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De fábrica a ateliê: conheça o escritório de Ricardo Bofill

19/12/2018

“Doméstico, monumental, brutalista e conceitual”. É assim que o arquiteto define um dos seus principais projetos e seu próprio local de trabalho, que originou-se de uma fábrica de cimento abandonada aos arredores de Barcelona, na Espanha.

Ricardo Bofill é um dos mais importantes arquitetos catalães. Assinou projetos em várias partes do mundo como Marrocos, República Checa, China, Rússia, entre outros. Mas é em Barcelona, sua cidade natal, que se localizam suas maiores obras: o Estádio Camp Nou (do Barcelona), o Aeroporto El Prat, o Hotel W, também conhecido como Hotel Vela, o complexo residencial Walden 7 etc.

Já o mais interessante de seus projetos começou em 1973, período de industrialização da Catalunha, em uma fábrica de cimento abandonada que, mais tarde, se transformou em sua própria residência e ateliê de arquitetura.

Fábrica abandonada, onde Bofill começou o projeto de renovação (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

Bofill visualizou um rico espaço arquitetônico dentro de salas de máquinas, galerias subterrâneas e armazéns, reformando-o com uma decoração simples e minimalista no intuito de manter as estruturas reais de cimento da antiga fábrica. Uma obra que sempre será inacabada — como ele mesmo diz em seu site oficial.

O ESTÚDIO

Seu escritório de arquitetura está localizando no armazém da fábrica entre quatro andares e uma escada em espiral. O arquiteto deixou o ambiente totalmente aberto para facilitar a interação e criatividade da sua equipe. Um espaço amplo com iluminação natural e vista para o jardim.

Detalhe da parede da escada em espiral (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

O escritório do próprio Ricardo Bofill é totalmente minimalista dentro desse espaço brutalista. Uma sala à parte pintada de branco, com apenas uma abertura lateral simbólica e mobiliário modernista.

Escritório de Ricardo Bofill (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

A CATEDRAL

A Catedral é o nome dado para a sala de reuniões e exposições em uma espaço com o pé-direito de 10 metros. As paredes de concreto foram preservadas além dos grandes elementos metálicos para estocagem de cimento, mantendo a estética brutalista e industrial.

Sala com 10 metros de pé-direito onde os cilindros de estocagem de cimento foram mantidos da antiga fábrica (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

A RESIDÊNCIA

O interior da sua residência foi decorada com mobiliário contemporâneo e longas cortinas brancas, transformando uma caixa de concreto em um local totalmente habitável e aconchegante. Bofill manteve as aberturas laterais como na antiga fábrica, tratando-as como elemento-chave para trazer iluminação natural à casa, além de “romantizar” o espaço bruto.

Sala de estar da parte residencial da Fábrica de Bofill (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

O JARDIM

Parte do jardim (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

O arquiteto revitalizou o entorno da antiga fábrica com muita área verde no terreno, no telhado e nas paredes de concreto exposto. Esse mix entre o industrial e a natureza traz um contraste de elementos que, ao mesmo tempo, se completam na arquitetura.

A Fábrica de Ricardo Bofill é uma mescla entre o brutalismo e o contemporâneo, o romântico e o industrial. Neste projeto em específico, o arquiteto mostra como apropriar-se de um edifício, preservando-o e ressaltando cada detalhe de sua essência.

Sem dúvida é uma de suas obras mais conceituais e belas que Barcelona tem o prazer de abrigar.

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Plantas do projeto (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

 

Elevação do projeto com as três partes cilíndricas que eram elementos de estocagem de cimento (Foto: Taller de Arquitectura Ricardo Bofill)

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