Menu
Projetos e Obras
Busca

Conteúdo Colunistas

Design de autor

25/07/2018

“Tudo começou pelo desejo de mostrar, afirmar e valorizar o design autoral neste país”, conta o idealizador e curador da Made, Waldick Jatobá.

A primeira e maior feira de design colecionável da América Latina, a Made – Mercado Arte Design, recebeu este ano, no Pavilhão da Bienal, um número recorde de visitantes. Entre os dias 27 de junho e 1º de julho, os amantes do design puderam conferir o melhor do design colecionável, com projetos de mais de 100 expositores nacionais, além de profissionais internacionais que mantêm vínculos com brasileiros, como o austríaco Robert Stadler, eleito o designer do ano pela feira.

A maior vitrine do país apresentou intervenções inéditas, designers, galerias, talks e exposições que fomentam a cultura do design no Brasil e reafirmam a credibilidade do evento.

Escrivaninha Alva Design. Foto: Dentro Fotografia.

Escrivaninha Alva Design. Foto: Dentro Fotografia.

Selecionamos aqui o melhor da feira e entrevistamos seu fundador e curador, Waldick Jatobá.

CS: Neste mundo, onde tudo muda tão rápido, onde anda o design?

WJ: Acho que o design tem andado muito em parceria com o bem-estar das pessoas, fazendo parte do dia a dia e do way of life de cada um.

CS: Qual a filosofia do design hoje?

WJ: Vejo hoje uma certa experimentação por parte dos designers criativos, são ávidos para conhecer novas técnicas, ou resgatar antigas, encontrando materiais adequados para criar produtos contemporâneos. Nos anos 1980 a forma seguia a função, hoje em dia os materiais seguem a função!

CS: O artesanato se conectou definitivamente ao design. O que a Made trouxe de novidades nesse sentido?

WJ: Acho que alguns designers têm explorado algumas técnicas do artesanato, resgatando algumas tradições, e juntos (designer e artesão) têm encontrado um caminho próprio para percorrer. Acho que artesanato será sempre a repetição de uma técnica de um determinado povo ou comunidade. Design é processo sempre em evolução! Nessa edição da Made alguns designers exploraram muito bem essa parceria e o resultado foi muito inspirador.

CS: A MADE foi feita graças a sua determinação e confiança no ofício. Hoje, em sua 6º edição, já está mais fácil encontrar expositores com conceito e qualidade? E patrocinadores?

WJ: É sempre uma batalha para encontrar ambos! Mas vejo que a evolução da Made tem proporcionado essa adesão de forma mais dinâmica. Somos uma feira que convida expositores a participar, não recebemos inscrições. Nossos patrocinadores percebem esse constante exercício de buscar sempre o melhor do setor para apresentar ao público e confiam que o que fazemos é um projeto de economia criativa. Futuro do Brasil, onde jovens profissionais tentam se estabelecer.

Luminária Ó, Coleção Memória de André Ferri. Foto: Tiago Aguiar Nunes.

Luminária Ó, Coleção Memória de André Ferri. Foto: Tiago Aguiar Nunes.

CS: Quem são as grandes estrelas da Made?

Todos os que escolhemos para estar conosco! Temos o orgulho de ter designers que começaram com a gente, como Carol Gay, Ines Schertel, Leo Capote, Alva Design, entre outros, e que vêm trilhando uma carreira de crescimento junto com Made!

CS: E os novos talentos? São eles que trazem o espírito de renovação e inovação?

WJ: Gostamos sempre de oxigenar a Made com novos talentos; é um canal constante de crescimento.

CS:  Como um jovem designer pode encontrar seu espaço na Made?

WJ: Pesquisamos o trabalho desse jovem designer e dentro do seu ofício o colocamos no setor próprio, ou seja, mobiliário, iluminação ou objeto. Tudo tem um contexto e uma razão para existir. Parece fácil, mas toda a logística, definição dos espaços e onde quem vai ocupar é definido por nós. Tomamos conta de tudo, cores e layout dos stands, trabalhamos juntos com os designers que têm duvidas de como apresentar os produtos, ou seja, nos encarregamos de tudo para sempre trazer uma estética e surpresa para os visitantes. E com isso, fomentar as vendas! Temos orgulho de dizer que não cedemos espaços de graça para nenhum designer, mas também tudo que eles vendem é deles. Não temos participação alguma nessas vendas. Somos imparciais, porque queremos sempre ter o livre arbítrio de escolher quem estará conosco!

CS: Você gostaria de levar a marca para outros estados brasileiros?

WJ: Sim, sempre estamos abertos para essas oportunidades, ainda não aconteceu, mas estamos sempre atentos.

CS: Quais as feiras de design que mais te inspiram?

WJ: Gosto muito de Eindhoven, na Holanda, e Kortrijk, na Bélgica. Ambas pela forte presença de jovens designers e seus produtos inovadores e contemporâneos. Respira-se um frescor do design em ambas.

CS: Quais são os planos para o futuro?

WJ: Já começamos a preparar a Made de 2019. Aqui é como escola de samba: antes de desfilar já temos o tema da próxima edição!

Relógios Guilherme Sass para Casa na Árvore. Foto: Eduardo Magalhães.
Luminária Suff, DSGN Selo Light Lab. Foto: Divulgação.
Unidade Multifuncional DOT, F.Studio. Foto: Eduardo Magalhães.

Série Prismas, Studio Heloisa Galvão. Foto: Divulgação.

Carrinho Nelson Pequi 1, Herança Cultural. Foto: Atelier Zanini de Zanine.
Banco Tropos, Estúdio Iludi. Foto: Dentro Fotografia.

Banquinho 8 graus, Leon Ades. Foto: Michele Minerbo.

Cadeira Violeta, Marcelo Caruso. Foto: Divulgação.

Mesa de centro EMI, Marcos Amato. Foto: Flávio Russo.

Coleção André Poppovic, Massa Branca. Foto: Divulgação.

Luminária Tomiko, Mel Kawahara. Foto: Nino Andrés.
Linha A4, Nydia Rocha. Foto: Divulgação.
Mesa Dome, Ofício Lenho. Foto: Divulgação.
Pote Chapisco, Paula Juchem. Foto: Divulgação.

Porta Cartões da coleção Metamorfose, de Aline Rocha. Foto: Massimo Failutti.

 

 

Nenhum comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *