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Arquitetura dinamarquesa

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4 lições para aprender ao observar a arquitetura dinamarquesa

29/11/2017

Conheça as principais lições que a arquitetura dinamarquesa pode passar para profissionais ao redor do globo!

Você sabia que a Dinamarca é um dos lugares que mais se destacam no universo da arquitetura? O país tem na conta vários prêmios de festivais internacionais ao redor do mundo, com destaque no principal do mercado internacional, o Festival Mundial de Arquitetura.

Quais, no entanto, seriam os diferenciais que fazem com que a arquitetura dinamarquesa acumule tanto reconhecimento? É justamente sobre esse assunto que vamos falar no post de hoje.

Além disso, vamos te contar quais lições você pode aprender a partir desses inúmeros diferenciais, mostrando as melhores formas de reproduzir cada um deles em seus projetos de forma única. Vamos lá? Tenha uma ótima leitura!

1. Devemos olhar mais para nosso espaço público

O arquiteto deve ter em mente as noções de espaço público em geral, principalmente maneiras no qual edificações da cidade interagem com a sociedade que nela habita.

Na Dinamarca é possível perceber a contribuição dos profissionais de arquitetura e urbanismo em diversas questões importantes que muitas vezes passam despercebidas por nós.

Prédios públicos, por exemplo, apresentam as seguintes soluções relacionadas à acessibilidade:

  • vagas estratégicas para pessoas com mobilidade reduzida;
  • rampas para facilitar o acesso;
  • elevadores para deficientes em locais onde normalmente é preciso usar a escada.

Além disso, edifícios de uso público em geral atendem muito bem a sociedade dinamarquesa. Arquitetos trabalham ao máximo para conhecer a população no qual estão trabalhando, afinal, o projeto não é para o responsável do governo que “assina o cheque”, mas sim para todo e qualquer cidadão que venha a usufruir das instalações.

A quantidade de prédios que têm como incentivo um estilo de vida mais saudável e feliz também é um ponto muito interessante a se pensar.

No do município de Harboøre, por exemplo, um grupo de arquitetos projetou um centro de atividades atrativo, coisa que faltava em cidades pequenas do país.

Foi pensando na necessidade da população interagir mais com espaços de utilização pública e completamente gratuita que foi colocado em prática a construção do centro que abriga espaço suficiente para a prática de esportes (dentro do prédio e ao ar livre também) como o futebol, a patinação, o ciclismo, skate e outras atividades recreativas em geral.

O prédio é moderno, foi construído de forma “vazada” para permitir a entrada de luz natural e seu revestimento composto por lâminas de policarbonato translúcido são opções funcionais e não muito caras.

2. Sustentabilidade nunca é demais

Arquitetura dinamarquesa

Arquitetura dinamarquesa

O histórico do país, pioneiro na implementação da energia eólica, comprova o fato de que uma população que vive em meio a um projeto de arquitetura sustentável reproduz cada vez mais os hábitos em seu dia a dia, desde uma maior educação em relação à produção desenfreada de lixo até na redução do desperdício de água.

Saiba que é possível reproduzir as práticas realizadas pelo país no seu projeto, mesmo que não seja em uma escala tão grande. Comece seguindo alguns passos:

  • valorize os elementos naturais externos para diminuir o consumo de energia;
  • promova a melhor ventilação possível nos ambientes;
  • priorize espaços funcionais e inteligentes;
  • substitua revestimentos (a madeira pelo porcelanato que reproduz essa matéria-prima, por exemplo);
  • adote sistemas sustentáveis como telhados verdes, aquecimento solar da água, instalação de painéis fotovoltaicos ou uso de energia eólica;
  • busque por materiais sustentáveis desde o momento da construção até na decoração dos ambientes.

3. Simplicidade não quer dizer desconforto

Arquitetura dinamarquesa

Arquitetura dinamarquesa: estilo Hygge

A Dinamarca já foi eleita como o país mais feliz do mundo e, mesmo quando perdeu o posto de campeã, continua entre os primeiros.

Dentre diversos fatores que levaram os dinamarqueses a conquistarem o posto, o próprio governo garanteque um deles tem nome próprio: o estilo hygge.

Apesar do termo não poder ser traduzido de forma direta para a nossa língua, é possível associá-lo com simplicidade. Sabe aquela atitude pequenininha que transformou o seu dia para melhor? Um bem estar, sensação de sossego e conforto sem precisar de muito? É justamente isso!

A arquitetura é uma das principais vertentes desse estilo de vida, e pode ser considerada como um fator-chave que ajuda muito a preparar o ambiente de qualquer pessoa que esteja disposta a adotar o hygge em seu dia a dia.

As principais características do estilo estão listadas a seguir, e podem ser reproduzidas facilmente por qualquer profissional da área aqui mesmo no Brasil.

  • a luz deve existir em abundância;
  • flores e plantinhas no geral são importantes;
  • objetos pessoais que remetem a memórias boas são sempre bem vindos;
  • as cores dos móveis e decoração em geral, além dos revestimentos devem ser em tons claros;
  • muitas malhas, almofadas, colchas e tapetes.

Como, no entanto, é possível reproduzir cada uma delas? É simples!

  • além de iluminação natural, espalhe velas aromatizadas por todo o ambiente;
  • elimine qualquer objeto ou empecilho que enfraqueça a entrada de luz natural, como cortinas pesadas e móveis ou objetos que ofusquem a entrada de luz;
  • aplique detalhes de revestimentos em tons frios, como porcelanatos na cor cinza;
  • faça um contraste do revestimento frio com revestimentos de modelo amadeirado, que serão os responsáveis pela sensação de conforto do ambiente;
  • coloque as plantinhas em cima ou próximas a móveis de madeira;
  • o material dos objetos de conforto pode ser a pluma, o algodão ou lã, evite a seda.

O hygge carrega consigo muito dos princípios da decoração nórdica e da minimalista, porém vai mais além na medida que serve como ambientação para uma verdadeira mudança na rotina.

Arquitetura dinamarquesa

Arquitetura dinamarquesa

Receber visitas em casa, abrir as portas para um vizinho que quer bater um papo, acordar tarde no domingo e ficar de pijama o dia inteiro, cozinhar, ver um bom filme, tomar um café e valorizar mais os momentos simples da vida são algumas características que os dinamarqueses reproduzem muito bem dia após dia e que definem muito bem o estilo hygge.

4. O novo e o antigo caminham muito bem juntos

Arquitetura dinamarquesa

Arquitetura dinamarquesa: antigo x novo

Por mais que a Dinamarca seja um país que preservou de forma exemplar a maior parte da sua arquitetura histórica, não pense que chegar lá significa se deparar apenas com construções clássicas dos séculos passados.

Muito pelo contrário: na Dinamarca estão presentes alguns dos projetos mais incríveis do mundo, a maioria extremamente futurista e diferente de tudo o que você já viu. Vale muito a pena conferir cada um deles!

O melhor de tudo é que a integração entre o novo e o antigo é realizada de maneira harmônica. Na Dinamarca não é comum fazer o que na maioria das vezes se faz no Brasil, como a demolição de casarões que dão espaço a prédios novos ou até outras construções (como estacionamentos ou outros empreendimentos), ou uma restauração que resulte na perda de bagagem histórica da construção.

É preciso encontrar a harmonia entre os benefícios que a arquitetura do século 21 proporciona, sem que traços importantes de toda uma sociedade sejam enterrados e lembrados apenas nos livros de história.

Viu como a arquitetura dinamarquesa pode agregar muito em qualquer projeto? Se você acredita que o post pode agregar a ainda mais profissionais da área, não deixe de compartilhá-lo em suas redes sociais!

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