encontrado. Só a prática vai permitir você encontrar exatamente o que está procurando. Com o tempo você acaba criando uma rede de fornecedores e assim fica mais fácil achar coisas muito específicas. Isso significa chamar pelo nome os donos das barraquinhas de todas as feiras de usados da sua cidade. 

A verdade é que, mesmo assim, na maioria das vezes esses lugares não possuem o design, o tamanho, a cor ou quantidade que você precisa. Por isso, garimpar é sobre deixar ser surpreendido por algo que você nem imaginou que existia, descobrir a beleza da peça, se apaixonar por sua história e encontrar um novo lugar e uso pra ela. 

sala com garimpo de objetos antigos

Esse armário de demolição eu levei de São Paulo para esse projeto que fica em Trancoso (Foto: André Klotz/Divulgação)

Já perdi a conta de quantas vezes voltei pra casa com uma luminária, um vaso ou um quadro quando na verdade estava procurando uma cadeira. Nem sempre o encontro com uma peça que chamou minha atenção acontecerá duas vezes. Então, na dúvida, se o valor parece uma boa oportunidade, acabo levando. No meu caso, acabei criando um acervo de móveis e objetos e de tempos em tempos encontro o projeto perfeito pra usá-los. Incluindo minha própria casa, que está sempre mudando. 

O bom garimpeiro não pode ser um apegado, senão mais cedo ou mais tarde, se tornará um acumulador. Com o tempo, os melhores garimpos são os que ficam, e os não tão incríveis precisam ser passados pra frente. Se você souber encontrar tesouros a preço de banana e vendê-los na hora certa, entre no business. É promissor. 

garimpagem de objetos cozinha
Paguei R$ 80 reais nessa bancada. Achei num depósito de materiais usados de construção e levei lá pro sítio (Crédito: Acervo pessoal/Mauricio Arruda)

Ah… e a pergunta que mais me fazem é: “mas onde você garimpa essas coisas?” Hoje em dia, garimpar pode ser um hábito diário, graças aos leilões online e aos sites que vendem usados. Você vai descobrir que a maioria das lojas de usados também estão na internet. Uns mais organizados que os outros, mas não julgue. Nesse negócio, tem novidades todos os dias. Ou seja, é quase impossível manter um site atualizado. O que faz com que o garimpo raiz, físico, de madrugada e nas quebradas não morra jamais. E não tem felicidade maior do encontrar numa dessas ocasiões aquilo que você não estava procurando, mas que daquele momento em diante não viverá mais sem. 

Garimpe sem moderação.

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