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Dutch Design Week consolida o caráter inovador e criativo do design holandês

16/02/2018

“Designers gostam de trabalhar juntos, buscar novas linhas de possibilidades. Juntos, têm o poder de fazer um mundo melhor, como profissionais idealistas”, garante Martijn Paulen, diretor do DDW.

O design holandês vem ganhando espaço e tornando-se referência na Europa por ter uma estética inovadora, experimental, minimalista e, ao mesmo tempo, divertida. Designers holandeses pensam sustentavelmente e têm a característica de transformar matéria-prima sem valor em algo relevante.

Viktor & Rolf e Rem Koolhaas são grandes nomes com essa origem que ganharam o mundo com seu jeito diferente de pensar e seu design inovador. Além disso, a Universidade Design Academy Eindhoven já foi considerada pelo New York Times a melhor faculdade de design do mundo. E o Dutch Design Week vem sendo foco, a cada ano, cada vez mais, de olhares curiosos.

A cidade de Eindhoven, a uma hora de Amsterdã, é palco desse grande evento de design desde 1998. Na última edição, entre os dias 21 e 29 de outubro de 2017, foram 610 exposições, em 110 locações onde 2.500 designers experimentaram novas soluções e expuseram diversas ideias. Mais de 335 mil visitantes tiveram acesso a uma rede de criatividade e inovação, em que o principal tema abordado era o design contribuindo para o nosso futuro.

Martijn Paulen, diretor do DDW, explica:

“Designers gostam de trabalhar juntos, buscar novas linhas de possibilidades. Juntos, têm o poder de fazer um mundo melhor, como profissionais idealistas. Tentam e ajudam o mundo avançar como um espaço melhor, pouco a pouco, fazendo do mundo mais bonito, sustentável, saudável, mais sociável, talvez menos solitário e, principalmente, mais prático. E o DDW é onde criam juntos tudo isso”.

Confira a nossa seleção de instalações que ganharam destaque nesse grande evento de design!

(W)ego – MVRDV

O renomado escritório de arquitetura holandês MVRDV desenvolveu um novo conceito de casa que questiona dois problemas de hoje em dia: cidades superpopulosas e individualismo. O conceito da habitação requer a cooperação entre vizinhos, os quais compartem espaços.

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Instalação (W)ego (Foto: arquiteta Ana Luiza Camargo)

(W)ego é uma flexível instalação que traz a interação dos indivíduos (ego) dentro de uma comunidade (we: nós).

Os espaços são divididos por cores e têm a possibilidade de se readaptar e reconfigurar. Pode-se dizer que faz um link ao jogo “tetris”.

Digital Realists — Modebelofte

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Instalação Digital Realists (Foto: reprodução site Frame Web)

Uma abandonada loja de departamento foi palco dessa instalação, construída com plásticos translúcidos, tecidos coloridos e materiais iridescentes sobre o concreto puro. O objetivo disso era fazer uma analogia entre a era digital e a caverna onde o homem descobriu o fogo.

The People’s Pavilion — Overtreders W

O estúdio de design Overtreders W e o de arquitetura Bureau SLA projetaram um sustentável e elegante pavilhão com vigas de madeira, teto de vidro e muita iluminação. Mas o destaque foi para a fachada de azulejos coloridos feitos de plástico reciclado. Conheça a Linha Azuleja da Portobello!

Cada peça do pavilhão foi emprestada e devolvida após a exposição. Tudo foi minimamente planejado e estruturado, mostrando que pode sim haver beleza na arquitetura sustentável e que o futuro é o reaproveitamento e o empréstimo de materiais.

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Pavilhão The People (Foto: reprodução site Frame Web)

Osmo — VDMA

A instalação Osmo foi composta por um material fabricado pela NASA. Designers mapearam três mil estrelas e planetas sobre uma estrutura esférica, fazendo com que as pessoas tivessem uma visão do universo que só pode ser observada de partes específicas do nosso planeta.

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Instalação Osmo (Foto: reprodução site Frame Web)

Aura — Nick Verstand & VPRO Medialab

Um grande destaque foi a instalação Aura, questionando (aqui também!) o individualismo. Sensores captavam a presença das pessoas e se formavam áureas de luz coloridas, propondo um debate sobre valores culturais, intimidade e privacidade.

A cidade de Eindhoven foi tomada por pessoas criativas que buscavam gerar e trocar informações de design por meio de instalações artísticas, palestras, exposições e workshops.

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À esquerda, a instalação Aura e, à direita, uma luminária feita com plástico reciclado (Foto: arquiteta Ana Luiza Camargo)

Os temas abordados foram principalmente sustentabilidade e individualismo, focando em soluções de design para o futuro do mundo e das pessoas. Os espaços eram criativos e interativos, mostrando que o design holandês está à frente do seu tempo.

Se você é um amante do design, vale a pena ficar ligado nas próximas programações do Dutch Design Week para o ano de 2018!

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