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Patricia Pomerantzeff, arquiteta do Doma Arquitetura, inaugurou o Podcast Archtrends (Crédito: Portobello S.A.)

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Doma Arquitetura em papo sobre inspiração e sustentabilidade no Podcast Archtrends

10/05/2022

Confira como foi o Podcast Archtrends com Patricia Pomerantzeff, a arquiteta à frente do Doma Arquitetura

Patricia Pomerantzeff é a arquiteta à frente do Doma Arquitetura, conhecida por projetos incríveis e também pelo seu canal no YouTube recheado de dicas e de obras fantásticas para quem adora design e arquitetura.

Ela foi a convidada especial do Podcast Archtrends e bateu um papo especial com nossa equipe sobre carreira, inspirações, sustentabilidade e vários outros temas. Confira o que rolou de mais interessante nessa conversa e não deixe de acompanhar o podcast completo!

Início de carreira

Apesar de Patricia ser uma arquiteta extremamente conhecida, essa não foi sua primeira opção de carreira. A primeira graduação foi em Artes Visuais, já que desde pequena ela sonhava em ser artista.

Contudo, a dúvida sobre como seguir carreira no setor acabou levando-a para a arquitetura, uma ideia que veio dos seus pais, como uma forma de aplicar as artes. Por isso, Patricia levou as duas faculdades ao mesmo tempo. Inclusive, com dois estágios – um dando aula de artes e outro em um escritório de arquitetura.

Essa “vida dupla” foi levada até o quarto ano. Com a vida no setor de artes indo por um caminho melhor, ela resolveu trancar a arquitetura. Ao término do quarto ano de artes plásticas, Patricia engravidou e decidiu retomar a graduação de arquitetura, se formando na área.

Para o nome à frente da Doma Arquitetura, contudo, as artes visuais e a arquitetura andam juntas até hoje. Afinal, a forma como nos relacionamos com o espaço não deixa de ser uma obra visual”, complementa Patrícia.

Arquitetura como forma de experiência

Para Patricia, o primeiro contato com o cliente é mais sobre ouvir do que falar. “Lá na Doma a gente fala muito sobre não ser a voz da marca, mas sim os ouvidos da marca”, comenta a arquiteta.

No seu escritório, os arquitetos trabalham com questionários com perguntas básicas e outras não tão básicas assim. Por exemplo, como as pessoas se vêem daqui a 10 anos. A ideia é realmente fazer o cliente parar para pensar sobre o local em que ele irá viver.

Para isso, a conexão com o cliente é extremamente importante, com uma empatia muito grande. É o caminho para entender o quanto o projeto pode, de fato, contribuir para a vida e o bem-estar da pessoa.

“A gente fala muito do atemporal. E o atemporal está ligado à sustentabilidade. A gente precisa falar isso com o cliente, porque é um dever do arquiteto ser sustentável”, pontua Patricia ao explicar como, durante o processo, as ideias do cliente podem mudar, para que ele reflita sobre como o uso do espaço se dará daqui a alguns anos, buscando por projetos atemporais.

Inspirações

Conhecida por seus projetos inovadores e coloridos, Patricia comentou um pouco sobre as formas como ela se inspira – e uma das mais importantes são as viagens.

“Sem dúvida, para mim, uma das coisas que mais me inspira na vida são as viagens. Quando a gente sai do 2D e experimenta as imagens ao vivo dos lugares, podemos sentir a essência dos locais”, explica Patricia.

Desde pequena, as viagens são fundamentais para ela, que, com os pais, já viajou praticamente o mundo todo, conhecendo museus e culturas diferentes. “Eu planto essa sementinha nos meus filhos”, enfatiza a arquiteta.

Todos esses detalhes durante as viagens acabam sendo usados para os projetos dos clientes da Doma Arquitetura, colecionando repertório e trazendo soluções inovadoras.

O mundo dos influenciadores

Patricia e a Doma Arquitetura são nomes conhecidos não só entre os arquitetos, mas também entre o público em geral. E isso é graças ao seu canal no YouTube e à sua força nas redes sociais.

A arquiteta relembrou no podcast o início dessa trajetória, ainda quando ela se formou e resolveu trabalhar como autônoma, principalmente por causa da filha pequena. Ela relembrou que, muito antes da pandemia, já atuava via home office, sistema no qual trabalhou por cerca de 11 anos.

E foi nesse período que ela decidiu criar o canal no YouTube para compartilhar os projetos e reformas. Patricia explicou que, nessa época, toda sua família tinha o hábito de assistir canais no YouTube, mas ela não havia encontrado nenhum que suprisse sua demanda e interesse sobre obras.

Diante disso, a família acabou motivando Patricia a criar seu próprio canal. Os primeiros vídeos já começaram viralizando e, em seis meses, se tornou o maior canal de arquitetura do país.

“O primeiro vídeo que viralizou, na verdade, foi um grande erro”, relembrou Patricia. “Eu fiz a reforma do banheiro da minha filha em sete dias. Isso foi ótimo, porque o vídeo viralizou. Mas depois as pessoas começaram a mandar comentários falando que estavam reformando o banheiro há dois meses e eu tinha dito que tinha feito em sete dias. E foi aí que eu entendi que precisava me conectar com a pessoa que está do outro lado, assistindo”.

Foi a partir daí que ela notou que, como arquiteta, tinha uma experiência diferente nas obras. Por isso, resolveu mostrar a “vida real”, com todos os perrengues dos projetos.

Com o tempo, Patricia se tornou referência não apenas para pessoas leigas, mas também para futuros arquitetos. “Para os jovens, eu acabo sendo uma referência palpável e possível”, comentou Patricia sobre a influência nos estudantes de arquitetura.

Com tantas obras, qual será o projeto favorito de Patricia? “O projeto favorito, para mim, é o meu banheiro. Eu amo o meu banheiro, eu acho ele lindo, sinto prazer de entrar no meu banheiro e mexe muito comigo porque é meu dia a dia”.

O nascimento do Doma Arquitetura

O nascimento do escritório físico da Doma Arquitetura só veio depois do boom do canal. Com o aumento dos seguidores, começaram a aparecer, também, muito mais clientes, os quais Patricia não conseguia absorver.

Para dar conta da demanda, a arquiteta convidou sua amiga de faculdade e juntas criaram o escritório físico que hoje tem vários arquitetos na equipe.

“Gerenciar pessoas, arquitetos, é uma fase nova pra mim, porque até então eu fazia tudo sozinha. Então é muito recente, eu estou falando de três anos, que parti de zero para 25 arquitetos”, comentou Patricia.

Outro “salto” na carreira foi com os projetos a distância. “Pessoas de Lisboa, de Rondônia assistiam aos vídeos e queriam projetos. Eu falei para Fer, ‘por que não?'”. 

E foi assim que, um ano e meio antes da pandemia, elas inovaram com os projetos à distância. Por isso, no começo da pandemia elas já estavam preparadas. Mais que isso, realizaram várias lives para ajudar os escritórios a atenderem a distância.

Sustentabilidade

A sustentabilidade também foi um assunto debatido no podcast. Patricia notou que, há um tempo, os clientes chegam no escritório preocupados com a sustentabilidade.

“Até uns cinco anos atrás, a gente tinha que explicar para o cliente por que uma escolha é melhor que a outra. Hoje em dia, eles já vêm prontos”, comentou Patricia. Inclusive, a arquiteta destacou o uso de porcelanatos e lastras como uma alternativa sustentável solicitada pelos clientes.

Mercado de arquitetura para mulheres

Outro tema abordado no bate papo foi o machismo, que ainda permeia a arquitetura, especialmente no caso de mulheres com filhos. 

“Eu não senti muito isso, mas a gente sabe que existe. Sim, a mulher ainda é vista como ‘menos’, principalmente no campo de obra”, lembrou a arquiteta. “Eu não sou de sair gritando no megafone, mas é questão de mostrar que nós somos sim capazes, e de nos igualar, porque isso ainda está longe”, disse Patricia.

Curiosidades

Além do papo sobre arquitetura, Patricia também trouxe algumas curiosidades. Uma delas foi a escolha das obras que vão para o canal no YouTube. 

“Hoje em dia eu tento colocar todos, até os projetos AD, que eram os projetos que eu não mostrava antes no YouTube, mas agora eu também mostro os projetos que os outros arquitetos parceiros fazem a obra, que são de outras cidades, estados ou países”, explicou.

Outro ponto que a arquiteta frisou é a diversidade de temas. “Se essa semana eu falei de um apartamento de 50 m², semana que vem vou falar de um de 200, depois de uma kitnet, para variar”.

Sobre seu público, Patricia explicou que, no Instagram, é 80% feminino. No YouTube, 50% são homens e 50% são mulheres. Já a faixa etária gira em torno de 25 a 45 anos. “Os estudantes estão crescendo bastante, que é um público que eu não tinha intenção de atingir, mas está acontecendo”.

Em relação aos haters, a arquiteta explicou que ela não sofre muito com isso. “Uma coisa que escuto bastante e às vezes me deixa chateada é ‘ah, esse projeto é impossível, porque é muito caro’, mas logo em seguida vem outra pessoa que me segue e responde ‘que sirva de inspiração para você'”, pontuou a arquiteta.

Sobre o futuro, a proprietária da Doma Arquitetura tem receio em relação às previsões. Segundo ela, todas feitas até agora não deram certo. Mas, de forma geral, ela se vê fazendo mais trabalho social. “Isso não é nem um chute, claro que cabe a mim traçar isso, mas eu quero me esforçar para dar certo. É algo que com esse alcance que eu tenho hoje, pode ser uma oportunidade para eu conseguir realizar. E também quero fazer um prédio”.

E, então, curtiu conhecer mais sobre a Patricia Pomerantzeff? Aproveite e confira mais sobre o lançamento do Podcast Archtrends!

Ah! E não deixe de conferir projetos no seu perfil cadastrado aqui no Archtrends Portobello!

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