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5 programas para fazer em São Paulo em setembro

O mês está repleto de boas exposições de design, paisagismo e arte, com destaque para a comemoração de 35 anos dos Irmãos Campana.

1 Irmãos Campana na Casa de Vidro

Jardim Suspenso, dos Irmãos Campana, na Casa de Vidro. Foto reprodução Instituto Bardi

Jardim Suspenso, dos Irmãos Campana, na Casa de Vidro (Foto: reprodução Instituto Bardi)

Entre os brasileiros mais famosos internacionalmente, talvez os Irmãos Campana – ou Campana Brothers – estejam no topo da lista. A dupla de designers do interior de São Paulo já desenvolveu projetos para Alessi, Baccarat, Edra, Fendi, Lacoste e Louis Vuitton.

Em 2019, os designers estão completando 35 anos de trajetória. Entre as várias celebrações, destaque para a exposição na Casa de Vidro. O projeto de Lina Bo Bardi é famoso por suas colunas que elevam a área social entre um bosque de árvores. Os Campana criaram a instalação Jardim Suspenso, com colunas cobertas de piaçava. A ideia deles era trazer a natureza para dentro da arquitetura. Segundo os designers, a Casa de Vidro sempre foi uma grande referência de inspiração, pela beleza de seu jardim.

Também na casa estão expostas miniaturas das cadeiras da série Desconfortáveis, criada no final da década de 1980. Imperfeitas e, como diz o nome, desconfortáveis, essas cadeiras de ferro trouxeram visibilidade aos Campana. Na época, o público ficou chocado, pois o conceito de uma cadeira desconfortável era bastante inusitado. Hoje, as peças são raras e disputadas em importantes coleções do mundo todo. As miniaturas estão à venda, com renda revertida a projetos sociais do Instituto Campana.

Serviço
Período: 10 de agosto a 20 de setembro
Horários: quinta a sábado, 10h, 11h30, 14h e 15h30
Localização: Rua General Almeiro de Moura, 200, Morumbi
Entrada: R$ 30 (R$ 15 meia)
Dicas: As visitas acontecem em grupos, em horários determinados. Não é possível visitar o local livremente. Cada grupo tem no máximo 15 pessoas, então é bom chegar com antecedência para garantir vaga. 

2 Design na Japan House

Estádio Kofun, em Tóquio, 2012, projeto de Tsuyoshi Tane. Imagem cortesia DGT

Estádio Kofun, em Tóquio, 2012, projeto de Tsuyoshi Tane (Imagem: cortesia DGT)

Duas exposições de design acontecem simultaneamente na Japan House, centro cultural japonês em São Paulo, abordando aspectos diferentes desse universo criativo.

Nuno – Poéticas Têxteis Contemporâneas trata da produção têxtil japonesa, com sua riqueza e variedade de tecidos e estampas. A exposição traz peças criadas pela designer japonesa Reiko Sudo, da marca Nuno, palavra que significa tecido, em japonês. A Nuno reinterpreta para o design contemporâneo a tradição têxtil do Japão.

Já Tsuyoshi Tane – Arqueologia do Futuro é dedicada ao arquiteto japonês de mesmo nome. São apresentados 15 projetos, criados entre 2006 e 2019, incluindo cinco maquetes de grande porte e materiais e utensílios encontrados nos locais de cada obra. A arquitetura de Tane manifesta as memórias do lugar como princípio norteador dos projetos.

Serviço
Nuno
Período: 20 de agosto a 27 de outubro
Tsuyoshi Tane
Período: 6 de agosto a 13 de outubro
Horários: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h
Localização: Avenida Paulista, 52, Bela Vista
Entrada gratuita
Dicas: A Japan House fica na Avenida Paulista. Há estacionamento pago no próprio prédio. Porém o principal acesso é pelo metrô Brigadeiro (linha verde), especialmente aos domingos, quando a Paulista fica restrita a pedestres. Bicicleta é outra opção interessante, já que toda a avenida conta com ciclovia. 

3 Ditos pelo Espedito na Casa

Poltrona Xibô, de Sergio Rodrigues, com artesanato de Espedito Seleiro. Foto divulgação

Poltrona Xibô, de Sergio Rodrigues, com artesanato de Espedito Seleiro (Foto: divulgação)

Espedito Seleiro é um mestre artesão de Nova Olinda, CE. Fez selas, roupas, botas e acessórios para muitos cangaceiros e fazendeiros da região. Quando começou a fazer bolsas e sandálias, ganhou clientela além das fronteiras cearenses. Lançou linha com os Irmãos Campana, produziu artefatos de couro para desfile da Cavalera, fez o figurino de Marcos Palmeira no filme O Homem que Desafiou o Diabo e vestiu Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Seu artesanato tem diversidade de cores, texturas e desenhos de influência cigana. Em 2019, Espedito comemora 80 anos com grande reconhecimento no design brasileiro. 

Para celebrar, A Casa – Museu do Objeto Brasileiro, dedicado a design e artesanato brasileiros, apresenta mobiliário de célebres designers com intervenções de Espedito. A poltrona Butterfly, de 1938, ganhou um coração desenhado no couro. Também receberam interferências artísticas Paulistano, de Paulo Mendes da Rocha, Xibô, de Sergio Rodrigues, Gisele, de Aristeu Pires, Dina, de Fernando Mendes, e Caymmi, de Ronald Sasson, entre outros móveis icônicos de designers brasileiros.

Serviço
Períodos: 16 de agosto a 15 de setembro
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h30
Localização: Avenida Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros
Entrada gratuita
Dicas: A CASA é um museu pequeno, de rápida visitação. Vale combinar com visita ao Instituto Tomie Ohtake, logo à frente, ou passeio pela Vila Madalena, bairro vizinho.

4 Jardins do Tempo no CCBB

Cemitério Araçá transformado em Jardim Botânico pelo artista Pazé. Imagem divulgação CCBB

Cemitério Araçá transformado em Jardim Botânico pelo artista Pazé (Imagem: divulgação CCBB)

Não é sempre que há exposições dedicadas a paisagismo. Esse campo de conhecimento, no entanto, está fundamentalmente ligado ao urbanismo, gerando espaços públicos de melhor qualidade. Ainda, tem importância ambiental, trabalhando na preservação de espécies vegetais.

Por isso, é imprescindível visitar Jardins do Tempo, do artista Pazé, no CCBB. Um dos centros culturais mais importantes do Brasil dedica sua sede de São Paulo a mostrar projetos de Jardins Botânicos que Pazé pensou para cemitérios da cidade. O objetivo seria transformar esses grandes espaços urbanos em áreas verdes, concentrando a função original em cemitérios verticais. Com os sepultamentos em prédios, sobraria espaço para criar jardins botânico, também equipados para lazer.

Os cemitérios alvos da transformação seriam Araçá (112.700 m2), Vila Nova Cachoeirinha (247.280 m2), São Pedro (346.000 m2) e Vila Formosa (600.900 m2). Juntos, eles somam área maior que a do Parque do Ibirapuera, o mais famoso de São Paulo. Para termos de comparação, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro tem 540.000 m2.

Todos os projetos trazem baixo investimento financeiro, alto ganho ambiental e nenhum prejuízo à função original. Pazé se inspirou no paisagismo do Jardim Botânico de São Paulo, que apresenta lago e alta biodiversidade de espécies vegetais brasileiras, incluindo as alimentícias e medicinais.

Serviço
Período: 17 de agosto a 28 de outubro
Horários: quarta a segunda, das 9h às 21h
Localização: Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Entrada gratuita
Dicas: O CCBB fica numa rua restrita a pedestres. O melhor jeito de chegar é de metrô, na estação São Bento (linha azul). O truque é pegar a saída da Rua Boa Vista e seguir as placas até o centro cultural.

5 Marepe na Pinacoteca

Marepe na Pina Estação. Foto reprodução Paulo Vicelli

Marepe na Pina Estação (Foto: reprodução Paulo Vicelli)

A Pinacoteca de São Paulo vem emendando exposições de grande repercussão. Depois de Mulheres Radicais, Rodin e Ernesto Neto, agora Marepe: estranhamento comum tem recebido grande destaque na mídia e nas redes sociais. Não é a toa: essa é a primeira grande exposição individual do artista baiano em São Paulo. São 30 obras, que oferecem visão abrangente de sua trajetória, iniciada na década de 1990.

A poética de Marepe evoca memórias pessoais e sua cidade natal. O artista nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 1970. A região conecta o sertão ao mar, num importante eixo de transporte de mercadorias. A partir desse vai-e-vem de objetos e pessoas, além da própria história familiar, Marepe extrai e elabora suas obras.

Muitos dos trabalhos são objetos comuns retirados de suas funções cotidianas, como é recorrente na arte contemporânea. Por vezes, Marepe altera a escala, forma e significado dos materiais, numa dimensão especulativa. Por exemplo, em Chorinho, de 2009, carretéis de linha de costura são suspensos, com fios de diferentes tonalidades de azul que caem até o chão, representando lágrimas.

Serviço
Período: 27 de julho a 28 de outubro
Horário: quarta a segunda, das 10h às 17h30
Localização: Largo General Osório, 66, 4º andar, Luz
Entrada gratuita
Dicas: A exposição de Marepe não fica no prédio principal da Pinacoteca, mas sim na Pina Estação. Os prédios são praticamente vizinhos, apenas com a Estação da Luz entre eles. Há estacionamento conveniado, na Rua Mauá, 51. Mas uma boa opção é ir de metrô, descendo na estação Luz (linhas amarela e azul).

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