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São Paulo em dezembro 2020

Simplicidade, ambiente de Brunete Fraccaroli no Janelas CASACOR (Foto: Leka Mendes)

Conteúdo Eventos

O que fazer em São Paulo em dezembro

30/11/2020

CASACOR e Bienal, dois grandes eventos que não ocorreram em 2020, trazem alternativas interessantes, adaptadas ao “novo normal”. Com máscara e álcool gel, privilegiando o ar livre e evitando aglomerações, há muito o que fazer em São Paulo em dezembro.

1 | Janelas CASACOR

A CASACOR está com uma alternativa interessante à sua mostra de decoração: o projeto Janelas CASACOR. Descentralizados do Jockey Club, 19 pontos de São Paulo receberam containers de vidro, com ambientes assinados por grandes profissionais da arquitetura. Eles ocupam espaços tradicionais do mercado de decoração paulistano, como a Alameda Gabriel Monteiro da Silva e o Shopping D&D, e outros inusitados e afastados do centro, como o jardim do Centro Cultural do Hip Hop na Cidade Tiradentes e o Sacolão da Freguesia do Ó. Todos ficam ao ar livre e podem ser visitados gratuitamente, a qualquer momento, garantindo segurança e promovendo democratização da decoração. A Portobello reveste dois ambientes: de Brunete Fraccaroli, na Praça Vinícius de Moraes (Pracinha do Morumbi), e de Marcelo Diniz e Mateus Finzetto, em frente ao D&D.

Serviço

Período: até fim de dezembro

Confira ambientes e endereços aqui.

Sala de banho do ceramista, ambiente de Marcelo Diniz e Mateus Finzetto no Janelas CASACOR no Shopping D&D (Foto: divulgação CASACOR) São Paulo em dezembro 2020
Sala de banho do ceramista, ambiente de Marcelo Diniz e Mateus Finzetto no Janelas CASACOR no Shopping D&D (Foto: divulgação CASACOR)

Dica: Além de encontrar espontaneamente os ambientes pela cidade, pode ser interessante tirar um dia para fazer um tour por parte deles. Um roteiro possível é começar pela Avenida Brasil, no ambiente de Sig Bergamin, descer a Gabriel passando pelos ambientes de Léo Shehtman e Murilo Lomas, entrar na Faria Lima para os ambientes de João Armentano, Roberto Migotto e Rick Minelli e Leo Mancenido, seguir até a Praça Panamericana para o ambiente de Gustavo Martins e descer até a Ponte Cidade Universitária para o ambiente de Kiko Sobrino. Outra ideia é começar pelo Morumbi, nos ambientes de Ester Carro, Veronica Vacaro e Plantar Ideias, Brunete Fraccaroli e Ticiane Lima, atravessar o rio na direção do Shopping D&D para o ambiente de Marcelo Diniz e Mateus Finzetto e subir até o Ibirapuera para o ambiente do Suite Arquitetos.

2 | Prévia da Bienal de São Paulo

A Bienal de São Paulo teve sua 34ª edição adiada para setembro de 2021. Porém, uma das exposições da Bienal já está acontecendo agora. A coletiva Vento reúne obras de 21 artistas que dialogam com o filme homônimo de Joan Jonas, de 1968. A exposição é composta majoritariamente por obras desmaterializadas, em áudio e vídeo. Nenhuma parede expositiva foi construída e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo acolhe as obras diretamente, sem elementos que mediem a escala humana dos trabalhos e as dimensões monumentais da arquitetura de Oscar Niemeyer.

Serviço

Período: até 13 de dezembro

Horários: quarta, sexta, sábado e domingo, das 11h às 19h; quinta, das 11h às 20h

Localização: Parque Ibirapuera, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, Moema

Entrada: gratuita

Yuko Mohri, Parade, uma das obras da exposição Ventos. Foto Jacqueline Trichard, cortesia do Centre Pompidou - São Paulo em dezembro 2020
Yuko Mohri, Parade, uma das obras da exposição Ventos (Foto: Jacqueline Trichard, cortesia do Centre Pompidou)

Dica: A lotação máxima do espaço é de 600 pessoas simultâneas. É possível fazer agendamento prévio pelo site da Bienal para garantir a visita. Visitantes sem agendamento prévio também terão seu acesso liberado, desde que haja vagas.

3 | Regina Silveira no Paço das Artes

O Paço das Artes havia acabado de inaugurar sua nova sede, em Higienópolis, com incrível exposição da artista Regina Silveira, quando a pandemia fechou os espaços culturais. Alguns meses depois, o Paço está de volta, com a mesma exposição do início do ano, abrindo uma nova oportunidade para quem não teve tempo de visitar. Limiares traz duas obras criadas especialmente para o Paço das Artes, que se relacionam com a arquitetura, explorando a potência desse local e seu contexto territorial. Regina Silveira é uma das maiores artistas contemporâneas brasileiras e já realizou vários projetos em parceria com o Paço das Artes durante o longo período em que foi sediado na USP.

Serviço

Período: até 31 de janeiro

Horários: sexta a domingo, das 12h às 18h

Localização: Rua Albuquerque Lins, 1331, Santa Cecília

Entrada: gratuita

Exposição de Regina Silveira no Paço das Artes. Foto divulgação
Exposição de Regina Silveira no Paço das Artes (Foto: divulgação)

Dica: A entrada é feita de acordo com a lotação máxima do espaço, que está operando com capacidade reduzida. Não é possível reservar com antecedência. Há estacionamento nas dependências do Shopping Higienópolis.

4 | Casas do Brasil no Museu da Casa Brasileira

Ao longo de sete anos, o fotógrafo e arquiteto Marcos Freire registrou casas de 94 dos 96 subdistritos de São Paulo. Assim, a série de exposições Casas do Brasil propõe um mergulho na maneira de morar dos paulistanos, com a edição Conexões Paulistanas. Essa é a sétima edição do projeto, que propõe a formação de um inventário sobre a diversidade do morar no país. Freire retrata acabamentos de fachadas, decoração dos interiores das casas e cores, imersos na grande massa urbana.

Serviço

Período: até 10 de janeiro

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h

Localização: Avenida Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano

Entrada: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada). Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos. Gratuito aos finais de semana e feriados

Exposição Casas do Brasil - Conexões paulistanas, com fotos de Marcos Freire. Foto Alisson Ricardo e Leo Eloy
 Exposição Casas do Brasil – Conexões paulistanas, com fotos de Marcos Freire (Foto: Alisson Ricardo e Leo Eloy)

Dica: É possível comprar ingressos antecipadamente no site ou na própria bilheteria do museu. O interior da edificação tem capacidade máxima de 25 pessoas simultâneas, sendo quatro por sala expositiva. O agradável jardim do museu tem demarcação para distanciamento social.

5 | Visita ao canteiro aberto do Jockey Club

Uma das joias do art déco em São Paulo, o Jockey Club está passando por restauro. E, para a felicidade dos arquitetos, é possível visitar o canteiro aberto. Há uma exposição dinâmica, com painéis que contam mais sobre a história, características e técnicas de construção do edifício. Ao longo dos meses, a mostra será complementada a partir do desenvolvimento dos processos de recuperação. O Jockey é projeto de 1954 do arquiteto francês Henri Sajous. O estilo Sajous inclui materiais como mármore travertino, ferro fundido e vidro e volumetria com simetria marcante e monumentalidade. Além do edifício, esquadrias e detalhes do acabamento, o arquiteto projetou parte do mobiliário. 

Serviço

Horários: segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h

Localização: Avenida Lineu de Paula Machado, 1263, Jardim Everest

Restauração do Jockey Club. Foto divulgação
Restauração do Jockey Club (Foto: divulgação)

Dica: O agendamento para visitas ao canteiro de obras é feito através do site. É possível agendar uma visita individual ou em grupos de até 10 pessoas. O Jockey disponibiliza equipamento de proteção individual e guias especializados.

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