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Co-living: vidas e casas compartilhadas

14/05/2018

Entenda melhor o conceito do termo coliving, a nova tendência urbana que está se expandindo pelo mundo nos últimos anos e nos faz repensar o formato e função de nossas casas!

Imagine viver em uma casa bem equipada, com decoração feita por profissionais renomados e áreas comuns compartilhadas com pessoas desconhecidas. Esse é o conceito do termo co-living, que está se expandindo pelo mundo nos últimos anos e nos faz repensar o formato e função de nossas casas na era digital.

O termo surgiu na década de 60, na Dinamarca, muito antes da internet, com foco na vida em comunidade. A ideia de uma residência compartilhada com estranhos não é exatamente nova, porém com tecnologia e design, dividir uma casa ou apartamento nos dias de hoje com design, tecnologia e serviços, torna-se uma opção interessante para os aventureiros e nômades de coração.

Cozinha compartilhada em Londres. Fonte: Roam

Cozinha compartilhada em Londres. Fonte: Roam

Essa prática, que agora tem nome, é muito comum entre jovens universitários. Pessoas que mudam de cidade para estudar e acabam dividindo apartamento com colegas, amigos e, muitas vezes, desconhecidos. O que muda agora é que empresas estão se especializando em co-living, oferecendo propostas interessantes de decoração, interatividade e comunidade.

A Roam, por exemplo, é uma empresa especializada em coliving com bases em Miami, Bali, Tokyo, São Francisco e Londres. Oferece espaços compartilhados para viver por temporada ou como aluguel fixo. A partir de 500 dólares por semana, você pode se juntar a uma comunidade em alguma dessas cidades para viver com um grupo de pessoas e compartilhar espaços de lazer e trabalho.

O quarto de um edifício de coliving em Tokyo. Fonte: Roam

O quarto de um edifício de coliving em Tokyo. Fonte: Roam

Você pode viver em uma casa em São Francisco com wi-fi, sala de yoga, quarto e banheiro privados, serviços de limpeza e uma cozinha feita para um chef, com todos os utensílios necessários ou em um prédio em Londres com 34 “espaços pessoais” e uma excelente área de convivência – tornando-se mais acolhedor que um hotel.

A ideia lembra muito os prédios de universidades americanas, onde cada pessoa tem seu espaço e compartilha cozinha, sala, equipamentos e serviço, porém esse modelo de vida migra para as cidades e evolui proporcionando novas interconexões e projetos sustentáveis.

No Brasil, o coletivo de arquitetura e urbanismo Guaxo criou um projeto co-housing em Piracicaba para pessoas que querem uma vida mais leve, com menos contas a pagar e mais natureza.

O conceito é muito bacana pois une pessoas com interesses em comum, movimenta a economia criativa e nos faz repensar no papel da casa e das relações humanas.

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