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Exposição CAMP “Notes oN fashion”: a teatralização da moda no decorrer do século

26/08/2019

Camp: Notes oN Fashion é a nova exposição de moda dentro do MET (The Metropolitan Museum of Art), em Nova York, que reúne os looks mais extravagantes da moda no decorrer dos séculos, até os desfiles atuais.

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Vitrines com o interior pintado de diferentes cores fazem parte da cenografia da exposição Camp: Notes oN Fashion (Foto: Bárbara Cassou)

CAMP é um estilo muito falado nos dias de hoje, que está relacionado com a teatralização e o excesso da estética. Pode estar ligado, muitas vezes, ao movimento Kitsch — que significa brega, cafona e está relacionado ao consumo da massa. Esse desfile usa diferentes linguagens da moda para criar uma linha exagerada, artificial e irônica também, e é a tendência mais relevante para a moda atual.

Organizado por Andrew Bolton e Wendy Yu, ao cargo do “The Costume Institute” e patrocinado pela Fashion House Gucci, a exposição CAMP conta com mais de 200 objetos de moda, incluindo também pinturas e esculturas do século 17.

Várias marcas e designers contribuíram para a concepção da exposição com trajes icônicos de sua história, dentre eles: John Galliano, Karl Lagerfeld, Mugler, McQueen e Rei Kawakubo.

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Macacão desenhado por Versace exposto no MET (Foto: Bárbara Cassou)

O espaço da exposição foi desenhado pelo cenografista Jan Versweyveld junto ao departamento de design do MET, criando um entorno contemporâneo, colorido e exuberante, de acordo com a estética CAMP. Jan que já produziu o cenário de várias peças da Broadway, era a chave perfeita para o conceito desta exposição.

Objetos de moda que fazem parte dessa teatralização da tendência CAMP, como o retratado na imagem abaixo.

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Chapéu feito de cisne (Foto: Bárbara Cassou)

Ao longo da exposição é possível visualizar como designers e marcas de moda têm usado sua criatividade e experiências para se expressar e engajar o público por meio dessa estética.

É verdade que o movimento CAMP está muito presente hoje em dia nos vários campos da arte, desde a moda até a música. Falamos em CAMP quando Lady Gaga veste um vestido com estampa de carne crua. Falamos em CAMP quando os designers Viktor & Rolf usam citações irônicas bordadas na frente de seus vestidos, como “no photos please”. Falamos em CAMP também quando Gucci apresenta um desfile com modelos carregando a réplica de seu rosto pela passarela.

Mas também não é só no presente que há indícios dessa estética, pois a exposição também traz exemplos ao decorrer do século em que podemos encontrar a mesma referência. Por exemplo, nas roupas extravagantes de Louis XIV, na corte de Versailles, para passar a imagem de poder e extravagância.

Nas fantasias das dançarinas de Cabaret cheia de lantejoulas e franjas dos anos 1920. Na época do Renascimento, quando artistas esculpiam mármores exagerando e acentuando o corpo humano em busca das mais belas proporções do corpo humano.

Alessandro Michele, atual diretor criativo da Gucci é o mentor por trás da nova era da marca, que podemos dizer ser completamente CAMP. A fashion house usa de ideias, looks e conceitos extravagantes para extrair as coleções e levar até os acessórios.

Seu objetivo com a marca é criar um laboratório de ideias audaciosas, celebrando o individualismo e contrapondo-se ao conservadorismo cultural, ou seja: unindo-se inteiramente ao movimento CAMP.

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Vestido extravagante inspirado nos séculos passado que exemplifica a estética CAMP (Foto: Bárbara Cassou)

A exposição ainda segue em cartaz e foi seguida do famoso evento de celebridades MET GALA desse ano, que abordou CAMP como tema principal.

E você? Já pensou no seu look mais extravagante do armário? Inspire-se nesse movimento!

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