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5 programas para fazer em São Paulo em agosto

02/08/2019

Projetos de Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha e Andrade Morettin que todo arquiteto precisa conhecer. Além disso, restaurantes únicos em São Paulo.

1 Casa de Vidro

A icônica Casa de Vidro de Lina Bo Bardi se tornou uma Casa de Vento. A artista Lucia Koch realizou uma intervenção na arquitetura, instalando cortinas de malha estampada, criando um degradê de cores que filtra a luz natural que entra na casa e balança com o vento. Assim, do lado de dentro, se cria uma experiência única no espaço, com alterações de luz e movimento.

A Casa de Vidro foi o primeiro projeto da arquiteta italiana Lina Bo Bardi, recém-chegada no Brasil em 1950. Se tornou uma grande referência para a arquitetura residencial da época. O nome faz referencia à imponente fachada de vidro que parece flutuar sobre pilares, característica da arquitetura moderna. A Casa de Vidro foi a residência do casal Lina Bo (1914-1992) e Pietro Maria Bardi (1900-1999) por mais de 40 anos. Hoje, abriga a sede do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, que tem como objetivo promover e divulgar arquitetura, design, urbanismo e arte popular, mantendo vivo o legado do casal, tão importante no cenário cultural brasileiro do século 20.

Casa de Vento, instalação de Lucia Koch na Casa de Vidro (Foto: divulgação Instituto Lina Bo e P.M. Bardi)

Casa de Vento, instalação de Lucia Koch na Casa de Vidro (Foto: divulgação Instituto Lina Bo e P.M. Bardi)

A instalação de Lucia Koch dá um novo significado à arquitetura. No entanto, a Casa de Vidro é visita obrigatória para profissionais de arquitetura, independente das exposições temporárias. Também é de grande interesse para paisagistas, com um jardim de 7 mil metros quadrados, uma floresta plantada pela própria Lina, com trilhas decoradas com pedras e cacos de cerâmica.

Serviço

Período: 20 de junho a 31 de agosto
Horários: quinta a sábado, 10h, 11h30, 14h e 15h30
Localização: Rua General Almeiro de Moura, 200, Morumbi
Entrada: R$ 30 (R$ 15 meia)

Dicas: Não há opções de transporte público para chegar à Casa de Vidro. O Instituto fica afastado do centro, então é preciso fazer uma pequena viagem de carro ou Uber. É fácil estacionar na rua, pois se trata de um bairro residencial, pouco movimentado. As visitas acontecem em grupos, em horários determinados, não é possível visitar o local livremente. Cada grupo tem no máximo 15 pessoas, então é bom chegar com antecedência para garantir vaga.

Sesc 24 de Maio, projeto de Paulo Mendes da Rocha. Foto Marina Buriti_Portal SESCSP

Sesc 24 de Maio, projeto de Paulo Mendes da Rocha. Foto Marina Buriti_Portal SESCSP

2 Sesc 24 de Maio

Paulo Mendes da Rocha é nosso único Pritzker vivo, portanto, pode ser considerado o mais importante arquiteto brasileiro da atualidade. Assim, quando apresenta um novo projeto, é fundamental conhecer, especialmente um espaço público, de grandes dimensões. O Sesc 24 de Maio foi inaugurado em 2017 e se trata de uma transformação do patrimônio urbano construído. O edifício sede da antiga Mesbla, no centro, virou um complexo de recreação e serviços, em pleno centro de São Paulo.

O Sesc 24 de maio conta com auditório, restaurante, piscina, áreas de convivência e espaços de exposições. Em agosto, acontece a exposição À Nordeste, que traz reflexões sobre a cultura do Nordeste, suas singularidades regionais e a radicalidade de sua dimensão sensível.

Independente das (ótimas) exposições, vale visitar o Sesc para admirar a genial arquitetura de Paulo Mendes da Rocha. O térreo, por exemplo, foi transformado na Praça do Sesc, uma galeria de passagem livre integrando o prédio à cidade. Outro destaque é o sistema de circulação vertical, um conjunto de rampas, num circuito claro e continuo, que transforma a locomoção pelo prédio vertical em um passeio desencadeado e lúdico.

Serviço

Período: 16 de maio a 25 de agosto
Horários: terça a sábado, das 9h às 21h; domingo, das 9h às 18h
Localização: Rua 24 de Maio, 109, Centro
Entrada gratuita

Dicas: É difícil se locomover no centro de carro, então recomendamos o metrô. A estação República (linhas vermelha e amarela) fica a apenas um quarteirão do Sesc. Por ser muito movimentado e ter grande concentração de moradores de rua, o centro exige mais atenção no passeio. Mas também é uma área bem policiada. Tomando cuidado com os pertences, é seguro durante o dia.

Instituto Moreira Salles, com sua fachada translúcida e térreo elevado (repare no recorte). (Foto: divulgação Andrade Morettin Arquitetos)

Instituto Moreira Salles, com sua fachada translúcida e térreo elevado (repare no recorte). (Foto: divulgação Andrade Morettin Arquitetos)

3 Instituto Moreira Salles

A coleção de fotografia Moreira Salles ganhou um novo museu em 2017. O projeto do escritório Andrade Morettin Arquitetos na Avenida Paulista tem fachada de vidro translúcido autoportante. Outras características da arquitetura são interessantes: a entrada por escadas rolantes, o térreo elevado a 15 metros da avenida e a vista para a cidade.

Em agosto, acontecem quatro exposições. Em Palermo, a fotógrafa italiana Letizia Battaglia mostra a cidade onde nasceu, desde o cotidiano até os conflitos violentos da máfia. Um retângulo na mão traz a retrospectiva do fotógrafo chileno Sergio Larrain (1931-2012). Território e Imagem discute o papel da fotografia no processo de exploração do território brasileiro e de sua construção como ideia de nação, com fotografias de Marc Ferrez (1843-1923). Amazônia traz fotos de Claudia Andujar e George Love (1937-1995) em um manifesto contra a exploração desenfreada da Amazônia.

Não deixe de conferir também a escultura Echo, de Richard Serra, em exposição até dezembro, que causou polêmica por ser instalada nos fundos do edifício.

Serviço

Períodos: variados
Horário: terça a domingo, das 10h às 20h
Localização: Avenida Paulista, 2424
Entrada gratuita

Dicas: A melhor forma de chegar e circular pela Avenida Paulista é de metrô. O IMS está entre as estações Paulista (linha amarela) e Consolação (linha verde). Aos domingos, a Paulista é exclusiva para pedestres e ciclistas. É um delicioso passeio, porém o museu também fica mais cheio.

Casa do Porco, um dos 50 melhores restaurantes do mundo, em São Paulo (Foto: divulgação Casa do Porco)

Casa do Porco, um dos 50 melhores restaurantes do mundo, em São Paulo (Foto: divulgação Casa do Porco)

4 A Casa do Porco

A Casa do Porco é o restaurante do momento. Único brasileiro na lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, em 39º lugar. Normalmente cheio, desde a divulgação do ranking, no fim de junho, o local acumula grandes filas e agito.

Comandado pelo chef Jefferson Rueda, o restaurante trabalha a carne de porco em versões, sabores, cores e texturas.  Localizado no centro, tem ambiente jovem e democrático. Não é necessariamente um restaurante chique, por isso a surpresa da presença na lista, antes ocupada pelo D.O.M., do chef Alex Atala, nos Jardins. Falou mais alto a comida boa e popular.

É interessante combinar a visita à Casa do Porco com outros programas pelo centro. Fica próxima da Galeria do Rock, da Biblioteca Mário de Andrade, da Praça da República, do Largo do Arouche, da Praça das Artes e do Theatro Municipal. Se as filas estiverem impossíveis, vale tentar, do mesmo chef e no mesmo bairro, o Hot Pork, restaurante de cachorro-quente, e a Sorveteria do Centro. 

Serviço

Horário: segunda a sábado, das 12h às 0h; domingo, das 12h às 17h
Localização: Rua Araújo, 124, Centro

Dicas: À noite, pode ser perigoso circular pelo centro. Na frente do restaurante é tranquilo, mas, para chegar e sair, é bom pedir um Uber. De dia, a região é bem policiada e muito movimentada. Vale ir de metrô, pela estação República (linhas vermelha e amarela). 

Setto do Aizomê. É composto por pratos variados da culinária japonesa, que compõem uma refeição equilibrada. Foto divulgação Aizomê

Setto do Aizomê. É composto por pratos variados da culinária japonesa, que compõem uma refeição equilibrada (Foto: divulgação Aizomê

5 Gastronomia japonesa

São Paulo é a segunda cidade com mais japoneses no mundo, perdendo apenas para Tóquio. Entre 1917 e 1940, migraram para o Brasil 164 mil japoneses, dos quais 75% para São Paulo. Um dos principais legados culturais é a gastronomia. São Paulo tem grande número e variedade de restaurantes japoneses, dos mais tradicionais aos mais modernos. Há excelentes rodízios de sushi e sashimi, como os brasileiros amam, mas também experiências mais autênticas.

No Aizomê, a chef Tema Shiraishi faz uma mistura das gastronomias japonesa e brasileira. No sushi bar, ela foge do salmão e aposta em peixes da costa brasileira. Na sua conserva, vão maxixe e chuchu. 

E o que os japoneses comem para o lanche? O novo café da Japan House, Sabor Mirai, responde a essa pergunta, com os doces wagashi, o chá shiratama azuki e o bolo de matchá.

Outra experiência vinda do Japão é o izakaya, espécie de boteco japonês, onde japoneses costumam fazer happy hours. Em São Paulo, o Yamanoie traz bons saquês e sushis.

Serviço

Aizomê
Horário: segunda a sexta, das 12h às 14h30 e das 18h30 às 23h; sábado, das 18h30 às 23h
Localização: Alameda Fernão Cardim, 39, Jardins

Aizomê Japan House
Horário: terça a domingo, das 12h às 17h
Localização: Avenida Paulista, 52, Bela Vista

Sabor Mirai
Horário: terça a sábado, das 10h às 20h; domingo e feriado, das 10h às 18h
Localização: Avenida Paulista, 52, Bela Vista

Yamanoie
Horário: segunda a quinta, das 18h30 às 22h45; sexta, das 19h às 23h45; sábado, das 12h às 15h45 e das 19h às 23h30
Localização: Rua Jericó, 279, Vila Madalena

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