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Como aplicar a Arquitetura Sensorial em projetos residenciais?

13/09/2019

A Arquitetura Sensorial reconhece que as pessoas experimentem e reajam a um ambiente de muitas formas…. Veja como aplicar os 5 sentidos nos seus projetos!

A Arquitetura Sensorial reconhece que as pessoas experimentem e reajam a um ambiente de muitas maneiras, sutis e óbvias, consciente e inconscientemente.

Como é o espaço? Quais sons estão vindo dele? Qual o seu odor? É quente ou frio, úmido ou seco? Nós, seres humanos, temos um sistema sensorial dotado de células especiais chamadas receptores, que captam estímulos e informações do ambiente. Assim, nossos receptores estão expostos em todos os momentos. Ou seja, ajudando-nos a compreender e a sentir os lugares aonde vamos.

Aproveitamento da luz natural e estimulação com visões agradáveis aos olhos (Foto: Projeto Alessandra Pretti)

Aproveitamento da luz natural e estimulação com visões agradáveis aos olhos (Foto: Projeto Alessandra Pretti)

Os segmentos de varejo, entretenimento e hotelaria, por exemplo, há muito tempo incorporam elementos multissensoriais em seus ambientes e agora é a vez dos projetos residenciais. Continue lendo e veja o que é a Arquitetura Sensorial e como aplicá-la em seus projetos!

Arquitetura Sensorial: influência no comportamento e bem-estar

A Arquitetura Sensorial funciona para influenciar o humor, comportamento e, finalmente, o bem-estar do usuário em qualquer espaço.

Fatores, como: o volume e a qualidade do som que ouvimos, se nos sentimos muito aquecidos ou com frio e até mesmo como podemos navegar facilmente pelo espaço têm um efeito substancial em longo prazo em nossa saúde mental e física, bem como em quanto somos felizes.

Consultório médico com relevância para a disposição dos móveis e espaços (Foto: Projeto Nathália Montans)

Consultório médico com relevância para a disposição dos móveis e espaços (Foto: Projeto Nathália Montans)

Os cinco sentidos aplicados na Arquitetura Sensorial

Encontramos os cinco sentidos básicos como uma estrutura simples para aumentar nossa atenção com recursos de Arquitetura Sensorial. Veja abaixo a análise de cada um deles:

Visão

A visão é composta de muitas facetas diferentes que vão além da estética. O acesso visual à luz natural, por exemplo, nos ajuda a manter ritmos biológicos consistentes (ligados à saúde física, mental e comportamental). Já a exposição ao sol permite aos nossos organismos sintetizar a vitamina D, que promove a saúde óssea, a função imunológica e ainda reduz a inflamação.

As cores das superfícies e dos objetos também podem ter um efeito significativo sobre o desempenho, a satisfação, o conforto e a saúde dos ocupantes: materiais em tons quentes, como o porcelanato que reproduz madeira, por exemplo, geram efeitos biofílicos positivos.

Tons amadeirados na arquitetura sensorial (Foto: Portobello S.A. - Linha Ecollection, versão Khaya)

Tons amadeirados na arquitetura sensorial (Foto: Portobello S.A. – Linha Ecollection, versão Khaya)

Olfato

Você provavelmente já ouviu falar que o olfato é o sentido mais fortemente vinculado à memória. Por isso, os ambientes de varejo e hotelaria há muito tempo usam aromas de assinatura para criar experiências multissensoriais memoráveis ​​para seus clientes.

Plantas naturais e nichos com ervas aromáticas foram criados para estimular o olfato (Foto: Projeto Eduardo Falcão)

Plantas naturais e nichos com ervas aromáticas foram criados para estimular o olfato (Foto: Projeto Eduardo Falcão)

Nos projetos residenciais, odores agradáveis ​​podem ajudar a criar uma associação forte e positiva entre o espaço e seus ocupantes e tornar o ambiente menos estéril e mais pessoal. Um espaço chave que se beneficia da consideração olfativa é o banheiro.

Audição

O som em um ambiente pode ser relaxante ou energizante, mas também está associado ao ruído e à distração. Hoje em dia, essas frustrações podem ser exacerbadas por leiautes mais abertos e pela tendência de equipar os espaços com materiais mais resistentes e mais reflexivos.

Pesquisas sobre os efeitos dos chamados ruídos brancos (às vezes percebidos como vibrações) emanados por muitos eletrodomésticos sugerem que até mesmo esses sons pouco perceptíveis podem afetar negativamente o sistema nervoso e causar distúrbios do sono.

Assim, permitir que os ocupantes personalizem a música em espaços selecionados é uma maneira de fornecer a eles controle do local.

Um bom exemplo é o projeto abaixo. Nele, a audição na área gourmet vai além da música ambiente especialmente escolhida. O barulhinho calmo e relaxante da cascata embutida na estrutura metálica é a protagonista do ambiente. Instalada na ilha, onde as pessoas se reúnem para as refeições, é um chame à parte.

Projeto inclui cascata embutida na estrutura para estimulação da audição (Foto: Projeto Gisele Ribeiro)

Projeto intitulado “Gourmet dos sentidos” inclui cascata embutida na estrutura para estimulação da audição (Foto: Projeto Gisele Ribeiro)

Tato

O tato inclui os objetos que realmente entramos em contato, bem como as superfícies, limites e ambientes dentro de nossa visão, que podemos simplesmente imaginar habitando ou tocando.

Isso significa que o senso de tato poderia ser empregado, por exemplo, quando o usuário estiver sentado em uma cadeira dura ou em um sofá macio.

O tato também está presente quando o usuário experimenta o nível de umidade em um espaço ou reage ao seu fluxo de ar ou temperatura. A escolha de materiais naturais para móveis e decoração, quando possível, pode proporcionar um espaço mais calmante.

No mobiliário, a poltrona dá um toque super diferente (Foto: Portobello S.A.)

No mobiliário, a poltrona dá um toque super diferente (Foto: Portobello S.A.)

Agora, que você sabe como aplicar a Arquitetura Sensorial nos projetos residenciais, aproveite e leia nosso post sobre a sinestesia na arquitetura e veja mais ideias de como estimular os cinco sentidos nos projetos!

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