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Destaque: Os barcos da população local e o skyline: encontro da história antiga e atual de Doha (Foto: Gilbert Sopakuwa/Flickr)

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Doha: as mesquitas e os arranha-céus que florescem no deserto

29/04/2020

Viaje à Doha, o destino do Coletivo Criativo Portobello em 2021, e desfrute da arquitetura e do design de uma das cidades mais avançadas do mundo!

Verdadeiros amantes da arquitetura e do design de interiores vão até aonde for preciso para buscar novas referências, se inspirar e criar tendências. Até mesmo ao deserto. E é para Doha, uma cidade repleta deles, mas também cheia de obras avançadas, que o Coletivo Criativo Portobello deve embarcar em 2021.

A capital do Catar, país do Oriente Médio, tem uma singularidade que se expressa nas flores que brotam em seus desertos. E Doha ainda sabe conservar sua tradição, aliando-a a muita modernidade. Neste artigo, conheça esse centro mundial da inovação, arquitetura e história entre mesquitas e arranha-céus!

As origens de Doha

À direita, o moderno Museu de Arte Islâmica. Ao fundo, os arranha-céus, em meio à cultura histórica da pesca (Foto: Unsplash)

À direita, o moderno Museu de Arte Islâmica. Ao fundo, os arranha-céus, em meio à cultura histórica da pesca (Foto: Unsplash)

Vistos de longe, hoje os arranha-céus predominam em Doha. No entanto, em seu passado, só casas artesanais eram observadas, e bem de perto, dado o tamanho.

Doha é uma cidade localizada na costa do Golfo Pérsico, fundada em 1820, com uma economia local baseada na pesca e no comércio de pérolas.

No começo, o pequeno vilarejo só tinha casas de barro, madeira, pedras e corais. Tudo muito simples, mas que já era inventivo, por causa da extrema falta de infraestrutura.

Detalhes do histórico Souq Waqif, que traz os primeiros tipos de construção da cidade: lama, madeira e pedras (Foto: GoodFreePhotos) 

Detalhes do histórico Souq Waqif, que traz os primeiros tipos de construção da cidade: lama, madeira e pedras (Foto: GoodFreePhotos)

Em 1971, o Catar declarou sua independência e deixou de ser um protetorado britânico. O país, que era protegido por um estado grande e com muitos recursos, ganhou autonomia. Era o início do desabrochar de Doha como uma cidade símbolo da inovação do Oriente Médio.

A ascensão como capital

A velocidade da construção dos arranha-céus mostrava a potência da cidade, que continua em ritmo acelerado (Foto: PxHere)

A velocidade da construção dos arranha-céus mostrava a potência da cidade, que continua em ritmo acelerado (Foto: PxHere)

Antes de Doha germinar como uma potência econômica e, principalmente, como um ícone da arquitetura avançada, sofreu uma depressão. Isso deixou o povo local na miséria.

O motivo foi que a cidade deixou de comercializar suas próprias pérolas quando o Japão começou a vender o mesmo produto, em volumes maiores e valores mais atrativos.

Essa crise cessou no final da década de 1930, quando Doha descobriu ser uma verdadeira terra do petróleo. Uma riqueza que existe em abundância até hoje na cidade, que produz 800 mil barris por dia.

Um dos primeiros indícios arquitetônicos de que Doha estava prestes a viver uma ascensão apareceu em 1979. Em formato de pirâmide, o Hotel Sheraton foi erguido em um horizonte ainda sem prédios, com 10 mil m² e padrão 5 estrelas.

O início, o meio e a continuação: o doha, em formato de pirâmide, os arranha-céus prontos e os novos em construção logo adiante (Foto: Mike L/Flickr)

O início, o meio e a continuação: o doha, em formato de pirâmide, os arranha-céus prontos e os novos em construção logo adiante (Foto: Mike L/Flickr)

Nasciam ali mais espécies de flores em um deserto agora rico em petróleo e, até o momento, casas de lama. Os brotos? Prédios de concreto, aço e vidro, projetados para serem símbolos do ápice da arquitetura tecnológica.

Doha se torna a cidade das mesquitas e de um belo skyline

Da história de Doha, muitas construções icônicas e sagradas permanecem, fazendo jus ao seu passado de emancipação e conquistas. Mas, além delas, há muitas novidades suntuosas para o Coletivo Criativo Portobello se inspirar. Aqui, antecipamos roteiros imperdíveis.

Aspire Park e Aspire Tower

Fotografada à noite, a Aspire Tower mostra seu projeto de iluminação avançado (Foto: Ministério das Relações Exteriores/Flickr) 

Fotografada à noite, a Aspire Tower mostra seu projeto de iluminação avançado (Foto: Ministério das Relações Exteriores/Flickr)

O maior parque de Doha já reserva ao Coletivo Criativo Portobello horas de caminhada em seus 88 hectares. Tanto para apreciação da natureza quanto para avistar e se inspirar com a Aspire Tower, uma das obras mais modernas da cidade.

Ao longe, a torre só parece um centro de observação do céu de Doha. Mas, na verdade, ela reserva muito mais do que uma vista privilegiada.

A construção de 318 m remete a uma mão segurando uma tocha. O design homenageia e marca um dos trunfos de Doha, que sediou os Jogos Asiáticos de 2006. Com a Copa do Mundo de 2022 no Catar, será mais uma oportunidade para a torre exibir toda sua beleza aos turistas ávidos por esporte.

No topo e na base, a Aspire Tower é a morada de dois restaurantes imensos. E como se não bastasse, o projeto abriu espaço em seus andares intermediários a um hotel 5 estrelas. Um convite inegável para o Coletivo Criativo Portobello degustar o melhor dos pratos e da arquitetura e do design da obra.

Museu Nacional do Catar

Com uma simulação perfeita da “rosa do deserto”, a obra é uma exposição permanente por si só (Foto: Gilbert Sopakuwa/Flickr)

Com uma simulação perfeita da “rosa do deserto”, a obra é uma exposição permanente por si só (Foto: Gilbert Sopakuwa/Flickr)

Simbolizando a “rosa do deserto”, um tipo de formação rochosa que brota nesse terreno, o Museu Nacional do Catar mostra o que há de mais moderno em Doha.

O projeto, inaugurado em 2019, tem assinatura do arquiteto francês Jean Nouvel, ganhador do Prêmio Pritzker em 2008. Nele, Nouvel traz discos imensos apoiados uns nos outros em variadas posições que simulam a formação orgânica da “rosa do deserto”.

No total, o complexo abrange 8 mil m², ocupados por exposições de poesia, arqueologia, música, esculturas e tudo o mais que o edifício comporta. Vale reforçar que o museu também traz a história do Catar, das pescas de pérolas à descoberta do petróleo.

Katara Cultural Village

O lado colorido do centro cultural, que ainda tem anfiteatro e muitas salas com exposições e atividades (Foto: Minas Stratigo/Flickr)

O lado colorido do centro cultural, que ainda tem anfiteatro e muitas salas com exposições e atividades (Foto: Minas Stratigo/Flickr)

O maior centro cultural de Doha tem em seu exterior a fusão de dois tipos de designs. Acoplada a um bloco grande no centro, uma entrada revestida com pedras coloridas e detalhes incríveis. Já no pavilhão maior, o aspecto de mesquitas com tons terrosos recobre o edifício.

Para além da arquitetura e do design de interiores, o espaço privilegia o teatro, o cinema, as artes plásticas, a pintura, a música e as demais artes que Doha inspira e expira.

Estádio Al Thumama

Obra que ainda está sendo finalizada tem projeto em 3D que simula perfeitamente como o espaço ficará em breve (Foto: FIFA)

Obra que ainda está sendo finalizada tem projeto em 3D que simula perfeitamente como o espaço ficará em breve (Foto: FIFA)

Com a Copa do Mundo de 2022 logo chegando à Doha, a cidade se prepara com oito estádios de porte magnânimo. Um dos mais imponentes é o Al Thumama, com assinatura do arquiteto catarino — cidadão que nasce no Catar — Ibrahim M. Jaidah.

O local, com capacidade para 40 mil torcedores, não só prestigia o esporte, como a cultura muçulmana. Seu design é inspirado nas tramas de tecido da gahfiya, a touca branca que recobre a cabeça dos homens do Oriente Médio.

O adereço homenageado foi uma escolha estratégica e avançada. Ele simboliza liberdade e dignidade — virtudes muito ligadas à história do Catar e, principalmente, de Doha, que cresceu e elevou o país à prosperidade.

State Grand Mosque

Projeto de luzes e imponência da construção prometem o que a grande mesquita entrega em seu interior (Foto: Santiago Sanz Romero/Flickr)

Projeto de luzes e imponência da construção prometem o que a grande mesquita entrega em seu interior (Foto: Santiago Sanz Romero/Flickr)

Cercada por piso de pedras brilhosas está a Grande Mesquita de Doha, ou, em seu nome original, State Grand Mosque.

Com capacidade para até 30 mil pessoas, esse é o maior templo muçulmano do Catar. Uma construção de grandes proporções que faz jus à religião predominante no país.

O tom terroso claro das pedras que revestem a área externa é o prefácio da cor dourada no interior da mesquita. Cercada de adornos típicos do Oriente Médio, a obra abriga dezenas de colunas, lustres e portões, com a prevalência do tom do ouro.

Villaggio Mall

Uma volta de barco ou a pé? Você escolhe, mas na primeira, não dá para fazer compras (Foto: Gilbert Sopakuwa/Flickr)

Uma volta de barco ou a pé? Você escolhe, mas na primeira, não dá para fazer compras (Foto: Gilbert Sopakuwa/Flickr)

A arquitetura de Doha também se inspirou em clássicos mundiais para transmitir sensações diferenciadas e envolver o turista. Assim é a proposta do Villaggio Mall, o shopping de alto luxo da cidade, que abriga mais de 200 lojas.

O lugar imita Veneza, cujas ruas são tomadas pela água do mar e servem de caminho para passeios românticos em gôndolas. A cidade italiana é reproduzida dentro do centro de compras de luxo e controlada por alta tecnologia.

Já a arquitetura do espaço representa com perfeição o design típico das mesquitas de Doha, com o prestígio de muita iluminação amarela, o que reforça ainda mais o simbolismo da riqueza que a cidade ostenta.

Souq Wakif

Passear pelo Souq Waqif é conhecer as raízes culturais, gastronômicas e arquitetônicas de Doha (Foto: Sebastian Wilke/Flickr)

Passear pelo Souq Waqif é conhecer as raízes culturais, gastronômicas e arquitetônicas de Doha (Foto: Sebastian Wilke/Flickr)

Gastronomia também é cultura e roteiro para se inspirar. Nesse sentido, o mercado de Doha, Souq Wakif, é perfeito para descobrir cores e aromas que garantem bons insights de arquitetura sensorial.

O mercado é o mais antigo do Catar, fundado no século XX. Apesar de ter sofrido com a falta de conservação durante os anos de depressão, tem seu valor histórico, que a agora ascendente Doha reconhece e preserva.

Lembrando em muito os cenários do desenho Aladdin, a construção traz boxes com alimentos locais e muitos temperos. Também restaurantes e lojas dedicadas à arte da tapeçaria. Que tal encontrar o mundialmente famoso tapete persa por lá, com a garantia de que ele é mesmo do Golfo Pérsico?

Ilha Pearl

Pearl, traduzindo, pérola: uma das mais modernas obras de Doha prestigia o que manteve a cidade economicamente estável por muito tempo (Foto: Unsplash)

Pearl, traduzindo, pérola: uma das mais modernas obras de Doha prestigia o que manteve a cidade economicamente estável por muito tempo (Foto: Unsplash)

Se Doha é capaz de fazer estruturas tão altas e criar um skyline ímpar, ela emprega esse avanço a construções horizontais e suspensas na água. Não entendeu? A Ilha Pearl explica.

Feita com o propósito de ser o bairro dos estrangeiros e símbolo do alto luxo em arquitetura e estilo de vida, a ilha artificial homenageia as raízes de Doha. Como? O design da construção imita um colar de pérolas — descoberto por vista aérea.

Em um passeio cheio de descobertas pela ilha, ruas, prédios, lojas e restaurantes de alto padrão provam o ápice econômico da cidade que um dia viveu uma depressão.

Doha hoje é uma cidade que germina arquitetura em sua vertente mais avançada. E que aproveita essa qualidade para fazer brotar muitos espaços de entretenimento, cultura e educação. Mas sempre preservando suas raízes de “flor do deserto”.

Descubra agora o inusitado destino de 2020 do Coletivo Criativo Portobello: Tel Aviv!

Destaque: Os barcos da população local e o skyline: encontro da história antiga e atual de Doha (Foto: Gilbert Sopakuwa/Flickr)

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