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Catedral da Sé

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Catedral da Sé: conheça as características dessa obra histórica

09/11/2017

Conheça a história de uma das igrejas mais antigas de toda a São Paulo, construída poucos anos depois do descobrimento do Brasil!

Você sabia que a Catedral da Sé é um dos edifícios mais antigos de toda a história da cidade de São Paulo?

Quem pensa que sua importância é reconhecida apenas no meio religioso, se restringindo à comunidade de devotos da região, está muito enganado. Muito pelo contrário, a construção carrega consigo uma história rica, cheia de curiosidades, gerando um reconhecimento internacional por profissionais da arquitetura e de inúmeras áreas correlacionadas.

Vamos conhecer um pouquinho mais sobre a Catedral da Sé e entender o motivo de a Igreja ter se tornado um dos símbolos da capital paulista? Tenha uma ótima leitura!

A história da construção da igreja

A construção da Catedral da Sé foi iniciada no ano de 1913. O professor de arquitetura Maximilian Emil Hehl comandou o início da obra e foi responsável pelo projeto, exercendo também funções de engenheiro, já que tinha formação em ambas as áreas. A Igreja foi um de seus últimos desafios profissionais em decorrência da morte de Hehl, em 1916.

Depois de um bom tempo de construção, chegou o momento de inaugurar a igreja: isso aconteceu em 1954.

Se ela foi oficialmente aberta ao público há 63 anos, como as pessoas afirmam que a construção é um dos monumentos mais antigos de São Paulo? É simples: existiu uma outra Catedral da Sé.

A primeira “versão” da igreja foi erguida no ano de 1591, menos de 100 anos depois do descobrimento do Brasil, ali mesmo no exato lugar onde a Igreja existe atualmente. Quem escolheu a região certinha para levantar as paredes do monumento foi o cacique Tibiriçá, um importante líder indígena que teve grande participação nos primórdios do descobrimento do Brasil pelos europeus.

Até o momento de construir a versão moderna da igreja, aconteceram muitas reformas. Nenhuma delas, no entanto, conseguiu modificar o estilo da construção, que permanecia ligado à suas raízes originais.

A demolição da “velha Sé” aconteceu em 1911, quando a Praça da Sé foi alargada e o projeto para a nova Igreja começou a sair do papel.

Catedral da Sé

A Catedral da Sé como patrimônio de São Paulo

Seu significado histórico para toda a cidade de São Paulo não demorou a gerar frutos. Com o passar dos anos, a Catedral foi sendo cada vez mais reconhecida, não apenas pelos cidadãos, mas também por autoridades locais e de fora.

O marco zero da capital paulista está localizado justamente em frente à igreja. Para simbolizá-lo, foi criado, em 1934, um certo tipo de escultura que traça um mapa de São Paulo com destino a outros estados. Eles são Minas Gerais, Bahia, Paraná, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Goiás.

No ano de 2016, tanto a Catedral da Sé quanto a praça de mesmo nome e o monumento acima, que é chamado de Marco Zero, foram decretados como Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo.

Especialistas que estudam a área são unânimes ao afirmar que a Catedral tem ligação direta com a história e formação da Cidade de São Paulo; por isso, o reconhecimento é tão importante para os cidadãos.

 

O estilo arquitetônico ao qual a igreja pertence

Apesar de a cúpula da igreja ser considerada como do estilo renascentista, o estilo arquitetônico da Catedral da Sé é o neogótico. Seu reconhecimento na área é tão grande que a igreja é considerada como o quarto maior templo neogótico de todo o mundo! As características que comprovam o fato podem ser encontradas ao redor de toda a construção, que permanece com suas características preservadas mesmo após passar por inúmeras reformas em sua era moderna.

O neogótico foi um estilo que tinha como intenção reviver as características góticas existentes nas artes e na arquitetura do passado, em meio a uma onda gigantesca do estilo clássico, que reinava na época.

Suas características fazem muita referência ao medievalismo, e isso pode ser percebido na forma pela qual as relíquias, por exemplo, são muito usadas. As linhas são utilizadas com irregularidade, sem a necessidade de estabelecer um padrão muito definido em relação às formas e volumes, que, por sinal, são muito sinuosas e imponentes.

Sabendo que esse estilo arquitetônico fazia uma releitura do movimento gótico, veja as principais características que construções enquadradas no meio vão ter com toda a certeza, e veja se você relaciona a Catedral da Sé a alguma delas:

  • os “portais” (entradas) das igrejas têm três, e não uma entrada;
  • as torres têm pontes agulhadas, significando que estão “apontadas para Deus”;
  • uso dos vitrais em abundância;
  • presença da rosácea, que é uma grande janela redonda presente na face frontal da igreja;
  • os tetos são formados por estruturas côncavas;
  • existe muita iluminação interior, com inúmeras janelas;
  • as paredes são mais finas e mais leves.

As principais características que a tornam única

Estamos falando de uma igreja de tamanho esplendoroso: a Catedral tem 112 metros de comprimento por 47 metros de largura. Foram usadas mais de 800 toneladas de mármores raros na obra, além de granitomaciço e outros materiais com muita abundância. Sua estrutura abriga um total de aproximadamente 8 mil pessoas, e as famosas torres têm uma altura de 92 metros.

Todo o mobiliário, além de mosaicos de esculturas, foi trazido da Itália, e ilustra muito bem o estilo neogótico presente na igreja. Os arcos opulentos estão presentes em quase todos os cômodos da igreja, e seus pisos trabalhados em mármore prometem deixar arquitetos encantados.

A mistura da cúpula renascentista com o restante em neogótico poderia até parecer uma escolha muito inusitada; porém, na Catedral da Sé, foi um acerto em cheio. Os dois estilos entraram em harmonia de uma forma que realmente seria difícil de prever, já que diversas características de cada um deles “entram em conflito” quando combinadas.

É muito interessante observar a Catedral de longe. Imagens aéreas ou até aquelas tiradas no próprio nível da rua, porém a distância, evidenciam um contraste gigantesco em relação aos prédios que a rodeiam. Não existe nada igual por ali, e o destino é realmente indispensável para todos que cheguem a visitar São Paulo.

A capela subterrânea escondida na catedral

Você sabia que a Catedral da Sé “esconde” uma capela num andar subterrâneo?

É verdade, e essa parte de baixo se chama cripta. Na história, as criptas são dependências subterrâneas existentes nas igrejas, onde eram enterrados membros do clero e aristocratas.

Sua visitação é aberta ao público, e as pessoas conseguem ver, em um passeio que dura geralmente meia hora, o salão que abriga até os dias atuais os restos mortais de Tibiriçá, de quem já falamos acima, e também do Padre Feijó, representante do Império brasileiro, além do Padre Bartolomeu de Gusmão, personalidade que inventou os balões aerostáticos.

Por mais que a principal intenção dos visitantes que vão até a cripta seja matar um pouquinho da curiosidade a respeito dessa história de velar as pessoas na igreja, quem se depara com o ambiente vai, com toda a certeza, se impressionar com a arquitetura e os detalhes existentes ali.

A Catedral da Sé proporciona uma experiência de imersão histórica muito grande, que agrega uma riquíssima bagagem cultural aos visitantes, além de ser um ótimo passeio de final de semana!

Agora que você conheceu mais sobre um prédio que carrega consigo tanta importância e história, por que não compartilhar o conteúdo nas redes sociais, para que ainda mais amigos fiquem por dentro desse belo projeto arquitetônico brasileiro?

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