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paleta tons terrosos

Projeto de Living com o lançamento Terralma assinado por Duda Senna

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Novos terrosos da Portobello sob o olhar criativo de arquitetos convidados

15/09/2021

Com o tema Essência da Terra, do Caderno de Ensaios Portobello ed.04, Duda Senna, Blasi Bahia e Andréa Gonzaga exercitaram o potencial das cores e texturas do lançamento Terralma em projetos arquitetônicos excepcionais. Acompanhe.

Pedras naturais, movimentos das marés, sinestesia, atmosfera do pôr do sol. Já foram temas de Cadernos de Ensaios Portobello que nos conectam ao que há de mais importante em nossa existência: a natureza. É dela que nascemos, vivemos e nos aprofundamos enquanto humanos. É dela que se extrai recursos para o nosso processo evolutivo. Nossa retribuição está na preservação; em tempos atuais, na regeneração emergente.

A busca pela essência da terra, pela conexão profunda com a matéria em seu estado bruto, portanto, não poderia deixar de entrar no rol inspiracional da Portobello. Em seu quarto Caderno de Ensaios, mês Setembro, os arquitetos Duda Senna, Bernardo Bahia e Marina Blasi, e Andréa Gonzaga, emprestaram suas visões singulares para dar vida ao novo revestimento que envolve esse conceito editorial da essência da terra: Terralma, uma paleta intensa de tons terrosos, complementada por nuances frias. 

Três cores em equilíbrio – por Duda Senna


A arquiteta paulista Duda Senna e sua equipe são conhecidas por desenvolverem lindos trabalhos autorais, no Brasil e no exterior, com o uso das cores de forma pontual. “Sempre indicamos cores que sejam ligadas à essência e à memória afetiva dos clientes. A partir dessa escolha, começamos as combinações de todos os outros elementos, mas nunca podem faltar flores e plantas, que são a forma mais pura para associar o espaço à natureza”, sugere.

Ela usou seu know how sobre as cores para criar o projeto de um living ao Caderno de Ensaios. “O que eu mais quis demonstrar foi a composição de forma criativa e funcional com o uso de três nuances da coleção. Criamos uma caixa simples com vãos em formatos curvos e uma serralheria que permite a incidência direta da luz solar. A nuance Jalapão foi para o piso e banco de alvenaria, Bora Bora nos pórticos das portas e bancada suspensa e, por fim, o Seridó no teto do ambiente”, descreve a arquiteta.

Duda também conta que sempre escolhe revestimentos que sejam agradáveis sob a luz solar. “Quando muito claros, temos que tomar cuidado para não ofuscar, quando escuros demais, temos que tomar cuidado para não apagar. Então, os terrosos, puxando para o tom da areia ou num tom de concreto são, normalmente, as nossas escolhas”, diz. 

Saber usar revestimentos e as cores de forma equilibrada é a melhor solução para criar ambientes aconchegantes, segundo a arquiteta. Além disso, ela acredita que explorar maneiras de aplicar o revestimento junto a móveis e criar uma arquitetura ousada transmite ainda mais originalidade aos projetos de hoje em dia. 

Natural na confraternização – por Blasi Bahia


A essência da matéria e suas características naturais devem estar alinhadas à experiência espacial/sensorial que se pretende criar. A partir daí, pode ser utilizada em diversas formas e aplicações. É o que consideram sobre o conceito Essência da Terra, do Caderno de Ensaios, os jovens e criativos arquitetos de Florianópolis (SC) Bernardo Bahia e Marina Blasi, do escritório Blasi Bahia. 

Eles apostam em projetos que valorizam a simplicidade e a naturalidade dos ambientes, com o melhor aproveitamento dos recursos naturais, como ventilação e iluminação. “Projetamos para que a luz artificial seja um complemento à luz natural. Esta é a que invade o espaço e o transforma ao longo do dia, revela matizes, cores, sombras e texturas”, ressaltam os arquitetos.

Para este Caderno de Ensaios, Blasi Bahia criou um ambiente de confraternização em torno de uma mesa com importantes aspectos naturais, que vão desde materiais até a iluminação e sua relação com o entorno. “Escolhemos a cor Sardenha para os grandes planos verticais, que configuram o espaço e revelam suas nuances. A cor é leve e sofisticada, mistura-se aos demais materiais e se comporta bem com a iluminação natural da proposta”, comentam.

Na opinião de Blasi Bahia, a coleção Terralma sugere a conexão do dia a dia do homem com a naturalidade de materiais terrosos em seu estado bruto. A tonalidade Riviera, inclusive, trouxe memórias afetivas ao casal, por remeter, literalmente, à terra vermelha típica do Sul do Brasil, região onde nasceram.

Banheiro urbano acolhedor – por Andréa Gonzaga

Antes de apresentar o conceito de seu projeto de banheiro para o Caderno de Ensaios, a arquiteta e urbanista Andréa Gonzaga, com seus mais de 30 anos de experiência, fez questão de explicar como o revestimento pode trazer a essência da matéria natural ao ambiente e ainda ser o maestro de toda a concepção de um projeto.

“Revestimentos em paredes, pisos e tetos já criam uma identidade visual ao ambiente sem mesmo ainda ter a decoração de mobiliários e peças. Eles trazem a essência da matéria como pano de fundo para tudo que será instalado depois. E também contribuem para “tratar” as superfícies do espaço pensando previamente em cores e texturas compatíveis com o resultado do projeto. Esse tratamento também pode proporcionar, por exemplo, um melhor aproveitamento das luzes natural e artificial. Terralma ajuda exatamente nessa concepção de tratamento de superfície, com cores que remetem à natureza, e com suas texturas, que criam a volumetria do espaço”, destaca Andréa.

Essa linha de raciocínio norteou a arquiteta a projetar um banheiro que, segundo ela, pode ser aproveitado em qualquer apartamento urbano. “A ideia foi mostrar que o espaço pode ser acolhedor e, ao mesmo tempo, conectar-se à natureza. Criamos um canto para a banheira todo revestido – piso, paredes e teto – com o tom Riviera. Nas demais áreas, usamos Noronha, que tem a mesma linguagem de cor, mas com um tom mais claro, que vai refletir tanto a luz natural da pequena janela quanto a luz artificial nas áreas que precisamos de mais claridade”, define.

paleta tons terrosos
Por Andréa Gonzaga
Por Andréa Gonzaga

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