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Decoração do século 18: incorpore essa referência em ambientes modernos

24/11/2017

Conheça os dois principais estilos de decoração do século 18 e veja como adotar detalhes de cada um na decoração de ambientes atuais!

Entre 1701 e 1800, o mundo modificou-se radicalmente. Esse período foi tão transformador que representa uma linha divisória entre a Idade Moderna e a Idade Contemporânea (em que vivemos até os dias de hoje, desde a Revolução Francesa de 1789). Provavelmente, esse período evoca algumas imagens à sua mente, e algumas delas, com certeza, estão relacionadas à decoração do século 18.

Esse foi o Século das Luzes, em que o Iluminismo (corrente filosófica que preza pela racionalidade) abalou as estruturas do mundo ocidental. Na decoração, o luxo da realeza mantinha certo protagonismo.

Hoje em dia, adotar elementos decorativos dessa época é um charme incontestável em ambientes modernos. Quando são bem aplicados, eles dão um toque de imponência e elegância à decoração. Quer saber como?

Neste post, você vai conhecer os dois principais estilos de decoração do século 18, o rococó e o neoclassicismo, e receber dicas para adotar detalhes de cada um na decoração de ambientes atuais!

Decoração do século XIIX

 

Inspire-se na delicadeza e na luz do rococó

Algumas palavras-chave definem o estilo barroco, que se iniciou no século 16 e se estendeu até meados do século 18. Ele pode ser definido pela profunda dramaticidade, que é apresentada a partir de contrastes marcantes entre luz e sombras e a dinamicidade das formas, entre outras minúcias que tensionavam as relações entre o sublime e o mundano.

A primeira metade do século 18 assistiu a artistas e arquitetos reagirem ao estilo com uma vertente suavizada desse drama, o rococó (também conhecido como barroco tardio). Esse estilo abandona os tons intensos do barroco e adota tons mais claros, especialmente pastel.

Cheio de detalhes, o rococó não “pesa a mão” como o barroco, e consegue ser delicado e poético, apesar do rebuscamento. Conheça algumas características do estilo e veja dicas para incorporá-lo a um ambiente moderno:

  • diferentemente do barroco, os móveis não têm curvas exageradas. Eles mantêm modelos torneados, como pernas curvas bem trabalhadas, mas com delicadeza. Para ter um toque moderno, podem ser pintados em tons vibrantes. Já para um ar romântico, uma dica são os móveis pintados com a técnica de pátina, em que uma fina lixa é passada na pintura ainda fresca, o que empresta um aspecto sutilmente envelhecido à peça;
  • as estampas seguem a delicadeza dos móveis e também predominam em tons pastel. Os motivos florais e os brocados são os favoritos;
  • a atenção aos detalhes é total. Os laços, decoração com conchas e flores são muito bem-vindos — mas, claro, sem exageros! Escolha um desses elementos e pontilhe o ambiente com ele;
  • espelhos são peças costumeiras, e tornam-se ainda mais interessantes com molduras ornamentadas;
  • evidentemente, o gosto da nobreza pelo ouro não precisa ser imitado, mas ele se manifesta na predileção por elementos dourados na decoração, como em molduras e no acabamento.

Como um dos estilos mais recorrentes do Século das Luzes, o rococó não poderia deixar de ser luminoso. Enquanto o início da tendência do barroco apostava intensamente na sombra, o rococó prefere janelas amplas e espaços bem iluminados.

Esse é um dos principais fatores que dotam o estilo de uma atmosfera delicada e leve. Por mais que a decoração seja relativamente carregada — já que é cheia de detalhes —, tudo se suaviza com a abundância de luz.

Aposte na simplicidade do neoclassicismo

O Palácio de Versalhes, antiga casa de figuras controversas da realeza francesa, como Maria Antonieta (1755 – 1793), é o exemplo máximo do rococó.

Para a massa que participou da Revolução Francesa, portanto, o estilo era símbolo da decadência dos valores que ela rejeitava. O final do século 18 assistiu à refutação desse estilo e ao surgimento de outra vertente de arquitetura, arte e decoração, a neoclássica.

O nome dá a pista da principal característica do estilo. Ele é uma releitura dos valores clássicos de Roma e da Grécia Antiga. Não haveria lugar melhor para os iluministas recorrerem filosófica e artisticamente do que a racionalidade da Idade Antiga, em que o equilíbrio entre corpo e mente era o objetivo central da cultura.

A decoração neoclássica mantém certa opulência, mas a atenua com toques de austeridade. Originalmente, ela se ancora em projetos como os do britânico Robert Adam (1728 – 1792), referência do estilo na Europa.

Os projetos de Adam são caracterizados pelas linhas simples nos móveis, pilastras aparentes, tetos emoldurados e uma paleta discreta de cores.

Alguns aspectos de projetos assim, como as pinturas com ares renascentistas no teto, são inimitáveis nos ambientes modernos, mas diversos elementos caros ao neoclassicismo podem ser utilizados em espaços contemporâneos, como:

  • a predominância de tons sóbrios, que variam entre branco, pérola, verde-claro e outras tonalidades suaves. O contraste entre preto e branco também é uma alternativa, já que alia perfeitamente elegância e sobriedade;
  • a ornamentação com vasos de porcelana, que reforça a natureza clássica do estilo. Os motivos que lembram padrões ou mesmo a mitologia greco-romana combinam perfeitamente com as pretensões racionais do neoclassicismo;
  • molduras de gesso no teto. Muito mais simples e atemporais que adornos como as sancas, elas trazem o charme clássico com discrição;
  • mobiliário de linhas simples (as curvas continuam presentes, mas suavizadas), disposto de maneira geralmente simétrica.
  • no piso, revestimentos com ares atemporais, que lembrem pedra e madeira, são os mais indicados.

A decoração do século 18, em resumo, revelou o encontro de concepções de mundo distintas que chacoalhou esse período. A intensidade do barroco transitou para a leveza opulenta do rococó, que, por sua vez, deu lugar à simplicidade rebuscada do neoclassicismo.

“Leveza” e “opulência”, “simplicidade” e “rebuscamento”, você deve ter notado, são termos que aparentemente se contradizem. Mas, na decoração do século 18, eles transmitem justamente a turbulência de ideias que marcou o período. Vários ideais artísticos e filosóficos da época permanecem firmes nos dias de hoje, e não é à toa que o design de interiores desse tempo também preserva aspectos que permanecem harmônicos com estilos atuais.

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