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Arquitetura austríaca: características e referências em terras brasileiras

06/06/2018

Este texto faz parte de uma série de artigos que mostram como a arquitetura de diversos países influenciou o estilo brasileiro. Ao conhecer as principais características da arquitetura dessas culturas, será possível compreender melhor como elas foram incorporadas no Brasil, além de se inspirar para produzir projetos cada vez mais incríveis e cheios de referência.

Já pensou em usar referências europeias para os seus projetos de arquitetura no Brasil? A Áustria, por exemplo, é beneficiada por um rico entorno arquitetônico. O país tem importante participação no desenvolvimento das linguagens arquitetônicas europeias, marcado pela adoção de soluções e tendências estrangeiras, adaptando-as aos próprios estilos.

A arquitetura austríaca tem muitas singularidades, especialmente pela convivência harmônica entre complexos modernos, construções inovadoras de madeira, outras imperiais ostentosas e prédios em art nouveau da virada do século.

A Áustria está localizada no leste europeu, mas se apresenta com um antigo centro de civilizações, já que, no passado, se encontrava no coração desse continente. A localização geográfica do país era bastante estratégica na interseção de 3 grandes civilizações — a eslava, a germânica e a romana —, o que acaba gerando influências variadas na arquitetura do país.

Para entender melhor como as características da arquitetura austríaca podem ser usadas nos projetos, vamos contar um pouco sobre a história do país e suas principais particularidades arquitetônicas e ainda mostrar como é possível incorporar esses detalhes em projetos nacionais, com dicas para aplicá-los.

Um pouco sobre a história da Áustria e sua cultura

A civilização austríaca começou a se formar quando romanos começaram a civilizar a província de Noricum, o que marcou uma época de prosperidade de cerca de um século. A maioria das cidades da Áustria tem forte influência dos acampamentos romanos desse período.

Nos anos seguintes, a região começou a ser invadida por germânicos, húngaros e hunos, e foi no ano de 955, na batalha de Lechfeld, que estabeleceu-se a nação austríaca, depois da derrota dos húngaros, que foram expulsos da região.

Já no período romanesco, a arquitetura da Áustria sofreu influências cristãs, uma mescla de elementos da Bavária — especialmente nas basílicas —, das artes decorativas da Lombardia e, ainda, de outros elementos alemães e franceses. As construções de destaque em preservação dessa época são as catedrais de Seckau, na Estíria, e de Gurk, na Coríntia.

O novo estilo arquitetônico do período gótico — do século XII ao XV — foi introduzido na Áustria pelos monges cistercienses, que trouxeram o gótico da Itália, e pelas ordens mendicantes, que foram as responsáveis por introduzir o estilo gótico da França.

A marca do estilo gótico austríaco são as Hallenkirchen, igrejas com duas ou três naves de mesmo tamanho. Como exemplo, temos a catedral de St. Stephen, em Viena, a maior e mais importante construção desse estilo da Áustria.

No renascimento, a arquitetura austríaca, assim como a maioria dos países europeus, sofreu forte influência da arquitetura italiana. Uma construção que representa muito esse período é a catedral de Salzburgo. No fim do século XVII, terminada a ameaça turca, houve uma retomada nas construções.

O estilo barroco, que compreende o período de 1656 até 1730, pode ser considerado o ápice da arquitetura austríaca. Os arquitetos de maior destaque foram Johann Bernhard Fischer von Erlach (1656 – 1723) e o rival Johann Lucas von Hildebrandt (1668 – 1745).

Fischer projetou a Biblioteca Nacional Austríaca e deu a ela elementos estrangeiros, principalmente italianos. Já Hildebrandt tem como obra mais relevante o Belvedere, palácio de verão do príncipe Eugene, em Viena. Hildebrandt sucedeu Fischer no cargo de arquiteto da corte em 1723.

Foi na segunda metade do século XIX que a monarquia austro-húngara começou a se tornar um estado moderno. Sob o reinado de Francis Joseph I, Viena virou o centro econômico, e foi lá que aconteceu uma significativa reestruturação urbana, com construções de edifícios nos mais variados estilos assinados por arquitetos de todo o mundo.

No fim do século XIX, surgiu o estilo funcional, também conhecido como século XX. A obra de maior destaque no período são as residências operárias de 1915 construídas em Viena.

As principais referências arquitetônicas do país

Tirol

Tirol é um dos estados federados da Áustria, localizado na parte oeste do país. Sua capital é a cidade de Innsbruck, que, embora pequena, tem construções grandiosas. É lá que, até mesmo no verão, pode-se ver uma formação de gelo similar a um glaciar. A região é marcada pelas montanhas grandiosas.

Lá também se encontra a estação de teleférico do Hungerburgbahn, que foi construída pela arquiteta Zaha Hadid, também responsável pela modernização da rampa de saltos de esqui Bergisel-Schanze. Hadid empregou uma técnica no teleférico para garantir uma espetacular vista, mesmo com as várias alterações de ângulos de inclinação.

A cidade de Innsbruck conta com construções em estilo gótico, renascentista e barroco, além de refúgios mais modernos e ecologicamente inovadores.

Dentre os destaques da construção, estão: a Helblinghaus, com uma fachada de estuque branco, o Goldenes Dachl — telhado dourado, quando traduzido —, um balcão coberto com 2.657 telhas de cobre folheadas a ouro construído sob ordem do imperador Maximiliano I, o Palácio Imperial, que tem aquecedores de porcelana esmaltada, com tubulações camufladas, e paredes revestidas de seda.

Outros destaques são o Tirol Panorama, uma pintura circular e panorâmica de 360˚, sobre mil metros quadrados, que foi transferido para o Museum Am Bergisel em 2010, e ainda o teatro Festspielhauses em Erl, que tem fachadas escuras harmonizadas com a paisagem de florestas sombrias do Tirol, no verão; e no inverno sua arquitetura se destaca em meio à paisagem coberta de neve. O teatro tem o maior fosso de orquestra do mundo.

Baixa Áustria

A Baixa Áustria é um estado do nordeste austríaco. Nessa região, se encontram magníficas construções antigas. A Abadia de Melk é destaque por ser a maior construção barroca da região.

O imponente edifício nas cores amarela, branca e azul está localizado na região de Wachau e foi construído em uma rocha, com vista para o Rio Danúbio. Devido a sua esplêndida arquitetura, a Abadia de Melk foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade em 2000 pela UNESCO.

Desde 1089, os monges beneditinos viviam e trabalhavam na Abadia de Melk, que é composta por uma Escadaria Imperial, um Corredor Imperial, o museu da abadia, o Salão de Mármore, a varanda, a biblioteca e a igreja da abadia, bem como um parque, com o seu pavilhão barroco, o Bastião Norte, com o Laboratório Wachau, e um terraço panorâmico.

Outra construção de destaque é a Abadia de Durnstein, que tem uma marcante torre em azul e branco, que pode ser vista de grandes distâncias. A torre representa a ressurreição e a superação do sofrimento em um mundo celeste mais livre — daí as cores azul e branco.

A história da Igreja começou em 1372, quando Elizabeth von Kuenning fundou uma capela dentro das paredes de seu castelo. Mas só em 1410 foi concluída a construção do claustro, do complexo do mosteiro, da igreja e da cripta.

A visão teológica de Hieronymus Übelbacher deu vida ao novo estilo barroco. O arquiteto Joseph Mungenast projetou os portais; Jakob Prandtauer, a igreja e quad; e Matthias Steiner, o campanário. O artista italiano Santino Bussi criou os querubins na igreja e os relevos de estuque no teto que retratam os seis festivais do ano litúrgico.

A igreja tem, ainda, um órgão de estilo barroco do Sul da Alemanha. Construído em 1724 pelo mestre vienense Christof Patzner, ele é formado por 860 tubos, tem dois manuais e pedais com 16 registros.

O mosteiro da Abadia de Durnstein foi renovado no fim dos anos 80. O claustro, a cripta e o campanário foram restaurados por meio de doações. Hoje, o mosteiro conta com salas para seminários, concertos, exposições e degustações de vinhos. Na ala norte da abadia, se encontra a Escola Primária, e na ala oeste, estão apartamentos para aluguel a longo prazo.

Dentre outras construções extraordinárias da Baixa Áustria, estão as Ruínas de Aggstein e Durnstein, bem como a Igreja Paroquial de Spitz. Caracterizada pelo estilo gótico tardio, a torre oeste dessa igreja foi construída por volta de 1300, quando a parte mais antiga da igreja, que datava de 1163, foi fortificada. Em 1581, o telhado da torre foi coberto com azulejos, bem como a nave tripla, dividida por janelas e contrafortes de arco alto e pontudo.

Parte do estilo gótico foi perdido, já que, no período barroco, a Igreja Paroquial de Spitzer foi redesenhada. Mas, nos altares e no púlpito, o estilo barroco se mistura harmoniosamente com o gótico.

O alto altar foi construído em 1724, vindo do mosteiro Niederaltaich, tendo a igreja, ainda, dois altares laterais nos pilares da frente e outros dois no final dos dois corredores. O púlpito data de meados do século XVIII, tendo em seu teto a figura de São Maurício, além dos querubins com símbolos evangelistas.

No parapeito do sótão de órgão gótico, datado de 1380, está a imagem de Cristo e dos doze apóstolos. Outros destaques da Igreja são o grande crucifixo — obra da Escola do Danúbio —, feito por volta de 1510, e as duas figuras Maria e Johannes, que datam do século XVII.

A arquitetura da Baixa Áustria se destaca ainda pela Estação Portuária Krems-Stein, no Danúbio, que é também conhecida como portal de Wachau, por ser um enorme portal de metal, e pelas construções barrocas Catedral de ST. Polten, símbolo da cidade antiga, Castelos de Marchfeld e Convento de Klosterneuburg.

Outro ícone arquitetônico da Baixa Áustria é a galeria de artes Kunsthalle, que mistura tradição e modernidade, além dos projetos arquitetônicos mais atuais: o Museu de Caricaturas, o portão Steinert, que marca a entrada do legado cultural da cidade, bem como a Igreja Dominicana e o Castelo Gozzo, localizado na praça Am Hohen Markt. O castelo é uma das construções medievais de maior destaque no estado.

Dentre as construções mais modernas, estão o Landesmuseum, museu estadual que tem um teto ondulado logo na entrada principal, o teatro Festspielhaus, construção de vidro excêntrica, o palco escultural de arquitetura extravagante Wolkenturm.

Alta Áustria

A Alta Áustria tem cidades históricas como Bad Ischl, Enns e Hallstatt e também a cosmopolita Linz. Na cidade histórica de Enns, está a imponente Stadtturm. Uma torre de mais de 60 metros de altura bastante conservada. Ela foi construída entre 1564 e 1568, a pedido da população local e fica na praça principal de Enns.

A torre independente tem quatro andares, teto de cobre e um relógio com ponteiros de minutos e horas invertidos e combina o estilo gótico com o renascentista. Há um quarto na sala da torre, que foi habitada por um guardião por muitos anos. O quarto é acessível após a subida de 157 degraus.

A pequena cidade de Bad Ischl era a antiga capital de verão da monarquia austro-húngara. Assim, ela sempre foi associada à dinastia imperial dos Habsburgo. O destaque da arquitetura da cidade é, portanto, a Vila Imperial, construção neoclássica, para onde o antigo imperador Francisco José e a esposa Sissi “fugiam” da vida turbulenta de Viena.

Hallstatt, vizinha de Bad Ischl, foi eleita Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. A arquitetura local é marcada pelas construções em madeira às margens do Lago de Hallstatter, que se destacam em meio à região montanhosa.

Outro marco da arquitetura austríaca é a Igreja Paroquial da Assunção, mais conhecida como Pfarrkirche Maria Himmelfahrt. O altar gótico da igreja foi dedicado à Virgem Maria, construído entre 1510 e 1520, na oficina de Leonhard Astl. O altar é um dos mais elaborados da Alta Áustria. A última restauração do local ocorreu em 2008. O santuário é ainda decorado com asas internas na parte da frente e relevos nas costas. As esculturas e os relevos são em ouro.

Ainda sobre a arquitetura da Alta Áustria, é importante falar sobre as abadias e mosteiros que caracterizam o estado.

Burgenland

O estado de Burgenland é marcante não apenas pela arquitetura — já que é conhecido com o estado dos castelos —, mas também pela vinicultura. Vinhedos como Weingut Hillinger, Weingut Heinrich e Mole West impressionam pelo estilo arquitetônico contemporâneo, conectando a edificação à natureza.

O Weingut Hillinger tem uma janela panorâmica com vista para o vinhedo. Já o Weingut Heinrich é uma vinícola que não foi reconstruída, mas sim ampliada. Ela se destaca pelas grandes dimensões e também pelos detalhes da construção do prédio.

Já a Mole West é talvez a mais contemporânea das construções do estado. Com fachadas de vidro, ela está às margens do Lago Neusiedl, ou seja, uma construção totalmente cercada pela água. No terraço, há uma restaurante que está sempre em contato com o sol, mas há também um sistema de persianas para proteger o ambiente interno.

Em contraponto à arquitetura contemporânea, a região também é repleta de castelos históricos, como o Forchtenstein, o Lockenhaus e o Gussing. O Esterházy é conhecido por ser o castelo em estilo barroco mais bonito da Áustria.

Caríntia

A Caríntia é o estado com o maior número de lagos e rios da Áustria. Portanto, a arquitetura por lá também se destaca pela proximidade entre construções e lagos.

Um dos principais lagos da região é o Wörthersee, onde estão as residências mais bonitas do estado, que começaram a ser construídas já no começo do século XX. Umas das mais belas vilas locais é a Villa Wörth. Também conhecida como Wörtherschlössl, tem estilo neorrenascentista, com galerias, torres e terraços.

O Teatro Municipal da cidade de Klagenfurt também é um destaque arquitetônico da região, construído em estilo art nouveau. Outro marco arquitetônico é a quase milenar Abadia de Ossiach, que foi reformada e ampliada em 2009 para receber eventos culturais durante todo o ano. A fachada semitransparente tem uma iluminação especial, e a construção fica às margens do lago Ossiacher See.

Outros destaques da região são os hotéis-castelos Schlosshotel Leon Stein e o Schlosshotel Velden. E ainda a Abadia de Millstatt, o Palácio Pórcia, a medieval cidade cultural Gmünd e Friesach, a cidade mais antiga do estado, com prédios históricos da Idade Média bastante conservados.

Salzburgo

Salzburgo foi nomeada Patrimônio Cultural da Humanidade. Lá se encontra a casa natal do mais famoso natural da cidade, Wolfgang Amadeus Mozart. A arquitetura da cidade é marcada por várias Durchhäuser, antigas passagens entre as casas para o encurtamento de caminhos.

Vale o destaque para a Catedral de Salzburgo, que fica na Domplatz. Ela tem uma impressionante estrutura barroca, com formas claras, decoração uniforme e fachada luminosa de mármore. O arquiteto responsável é o italiano Santino Solari, que teve forte influência na arquitetura austríaca, bem como no Sul da Alemanha.

No alto de Salzburgo, está também a Fortaleza Hohensalzburg, a maior e mais preservada de toda a Europa Central. Outro destaque arquitetônico é o Museu de Arte Moderna Mönchsberg, que mistura os estilos tradicional e moderno.

Os castelos Palácio de Mirabell e Palácio Leopoldskron são também destaque não apenas da região, mas de toda Europa. O Palácio de Mirabell tem um enorme salão de mármore e é considerado um dos locais para casamento mais magníficos do mundo. Já o Palácio Leopoldskron foi cenário de “Noviça Rebelde”.

O Hangar 7 é uma construção moderna para exposição de aviões históricos. Ele tem uma forma de asa enorme de 1.200 toneladas de aço e 380 toneladas de vidro especial.

Há ainda destaques arquitetônicos nas montanhas de Salzburgo, como o Grand Hotel de l’Europe, em Bad Gastein, que, inaugurado no início do século XX, sempre foi um dos maiores e mais modernos hotéis do reino austro-húngaro. Outro destaque é o St. Martin Chalet Resort, em Lungau, que é composto por pequenos chalés que seguem a arquitetura local tradicional.

Vorarlberg

Em Vorarlberg, estado mais ocidental da Áustria, predominam as construções de madeira, sendo a arquitetura sustentável, cosmopolita e tradicional ao mesmo tempo. Na região de Bregenzerwald, estão as vilas Schwarzenberg e Sulzberg, onde a madeira é o principal material de construção.

A arquitetura contemporânea local também mistura o uso da madeira com o vidro. Isso acontece no Corpo de Bombeiros, na Casa de Cultura em Hittisau e no ateliê de roupas típicas Juppenwerkstatt, em Riefensberg, cuja fachada principal é feita de vidro e sustentada por vigas de madeira.

O Teatro Festspielhaus e a Galeria de Artes Kunsthaus também têm como característica a mistura do aço, do concreto e do vidro. Outro destaque arquitetônico da região é o Seebühne, palco construído sobre o Lago de Constança. A Basílica de Rankweil é outro monumento sacro famoso da região.

As construções mais marcantes de Viena

E os destaques arquitetônicos da capital? Você sabe quais são? A antiga capital do império austro-húngaro é banhada pelo rio Danúbio. À direita dele, está uma parede com grafites coloridos, que é a sustentação do canal.

O estilo art nouveau do arquiteto Otto Wagner foi empregado nas estações do metrô Roßauer Lände e Friedensbrücke, que foram construídas bem no começo do século XX. No centro histórico da capital, o moderno e o antigo convivem lado a lado. Lá estão a medieval Catedral de Santo Estevão, que tem como predomínio o estilo gótico, e, bem perto, o edifício Haas Haus, construído com vidro e aço.

No Centro de Viena, estão ainda o Palácio Imperial de Hofburg, que se localiza no núcleo da monarquia do Danúbio, a Looshaus, projetada por Adolf Loss, que é um dos edifícios centrais do modernismo vienense, além da Ópera Estatal e do museu Albertina.

A ópera começou a ser construída em 1861 e foi finalizada em 1869, ano de sua inauguração. De estilo neorrenascentista, ela foi assinada pelos arquitetos August Sicard von Sicardsburg e Eduard van der Nüll. O museu chama a atenção sobretudo pela ala Soravia Wing, uma marquise moderna de aço e vidro.

Outros destaques das construções imperiais em Viena são o Museu de História da Arte e o Museu de História Natural de Viena.

O bairro dos museus, Museums Quartier, é um complexo cultural que surgiu há 100 anos e hoje segue uma linha arquitetônica mais contemporânea. Esse bairro é um dos mais movimentados de Viena, onde estão construções históricas, mas ao mesmo tempo modernas, como o Museu Leopold e o Museu de Arte Moderna.

O entorno da Praça Karlsplatz, em Viena, tem construções dos mais diferentes estilos, como a Secessão de Viena no Wienzeile, considerado o edifício em estilo art nouveau mais importante da capital; a Igreja de São Carlos Borromeo, no estilo barroco; e o prédio classicista Wiener Musikverein, conhecido como clube da música.

Na cidade, ainda há castelos imperiais, como o Palácio de Schönbrunn e o Palácio Belvedere. Ambos contam com jardins muito bem cuidados, além de esculturas e fontes. E o contraste dessa região dos castelos é a Donau City, bairro contemporâneo repleto de edifícios altos, de vidro, concreto e aço.

Treze Tílias: um pedacinho da Áustria no Brasil

Quem acha que somente as colônias alemãs e italianas aplicaram forte influência no Sul do Brasil está bastante enganado. É na Serra Catarinense que a colônia austríaca marcou presença.

A cidade Treze Tílias, que está localizada no oeste de Santa Catarina, a 470 km de Florianópolis e a 370 km de Curitiba e foi fundada em 1933, é a maior colônia austríaca do mundo. Mais de 60% da população de Treze Tílias é descendente de imigrantes austríacos, e a cidade é a única do interior do Brasil que tem um consulado da Áustria.

Conhecida como a Áustria no Brasil, a cidade catarinense preservou a tradição e os costumes dos austríacos, e isso se revela na música, na dança folclórica e principalmente na arquitetura e gastronomia.

A arquitetura da cidade é marcada pelo uso da madeira, assim como o material é bastante usado no país do leste europeu. São muitas as esculturas em madeira espalhadas pela cidade, principalmente nos bancos e altares das igrejas. Ela é bastante usada nas construções austríacas e faz parte do portal na entrada de Treze Tílias, bem como das varandas, portas e outros detalhes decorativos das residências.

Além das casas em estilo alpino, também é comum, nos parques da cidade, encontrar as árvores típicas do hemisfério norte, conhecidas como tílias. Daí o nome Treze Tílias.

A tradição do uso da madeira também se tornou o forte da economia da cidade, já que os escultores recebem os turistas nos ateliês, a maioria na Rua Leoberto Leal.

No feriado de carnaval, é realizada a semana da escultura, que reúne todos os escultores da cidade. Eles transformam cedro, nós de pinho e imbuia em móveis, bonecos e outros produtos. A cidade tem em torno de 20 famílias de escultores ativos. O valor das esculturas varia entre R$ 50 e R$ 20 mil, dependendo do tamanho e da riqueza de detalhes.

Dicas para se inspirar e incorporar o estilo

Se você tem um projeto aqui no Brasil e deseja se inspirar na arquitetura austríaca, vale a pena visitar Treze Tílias. Por lá, assim como no país europeu, a madeira está presente nos telhados, nas sacadas, nas varandas e nas esquadrias. Além de usar a madeira no seu projeto, vale também compor o ambiente com cores mais claras.

Outra característica marcante da arquitetura austríaca, replicada na Áustria brasileira, são os telhados de abas largas, com a função de proteger acabamentos e pinturas. A arquitetura alpina também pode inspirar os seus projetos em relação à valorização dos jardins e ao cuidado com os mesmos, além do hábito de expor esculturas, principalmente de madeira, nos espaços.

Vale lembrar que o porcelanato inspirado em madeira é ótima escolha para quem deseja planejar ambientes com influência na arquitetura austríaca. É uma forma de usar materiais da natureza dentro das residências sem causar estragos ao meio ambiente. Antes de escolher o porcelanato inspirado em madeira, certifique-se de que o material tem aparência fiel à original.

Pode ser usada, ainda, a madeira de concreto e lariço nos seus projetos, bastante comum nas residências austríacas. Esse material faz alusão à tradicional classe média-alta que vivia na região austro-húngara. É importante destacar também o uso do vidro na madeira. Os projetos austríacos fazem com que esses materiais conversem no mesmo ambiente.

E então, acha que agora já sabe um pouco mais sobre a arquitetura austríaca e ficou mais fácil aplicá-la no seu projeto? Se você deseja usar materiais como o porcelanato amadeirado, entre em contato com a Portobello e veja quais são as melhores opções para o seu projeto!

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