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7 artistas plásticos brasileiros para mudar sua percepção de estética

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7 artistas plásticos brasileiros para mudar sua percepção de estética

05/12/2018

A sensibilidade de quem produz diferentes artes visuais pode servir de exemplo para o trabalho dos arquitetos. Hoje você vai conhecer alguns artistas de renome e entender como eles comunicam suas ideias. Não perca!

Todo tipo de manifestação artística inspira por expressar ideias, sentimentos e conceitos nas mais diversas formas: música, dança, pintura e outras atividades. Essa diversidade de técnicas também traz referências importantes para o campo da arquitetura, que não deixa de ser uma arte dedicada a propor e projetar espaços.

Cada vez mais arquitetos buscam novas possibilidades de trabalho para acompanhar tendências e extrair lições de outras áreas. A troca de saberes e de percepções sempre foi positiva para esses profissionais, especialmente quando feita com nomes fortes no ramo da estética.

Pensando nisso, trouxemos dados e curiosidades sobre a carreira de sete artistas plásticos brasileiros. Acompanhe e descubra como suas criações podem mudar a percepção que você tem sobre diversas questões!

1. Tomie Ohtake

7 artistas plásticos brasileiros para mudar sua percepção de estética

Nascida em Kyoto, Japão, a artista chegou ao Brasil em 1936

 

Nascida em Kyoto, Japão, a artista chegou ao Brasil em 1936. Foi impedida de voltar ao seu país de origem por causa do início da Guerra do Pacífico. Aqui, casou-se, naturalizou-se brasileira e iniciou a carreira artística com quase 40 anos — aos 50 atingiu o auge.

Tomie Ohtake fazia arte abstrata em pintura, gravura e escultura. Realizou mais de 120 exposições individuais, participou de 20 Bienais Internacionais e conquistou prêmios em diversos salões brasileiros. Com seu reconhecimento no mundo todo, foi considerada a “dama das artes plásticas brasileiras”.

7 artistas plásticos brasileiros para mudar sua percepção de estética

Instituto Tomie Ohtake

O foco no abstrato é visível nas obras que trazem cores, formas e texturas livres da influência da realidade. Ou seja, não há necessidade de representar uma imagem específica. É uma prova de que é possível admirar a beleza pura das diferentes tonalidades, contrastes e outros elementos que compõem as artes visuais.

A artista faleceu em fevereiro de 2015, aos 101 anos. Em setembro de 2018, uma exposição de suas obras foi montada no Memorial de Curitiba. É possível acompanhar mais sobre o trabalho no instituto que leva seu nome.

2. Hideko Honma

A artista que trabalha com a fusão dos quatro elementos da natureza nasceu no Brasil.

 

A artista que trabalha com a fusão dos quatro elementos da natureza nasceu no Brasil, mas sua família tem origem no Japão. Hideko Honma quis ser artista logo cedo e abandonou a carreira de professora universitária para se dedicar à cerâmica.

É no próprio sítio, em Nazaré Paulista, que a ceramista busca pedriscos, folhagens e outros recursos para produzir a cinza vegetal que será transformada em esmalte. A técnica é sua marca registrada e permite obter grande variedade de pigmentos para criar os efeitos salpicado, acetinado e escorrido na pintura.

Não é à toa que Hideko Honma entra na lista dos artistas plásticos brasileiros que inspiram arquitetos. Seu trabalho no torno é cuidadoso e transforma, aos poucos, elementos da natureza em peças únicas — na forma de utilitários e obras de arte. Suas criações têm beleza, mas também atendem funções específicas.

A artista não se limita a produzir louças de qualidade. Inclusive, já fez parceria com a Portobello para criar uma nova linha de cerâmicas (Toki+) com peças que representam a ligação entre homem e natureza. Vale a pena conferir o site do ateliê com mais informações sobre os trabalhos e cursos que a ceramista oferece.

3. Hélio Oiticica

Invenção da cor, Penetrável Magic Square – Inhotim

Nascido no Rio de Janeiro (RJ) em 1937, o pintor, escultor e artista performático veio a falecer em sua cidade natal em 1980. Seus estudos de desenho e pintura foram iniciados no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM). Logo depois produziu seu primeiro texto sobre artes plásticas.

Hélio Oiticica participou do Grupo Frente e Grupo Neoconcreto. Foi após essas experiências que trocou os trabalhos bidimensionais pelas capas, relevos espaciais, tendas, estandartes e penetráveis. Na década de 1970, se tornou bolsista da Fundação Guggenheim, se mudou para Nova York e retornou ao Brasil oito anos depois.

Suas produções se destacam pelo caráter inovador e experimental. Muitas trazem elaborações teóricas na forma de textos, poemas e comentários — recursos importantes na apresentação de projetos conceituais. Pode-se dizer, portanto, que a obra do artista se divide em duas fases: uma visual e outra mais sensorial.

Após seu falecimento, seus irmãos fundaram o Projeto Hélio Oiticica, uma associação sem fins lucrativos que visa preservar e difundir suas obras.

4. Adriana Varejão

Galeria Adriana Varejão – Inhotim

Natural do Rio de Janeiro (RJ), é uma das artistas contemporâneas mais importantes no Brasil e no mundo. Estudou nos cursos livres da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e, em 1985, teve contato com as pinturas de Anselm Kiefer e Philip Guston.

Passarinhos de Inhotim a Demini – pintura sobre azulejo

Foi em uma viagem à cidade de Ouro Preto (MG) que Adriana Varejão teve contato com a arte barroca que se tornaria grande referência para seus trabalhos. Também viajou pelo Nordeste brasileiro para pesquisar arte sacra e artesanato popular, principalmente azulejaria.

Sua trajetória artística é bastante marcada por essa mistura que expõe as carnes e os mares em uma combinação de cores: o azul dos azulejos e o vermelho que representa a visceralidade do homem da sociedade contemporânea.

Adriana conta histórias com elementos estéticos improváveis e com uma densidade simbólica que, por vezes, surpreende e escandaliza alguns espectadores. No site da artista é possível encontrar pinturas, desenhos e fotografias diversas, além de publicações, vídeos sobre exposições e entrevistas.

5. Victor Brecheret

Monumento às Bandeiras

O escultor ítalo-brasileiro (1894 – 1955) chegou a São Paulo (SP) com seus tios maternos quando era jovem. Enquanto trabalhava em uma loja de calçados, fazia cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Seus familiares o mandaram para Roma em 1913, mas não foi aceito na Academia de Belas Artes devido à falta de formação.

Apesar disso, Victor Brecheret foi recebido como discípulo do escultor italiano mais famoso na época, chamado Arturo Dazzi. Foi com ele que aprendeu diversas técnicas de modelagem e obteve conhecimentos de anatomia.

O artista também teve influência do escultor sérvio Ivan Mestrovic em seus trabalhos que envolviam tensão, torções e alongamento de figuras. Em 1920, após participar de várias mostras coletivas em Roma, retornou a São Paulo. Nesse período, foi descoberto por modernistas que passaram a valorizar suas incríveis esculturas.

Em 1921, Victor foi para a França e conviveu com artistas renomados como Picasso, Fernand Léger e Tarsila do Amaral. Como muitos nomes da Escola de Paris, voltou sua atenção para o Art Déco. O contato com o estilo artístico modificou suas criações, que passaram a trazer elementos lisos, luminosos e geometrizados.

Inclusive, muitas de suas esculturas inspiraram personagens de romances de Menotti Del Picchia e Oswald de Andrade. Na página da fundação dedicada ao artista, é possível ver belos exemplares de obras de diferentes períodos.

6. Vik Muniz

Nascido em São Paulo (SP), Vicente José de Oliveira Muniz é um pintor, gravador, fotógrafo e desenhista que cursou Publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Mudou-se para Nova York em 1983, quando passou a realizar vários trabalhos relacionados à memória, percepção e representação de imagens do universo das artes.

Nos Estados Unidos, o seu talento foi revelado pelo crítico de arte Charles Haggan. Depois de uma publicação favorável no New York Times, Vik Muniz passou a ser chamado para expor suas obras em museus famosos, como o Metropolitan Museum of Art e o Guggenheim.

A originalidade é o que mais chama a atenção nos trabalhos do artista. Chocolate, doce de leite, vinho, gel, cabelos, diamantes e até xarope são matérias-primas que fazem parte das criações. Ele também se inspira em alguns clássicos da pintura, como Claude Monet e Leonardo da Vinci, fazendo reinterpretações que surpreendem o público.

O processo quase sempre consiste em compor imagens com materiais dispostos sobre uma superfície que, depois de pronta, é fotografada. Hoje, Vik Muniz se preocupa em fazer com que seu trabalho chegue a quem não costuma frequentar galerias de arte.

página dedicada a expor suas criações contém galeria com fotos das obras, notícias e conteúdos relevantes para quem deseja acompanhar sua trajetória e até buscar inspirações.

7. Beatriz Milhazes

Estação do Metrô de “Glocester Street”, Londres.

Também do Rio de Janeiro (RJ) e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a artista dedica a carreira à pintura, gravura e ilustração, em que enfrenta suas obras como fatos decorativos. Muitas apresentam ornamentação barroca com o ritmo dos arabescos, mas os trabalhos mais recentes trazem estrelas e espirais em cores luminosas.

As telas apresentam formas circulares com frequência, em deslocamentos concêntricos ou expansivos. A artista costuma preparar as imagens sobre plástico transparente e descolá-las como películas para aplicar na tela (técnica de decalque). São realizadas colagens sucessivas para gerar sobreposições repletas de cores e detalhes.

O reconhecimento veio ainda em 1990, quando as criações de Beatriz já eram reconhecidas na América do Norte e Europa. Algumas de suas obras, registros de exposições e mais detalhes da biografia podem ser vistos no site Escritório de Arte.

Conhecer artistas plásticos brasileiros é uma ótima maneira de variar suas referências de projetos. Então, não perca a oportunidade de obter novos olhares para incorporar em trabalhos de arquitetura, decoração e design de interiores.

Se você quer continuar se aprofundando em trocas de referências, aproveite para ler nosso artigo sobre a relação entre moda e arquitetura!

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